close button

publicidade

Crítica l Fátima – A História de um Milagre

Fátima - A História de Um Milagre
Confira o que achamos de Fátima – A História De Um Milagre, que chega aos cinemas agora no dia 07 de outubro.

O que você faria para provar que está sendo instruída por uma entidade divina? Fátima – A História de um Milagre, chega aos cinemas de todo o Brasil no dia 07 de outubro para contar a história de três crianças que em 1917, testemunharam a aparição de Nossa Senhora de Fátima. A direção ficou por conta de Marco Pontecorvo (“Cartas para Julieta” e diretor de fotografia de episódios das séries “Game of Thrones” e “Roma”).

Sendo lançado em um momento importante para todos os brasileiros, onde vivemos em um país que a fé, Fátima – A História de um Milagre pode ser interessante até mesmo para pessoas não religiosas, onde diferentes pontos de vistas são mostrados para que todos possam se identificar com pelo menos um personagem. Confira o que achamos do longa-metragem que chega aos cinemas ainda nesta semana.

Até onde você iria para provar que recebeu informações divinas?

Imagina que em um dia, enquanto você está brincando com seus amigos e uma mulher aparece na frente de todos, citando que todos deveriam agir para acabar com a Primeira Guerra Mundial por meio de oração? Sem o devido contexto, isso seria muito estranho, certo?

Em Fátima – A História de um Milagre, somos convidados a conhecer a história de três crianças que eram visitadas por Nossa Senhora de Fátima. Lucia, Francisco e Jacinta então nos colocam dentro de uma sala de cinema por cerca de 90 minutos que conta com muita fé, amor e crenças religiosas.

Em meio a isso, a história contada pelos três jovens não é levada a sério, como aconteceu com muitos casos de milagres em seu início. A premissa do filme é ótima e ideal para um momento e país onde todas as pessoas estão voltando com sua vida ao normal, onde a fé e esperança precisam de uma certa renovação.

Sendo lançado perto de um dos feriados religiosos mais famosos do ano, o dia 12 de outubro (Dia de Nossa Aparecida), se espera que o longa-metragem tenha um ótimo desempenho nas bilheterias e leve muitos fiéis para as salas de cinema.

Início de Fátima – A História de um Milagre

Com uma estrutura interessante de duas cronologias sendo mostradas ao mesmo tempo, mas com a devida contextualização, a primeira hora de Fátima – A História de um Milagre, é interessante e provoca uma introdução que é compreensível até mesmo para quem não é bastante religioso. Somos levados para a Itália do ano de 1917, em meio à Primeira Guerra Mundial, onde boa parte do governo era contra a abertura de igrejas e manifestações de fé que causassem desordem.

Além disso, temos aparições divinas logo na primeira cena, onde Lúcia, que mais tarde seria revelada como escolhida por Jesus como mensageira de Nossa Senhora de Fátima, presencia a aparição de um anjo da paz. Neste momento, a ambientação chega a ser de arrepiar, onde em muitos momentos, parece que estamos na mesma sala que as entidades religiosas.

A fotografia na primeira hora foi um dos pontos que mais merecem receber atenção. Como dissemos anteriormente, toda a história das três crianças é ambientada na Itália, que apesar de todos os avanços que o mundo já tinha alcançado em 1917, ainda contava com muitas pessoas vivendo no campo e dependendo apenas do que o campo entregava.

As imagens e paisagens captadas por Marco Pontecorvo foram um dos pontos altos de todo o filme, nos entregando uma ambientação interessante. Em muitos momentos, somos inseridos dentro das pequenas casas de vila, desertos inacabáveis e até mesmo, os cultos organizados pelos protagonistas.

Desenvolvimento

Um dos pontos altos dos filmes com temática religiosa, por mais que sejam baseados em fatos reais, é realmente colocar um milagre na prática para todos que estão assistindo. Isso já foi visto em grandes sucessos lançados ao redor do Mundo e até mesmo aqui no Brasil, com o lançamento de Os Dez Mandamentos pela Record TV.

O desenvolvimento de Fátima – A História de um Milagre é mais centrado em como os três protagonistas tentam provar que realmente estão recebendo instruções de Nossa Senhora de Fátima, esta que aparece apenas para eles, dando informações sobre o que deve ser feito para que uma segunda guerra não aconteça no Mundo. O que infelizmente, como você sabe, acabou acontecendo.

