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Crítica l 007 – Sem Tempo para Morrer

007 - Sem Tempo para Morrer
007 – Sem Tempo para Morrer estreia nos cinemas no próximo dia 30 e marca a saída de Daniel Craig da franquia. Mas isso não significa o fim, confira nossa crítica especial!

Encerrando a jornada de Daniel Craig como nosso amado James Bond, 007 – Sem Tempo Para Morrer estreia nos cinemas de todo o Brasil amanhã, dia 30 de setembro. Com tom de despedida antes mesmo do lançamento acontecer, Cary Fukunaga, que ficou responsável pela direção, tinha uma importante missão: fazer com que a saída do intérprete do protagonista fosse feita da formamais natural possível. O mesmo aconteceu com envolvidos em produções como Vingadores: Ultimato e Logan.

Dessa forma, o capítulo final de Daniel Craig como o famoso agente secreto precisava ser tão épico quanto toda sua jornada. Assim como a substituta deveria ser apresentada de uma forma natural. Confira o que achamos de 007 – Sem Tempo Para Morrer.

Começo de 007 – Sem Tempo Para Morrer

Se você procurou por informações sobre o último capítulo final de Daniel Craig como James Bond, pode ter certeza que ficou um tanto assustado (a) com a duração do longa-metragem. Com quase 3 horas de muita ação e cenas de tirar o fôlego, esta não é uma tradição que é tão seguida por profissionais de cinema e até mesmo pode assustar alguns telespectadores. Mas podemos dizer que Cary Fukunaga fez um ótimo trabalho, mesmo com um trabalho final com longa duração.

Os primeiros minutos de 007 – Sem Tempo Para Morrer podem ser definidos como uma ótima introdução que ajuda até mesmo quem não assistiu às outras produções de Craig como o agente secreto 007. Dessa forma, os primeiros minutos colocam o telespectador no dia a dia do protagonista antes de toda a ação começar.

Um ponto interessante de um filme com mais de duas horas é meia é que todos os envolvidos precisam tomar bastante para que o roteiro não se perca e claro, nada saia do foco. A primeira hora de 007 – Sem Tempo Para Morrer pode ser definida como um ponto interessante para um filme que tem quase três horas de duração: os passos de James Bond são introduzidos de uma muito tranquila, onde quem está na sala de cinema não fica entediado durante um só momento.

Cenas de ação e todas as funcionalidades do carro especial de Bond aparecem já nos primeiro momentos. E se você nunca viu um filme por completo, mas já ouviu falar que um dos agentes secretos mais famosos do Mundo possui diversos objetos tecnológicos que o ajuda em missões, o novo filme surge como mais uma confirmação disso.

Daniel Craig como James Bond em 007 - Sem Tempo para Morrer

Todos sabemos que uma das marcas registradas dos filmes de ação é ter muita explosão, tiroteio e claro, um protagonista sendo perseguido pelos vilões. O mesmo acontece em 007 – Sem Tempo Para Morrer, mas não temos cenas padrões e na verdade, muito pelo contrário. Daniel Craig prova que este foi um de seus melhores papéis em frente às câmeras e sim, há um toque especial no James Bond que ele interpretou em cinco filmes da franquia.

Desenvolvimento

Trabalhar em um filme com duas horas de duração pode ser uma tarefa difícil, certo? Imagine então, se um longa-metragem tivesse quase três horas? Uma das missões que a equipe envolvida na nova aventura de James Bond era simplesmente ter conteúdo para todo este tempo e claro, tudo fluir de forma natural para que quem está na sala de cinema nem percebesse a hora passar.

E podemos dizer que sim, isso foi atingido em 007 – Sem Tempo Para Morrer. E posso dizer que o redator que aqui escreve teve uma certa preocupação para saber como tudo seria colocado na prática. Mas podemos citar sem spoilers que sim, cada cena de ação foi encaixada onde deveria estar, dando aquele toque para animar o público até o final.

Daniel Craig como James Bond em 007 - Sem Tempo para Morrer

Uma outra missão que a equipe tinha em mãos era introduzir a pessoa que agora seria o rosto da franquia 007. O nome foi escolhido antes mesmo das filmagens começarem: Lashana Lynch (sim, uma mulher e atriz negra) ficará responsável por continuar o legado do agente secreto. Isso também foi feita da melhor forma possível, onde ambos se conhecem logo no começo do filme e a relação de passagem de bastão é feita de uma forma quase natural, onde o público conhece a nova personagem com o passar de todo o longa-metragem.

Também precisamos falar sobre como os personagens secundários, como Paloma, que foi interpretada por Ana de Armas, também conseguiu ganhar o público com menos de 30 minutos de tela. Outros nomes como Q, interpretado por Ben Wishaw e Safin, que ganhou vida por Rami Malek, também chamaram atenção.

