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PRIMEIRAS IMPRESSÕES | Euphoria (2ª Temporada)

A qualidade da HBO é inegável. Suas produções presam pela qualidade técnica, de roteiro, visual e atuação. Isso é inquestionável. Mas nem tudo é perfeito, principalmente quando temos àquelas produções que fazem tanto sucesso, que a produtora se vê “obrigada” a renovar para uma nova temporada, apenas para agradar seus telespectadores, e acabam não tenho uma sequência tão perfeita quando a primeira. Euphoria pode ser uma dessas produções, que chamou a atenção em 2019, e que foi um fenômeno teen, mas que nesta temporada, mesmo tentando ser mais madura, acaba se perdendo em seu caminho.

A convite da HBO, nos do Geek Antenado/Geek em Tela já conferimos os quatro primeiros episódios – até o momento, mas já vamos assistir os três episódios restantes.

Assim como qualquer nova temporada de uma série que tem um grande vácuo desde sua última temporada, o episódio inicial nos situa de onde estava cada um dos personagens, já partindo para as novas tramas que irão se desenvolver ao longo dos próximos seis episódios.

Diferente da primeira temporada, que se focava em abordar um dos protagonista por episódio, mas desenvolvendo a história dos demais como um segundo plano, essa temporada deixa de lado esse foco, dando mais abertura para desenvolver em doses pequenas alguns personagens por episódio. Isso pode ser uma faca de dois gumes: de uma lado, ela quer se afastar do modelo narrativo que a primeira temporada se embasa, mas pode parecer perdido essa estrutura, já que o público precisa se reacostumar com um formato que foge do padrão Euphoria.

O episódio piloto da segunda temporada – que vai ao ar está noite – emula muito da construção do episódio piloto da primeira: temos um flashback para compreendermos um personagem desta trama, conectado a um evento que se justifica, então partimos para uma festa, a qual nos reunimos com o elenco. Entre idas e vindas de momentos anteriores a está festa, de encontros e desencontros, você sente que algo está diferente, mas que prepara perfeitamente para o encerramento.

Confesso que até o momento a série não me pegou como aconteceu com a primeira temporada; parece uma grande promessa todo final de episódio, e até que no novo você recebe algo inesperado, mas não espere que seja resolvido de imediato, ou que aja conclusão diretamente, e isso acaba esfriando quando essa conclusão aparece.

Um questionamento que surgiu na minha cabeça após o primeiro episódio – e que perdura até então – é para que serviu os dois episódios especiais lançados no ano passado. Parece que a história intimista da Rue e a jornada da identidade da Jules não é tocada aqui e mais uma vez, elas regridem para justificar uma nova temporada. E não apenas elas, mas a maioria do elenco que já teve certo crescimento na temporada perfeita sem defeitos.

Aqui deixo um última esperança: essa temporada da espaço para personagens recorrentes na primeira terem mais espaço, com especial para Fez (Augus Cloud) e Lexi (Maude Apatow). Em destaque, Lexi, uma personagem que esperei MUITO para ter sua história desenvolvida, mas que ficou a ver navios, mas ainda bem que isso aconteceu, pois o ponto alto desta temporada é quando Lexi assume a direção do episódio para contar sua história pelos seus olhos.

Euphoria foi e será um grande fenômeno da HBO, mas que pessoalmente, a nova temporada acaba se prolongando no amadurecimento dos personagens, que precisam regredir para terem história para essa temporada. Nem mesmo as adições se tornam chamativas para movimentar a história, já que muitos vivem em função ainda dos protagonistas.

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