Nesta parte do filme, também caminhamos para o ponto alto de toda a produção, que é centrada no Milagre do Sol, que marcou o ano de 1917 e todos que estavam no terreno da Cova da Iria. Em meio a negações de autoridades e até mesmo da igreja, Lucia, Jacinta e Francisco até são taxados com doentes mentais como uma justificativa do testemunho.

O ponto mais interessante é que de tempos em tempos, somos levados de volta para os dias atuais, já que a história é contada pela própria Lúcia em uma entrevista sobre o mesmo testemunho.

Outro fator importante é que mesmo depois de tanto tempo e estando servindo para a igreja há bastante tempo, a história de Lúcia (que em sua fase adulta, é interpretada por Sonia Braga) ainda não é levada a sério por um professor que está escrevendo um livro focado em explicar milagres e aparições divinas.

O final do filme acaba sendo um tanto rápido e meio que de imediato, o que requer atenção à última meia hora do longa-metragem. Mas, ao mesmo tempo, ver um dos principais milagres de Nossa Senhora de Fátima pelo qual se tem registros e testemunhos é fascinante e magnífico, dando um toque especial para quem lia isso na infância ou assim que se tornou católico.

Como dar atenção para três protagonistas dentro de um mesmo filme?

Centrada na história de três crianças que são visitadas e aconselhadas por Nossa Senhora de Fátima, um dos maiores desafios foi dar um tempo de tela para Lúcia, Francisco e Jacinta sem que um não tomasse o lugar do outro.

E isso foi atingido da forma mais natural possível, onde apesar de Lucia ser a escolhida por Jesus para ser ouvida por Nossa Senhora de Fátima, temos uma participação importantes das outras duas crianças que também conseguiam ver a santa.

Canonizados juntos com Lúcia depois de sua morte, foi possível perceber que Marco Pontecorvo conseguiu organizar a cronologia dos fatos para que todos aparecessem de uma forma importante, sem precisar necessariamente, tomar o espaço do outro.

A amizade dos três primos fica ainda mais forte por conta da fé e vontade de ajudar os necessitados, dando aquele toque especial e emocionando até mesmo os não católicos. Ponto para o roteiro que conseguiu organizar isso de uma forma inteligente.

Vale a pena ir assistir Fátima – A História de um Milagre nos cinemas?

Com um roteiro interessante e baseado em histórias reais, Fátima – A História de um Milagre se classifica como um bom filme que deve agradar católicos e pessoas de outras religiões por meio da trama de Lúcia, Jacinta e Francisco. O ponto alto de todo o longa-metragem é a ótima ambientação causada pela fotografia impecável, assim como o Milagre do Sol que nos coloca no papel de uma das testemunhas.

Ao mesmo tempo, o longa-metragem pode ser facilmente classificado como uma produção que não deve levar uma das indicações do Oscars, isso porque entrega o máximo que propõe: uma discussão sobre fé e aparições divinas para crianças. Nada que não foi realizado por outras produções lançadas anteriormente.

Um ponto negativo e que pode prejudicar a experiência é a iluminação das cenas, onde em alguns momentos, fica difícil de ver os personagens. Entendemos que sim, isso pode ser relacionado com a época que o filme se passa. Mas talvez, valesse mais a pena colocar uma maior iluminação para que o público não tivesse tanta dificuldade.

É importante ir ao cinema com baixas expectativas, por mais que você seja devoto (a) de Nossa Senhora de Fátima, esperando ver como na prática, o Milagre do Sol aconteceu e claro, toda a história dos protagonistas disso para serem levados a sérios por autoridades militares e até mesmo da igreja.

Fátima – A História de um Milagre estreia nos cinemas no dia 07 de setembro deste ano.

Fátima – A História de um Milagre

Fátima – A História de um Milagre
3 5 0 1
Inspirado nas memórias da Irmã Lúcia, o longa dirigido pelo italiano Marco Pontecorvo (“Cartas para Julieta” e diretor de fotografia de episódios das séries “Game of Thrones” e “Roma”) narra a aparição da Nossa Senhora do Rosário para três crianças em Fátima, Portugal.
Inspirado nas memórias da Irmã Lúcia, o longa dirigido pelo italiano Marco Pontecorvo (“Cartas para Julieta” e diretor de fotografia de episódios das séries “Game of Thrones” e “Roma”) narra a aparição da Nossa Senhora do Rosário para três crianças em Fátima, Portugal.
3/5
Total Score
Postagens Relacionadas