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Primeiras Impressões | Chucky – A Série

Atualmente podemos ter no hall dos bonecos de terror Annabelle da franquia Invocação do Mal e a Escolar Batatinha Frita de Round 6, mas não podemos esquecer de um dos visionários que transformaram esse brinquedo infantil num personagem marcante do terror slasher, Chucky. O boneco infantil, que foi possuído por um assassino em série enquanto fugia da polícia, e acabou morrendo com o brinquedo nos braços tem um longo caminho de sangue e mortes exageradas no cinema; já se casou e teve um filhe, e decidiu que neste ano de 2021 – se já não bastasse a calmaria deste período – invadir a telinha numa série que chega na semana do Halloween exclusivamente no Star+, e a convite da plataforma, conferimos os dois primeiros episódios da nova aventura sangrenta de Chucky.

A série segue Jake (Zachary Arthur) um recluso adolescente artista com gostos macabros para suas artes, que acaba comprando um boneco Good Guy num brechó. Mas não bastava sua vida já ser complicada com sua relação com o pai que não aceita sua personalidade e sua orientação sexual, seja pelo bullying que sofre na escola e principalmente de seu primo, Jake tenta impedir Chucky de continuar matando, enquanto o boneco decide proteger o garoto de qualquer pessoa que o machuque, física e emocionalmente.

O gênero slasher teve uma era de ouro no final dos anos 1970 e os anos 1980, que moldou, principalmente, os cinéfilos que ansiavam por mais filmes do estilo, e novidades a cada novo mês. Chucky, com certeza, foi o slasher marcante da sua época, rendeu inúmeras sequências, e uma tentativa de Reboot no cinema em 2019, e a série, até os dois primeiros episódios pode dividir muito as opiniões.

Enquanto o primeiro episódio leva a marca clássica do longa original, com cenas que aproveitam o desfoque do ambiente para brincar com o movimento do boneco, ou pelos close-ups na cara do boneco, enquanto ele fica estático, e a utilização de movimentação em ambientes escuros reforçam o elemento mais marcante do gênero e da franquia, e isso não fica exagerado, se comparado a própria franquia. Chucky sempre foi assim. Porém, é no segundo episódio que pode dispersar: Chucky mostra um lado “mais humano” quando abre seu coração sobre seu filhe para Jake, mas toda sua caçada na noite de Halloween – por mais justificável – se resume a uma edição confusa e erros de continuidade que gera a dispersão do telespectador.

É louvável que essa série não ignora toda a história de Chucky até então, o que pode dar brecha para Tiffany e de Gleen/Glenda. Ou ponto positivo da nova história é a escalação condizer com os personagens: todos são visivelmente adolescentes, mesmo que algumas atitudes sejam exageradas para sua idade, mas isso recai sob a essência exagerada da própria franquia de Chucky.

Ainda fica enevoado a motivação principal da série: mostrar apenas a caçada mortal de Chucky pela cidade, enquanto Jake tenta impedir; ou o boneco queira transformar Jake num serial killer; ainda é a questão para essa série existir, mas com certeza, ela traz a nostalgia da franquia e atualiza alguns pontos, e corrige outros que na época que foram lançados, não existia a consciência coletiva que temos hoje, e posicionamento de questões sociais mais evoluídos.

Apesar da dúvida, fica claro que a série se constrói sobre discussões sobre bullying, seja ele social ou familiar, sobre aceitação – e isso apenas esquecendo o massacre que Chucky pode causar – e a questão de terem atores que visivelmente são adolescente ajuda ainda mais na imersão sobre essas discussões.

Chucky – A Série pode dividir muito o público, vai ter quem goste, vai ter quem não goste, pode ser que muitos dispersam e acabem esquecendo que saiu novo episódio de Chucky no Star+, mas é uma série que tenta atualizar um personagem produto de sua época, que precisava de renovação, e pode se destacar pela discussão sobre bullying.

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