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King’s Man: A Origem

Após o 2º longa, Kingsman: O Círculo Dourado, não havia nenhuma necessidade de continuação para este longa, mas parece que a necessidade de produzirem filme que expliquem a origem e o porquê de algo se faz tão necessária que acabam estragando, além de se perderem em produtos que não agregam em absolutamente nada para os primeiros filmes.

King’s Man: A Origem traz suas vertentes cômicas já implantadas nos primeiros filmes, mas não é algo contínuo e consiste, aparenta mais uma necessidade obsoleta em preencher a necessidade de ter um terceiro filme e tentativa, que por muitas vezes não se vê necessária, de contar a origem da agência King’s Man.

No decorrer da história, quando estamos começando a compreender o ponto e acreditando que ele será bem desenvolvido e entregará a mensagem do filme, o próprio enredo se acomoda e nos faz questionar: “A que ponto chegamos afinal? É isso que eles vão nos entregar?”, nos deixando desolados e sem nenhuma explicação plausível e compreensível.

Longa traz em sua essência demonstrar como pai e filho lidam com a morte de esposa e mãe, cada qual lidando à sua maneira com a perda. Conrad (Harris Dickinson) que demonstrar seu valor ao pai de forma que o leva a lutar por seu país na guerra da Inglaterra na primeira Guerra Mundial, enquanto seu pai, Duque de Oxford (Ralph Fiennes) quer protegê-lo a todo custo das maldades do mundo, entretanto para que tenham alguma mínima chance eles precisarão deixar o passado de lado.

Havia tudo para que se desenvolvesse um belo drama familiar, mas o contexto geral acaba caindo por água abaixo e o roteiro parece se afundar em argumentos incoerentes e falham na missão de entregar a questão de agir com responsabilidades diante do poder e privilégios disponibilizado a eles.

O mais frustrante é que o filme entrega uns surtos de coragem em alguns momentos decisivos na história, resgatando um fio de esperança de que tudo vai se resolver de um jeito satisfatório no final. Isso é especialmente verdade na sequência em que o filme mergulha de cabeça no gênero de guerra, entregando cenas profundamente imersivas e com planos sequências bem parecidos com o longa 1917.

Antes de se impressionar com o filme, ele vai fazer questão de revirar seus olhos com algumas escolhas infelizes. Nem mesmo as cenas de ação escapam desta terrível maldição. A maioria não é muito inspirada, apesar de serem bem competentes. Em geral, temos lutas de espadas de tirar o fôlego que não trazem nada de muito inovador. E quando finalmente temos algo mais extravagante, com o grande momento de Rasputin (Rhys Ifans), acaba tendo um gosto amargo.

Chegamos ao final de King’s Man: A Origem, que tem tudo o que precisa ser dito na palma de suas mãos, mas de forma errônea nos apresenta que esta sequência foi completamente desnecessário e nunca encontraram coragem o suficiente para dizer antes de cogitarem produzir. A mensagem do longa se perde no meio do caminho e como um som abafado pede socorro por se tratar de algo fraco. É inconsistente para causar algum impacto nos telespectadores, deixando uma sensação frustrante de algo incrível que se perdeu.

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