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As Agente 355

As Agentes 355 | Por mais protagonismo feminino

Eu talvez tenha feito a coisa mais errada do mundo que foi ler as críticas de As Agentes 355 antes de escrever a minha própria. Pois sinceramente, o que li foi “é como se quisessem fazer um filme de Ethan Hunt, só que com mulheres e isso não deu certo”. Sinceramente, respeito opniões assim, mesmo achando elas burras.

Primeiro, que praticamente todas as criticas negativas – em suas maiorias escrita pelo sexo masculino – tende a colocar a culpa da “falta de diversão e bom entretenimento” no fato de ser um filme feito por mulheres, com mulheres como protagonistas. Bem, amigo, se o Tom Cruise pode ser um agente em um milhão de filmes, se a franquia de James Bond vive se renovando, e todos eles tem exatamente a mesma premissa, e você acha eles legais, porque um filme com mulheres espiãs (que inclusive coloca todos os clichês da espionagem) não pode ser legal?

Eu só consigo imaginar que seu problema não é com o filme, e sim o protagonismo feminino. Sinto em lhe informar: Vai ter mulheres em todos os tipos de papéis sim, e se você não gosta, sujiro que mude de profissão.

As Agentes 355 começa com uma dupla de agentes (Jessica Chastain e Sebastian Stan) indo fazer um resgate de um dispositivo tecnológico absudamente perigoso capaz de burlar todos os software do mundo, e quando a troca da errado, Nick (Stan) é dado como morto, e Mace (Chastain) consegue permissão para continuar a missão de forma extra-oficial. E é dessa forma que ela acaba se reunindo com Graciela Rivera (Penelope Cruz), Khadijah Adyieme (Lupita Nyong’o) e Marie Schmidt (Diane Kruger) para juntas impedirem de que o despositivo caia em mãos erradas, e seja o motivo da Terceira Guerra Mundial.

Com todos os clichês da espionagem As Agentes 355, segue com perseguição, aparatos tecnológico, tiros, porradas e bombas, o filme segue um ritmo gostoso de ver, principalmente porque temos um elenco tão diverso de mulheres e cultura. Em dado momento há uma fala no filme que diz “podemos falar linguas diferentes, mas todas temos o mesmo objetivo” e isso é o cerne do longa.

O filme pode acabar sendo um pouquinho arrastado próximo ao fim, já no terceiro ato, mas ainda sim, é muito divertido de acompanhar, e com um elenco poderoso como esse é uma chance única de ver todos esses talentos reúnido. E sinceramente, quem não gosta de ver mulher descendo a porrada em homem? É quase uma reparação histórica.

É clichê? Sim, mas como qualquer bom filme de espionagem, é excelente a sua própria maneira.

As Agentes 355 estreia exclusivamente nos cinemas dia 20 de janeiro.

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