Ana Armas como Paloma em 007 - Sem Tempo para Morrer
Ana de Armas conseguiu chamar atenção mesmo sem grande participação

Dessa forma, o desenvolvimento de 007 – Sem Tempo Para Morrer pode ser considerado bem estruturado, levando em consideração que há quase três horas de histórias sendo contadas. É claro que o melhor acaba ficando para o final e há diversas reviravoltas, mas conseguir manter o foco de um telespectador durante quase três sem precisar apelar ou correr para dar um final para tudo o que foi aberto. Aqui, claramente tivemos uma divisão que foi essencial para que nada saísses dos trilhos.

A passagem de bastão de Daniel Craig para Lashana Lynch

Outra importante missão do diretor e produção era apresentar a nova 007 para o público na prática, uma vez que ela havia sido anunciada como substituta de Daniel Craig antes mesmo do longa-metragem estrear. Dessa forma, podemos citar que Lashana Lynch, que anteriormente trabalhou em Capitã Marvel, está pronta para ser a nova agente secreta que veremos nas grandes telas.

A passagem de bastão foi feita de uma forma natural, mas ao mesmo tempo, inteligente: colocando o atual ator e sua futura substituta para trabalharem juntos em uma missão que salvaria milhões de pessoas. Dessa forma, tanto os dois puderam se conhecer, quanto o público puderam se familiarizar com Lashana.

Lashana Lynch como 007 em 007 - Sem Tempo para Morrer

E podemos citar que ela tem todas as características de um bom 007: sensualidade quando necessário, agilidade, coragem e aquele toque de bom humor que dão o alívio cômico. Ao sair da sala de cinema, temos o pensamento de que o nome 007 segue em boas mãos e veremos diversos filmes com boa qualidade, por mais que Daniel Craig não esteja envolvido.

Vale a pena ir ao cinema para assistir 007 – Sem Tempo para Morrer?

Se você é um tipo de pessoa que não está tão acostumada com filmes de ação, saiba que mesmo assim, vale a pena dar uma chance para 007 – Sem Tempo para Morrer. A aventura final de Daniel Craig como o famoso agente secreto nos coloca nos cinema por mais de duas e apesar da longa duração, não há uma história maçante que nos deixa entediados e com vontade de sair da sala de cinema.

Muito pelo contrário: a organização da trama nos deixa cada vez mais presos e com vontade de saber como e quando tudo irá se resolver.

007 - Sem Tempo para Morrer

Em uma história que envolve ação, amor, conflitos de governo e até mesmo a introdução de uma nova personagem que agora será o rosto da franquia, foi possível sair da sala de cinema com uma satisfação de que a missão foi e será cumprida nos próximos filmes.

Se Daniel Craig conseguiu encerrar sua saga com um final que pareceu mais adequado em meio às circunstâncias que seu personagem se encontrava, Lashana Lynch também provou que é um nome que vai trabalhar tão bem quanto seu ex-parceiro de cena.

Um dos únicos pontos negativos é um leve desvio sobre quem realmente é o grande vilão da história. Como o diretor optou por ter três arcos em todo o filme, quem não está tão familiarizado com este tipo de produção pode ficar um tanto perdido com o que acontece, onde apenas no final, tudo se encaixa.

Então compareça ao cinema para assistir 007 – Sem Tempo para Morrer com a maior atenção possível. O longa-metragem estreia nos cinemas de todo o Brasil amanhã (30). Você está animado para assistir a última aventura de Daniel Craig como James Bond? Comente conosco!

007 – Sem Tempo para Morrer

007 – Sem Tempo para Morrer
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Em 007 – Sem Tempo Para Morrer, depois de sair do serviço ativo da MI6, James Bond (Daniel Craig) vive tranquilamente na Jamaica, mas como nem tudo dura pouco, a vida do espião 007 é agitada mais uma vez. Felix Leiter (Jeffrey Wright) é um velho amigo da CIA que procura o inglês para um pequeno favor de ajudá-lo em uma missão secreta. O que era pra ser apenas uma missão de resgate de um grupo de cientistas acaba sendo mais traiçoeira do que o esperado, levando o agente inglês 007 ao misterioso vilão, Safin (Rami Malek), que utiliza de novas armas de tecnologia avançada e extremamente perigosa.
Em 007 – Sem Tempo Para Morrer, depois de sair do serviço ativo da MI6, James Bond (Daniel Craig) vive tranquilamente na Jamaica, mas como nem tudo dura pouco, a vida do espião 007 é agitada mais uma vez. Felix Leiter (Jeffrey Wright) é um velho amigo da CIA que procura o inglês para um pequeno favor de ajudá-lo em uma missão secreta. O que era pra ser apenas uma missão de resgate de um grupo de cientistas acaba sendo mais traiçoeira do que o esperado, levando o agente inglês 007 ao misterioso vilão, Safin (Rami Malek), que utiliza de novas armas de tecnologia avançada e extremamente perigosa.
4/5
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