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PRIMEIRAS IMPRESSÕES | Y: The Last Man

Quando o assunto é futuro pós-apocalíptico, já estamos bem servidos até o pescoço de possibilidades de como nossa sociedade pode ser alterada drasticamente, ou ameaçada sua preservação. Dos apocalipses zumbis, que se reinventam a cada ano, seja nos cinemas, ou na TV, e principalmente nos jogos e se aventurando nos romances literários; a restrições de partes dos sentidos como See, Bird Box ou Um Lugar Silencioso, chegando até a eliminação de metade da vida senciente do universo com apenas um estalo dos dedos. Mas quando pensamos em um gênero inteiro de um reino inteiro de ser viventes, como os machos, a humanidade pode estar em extinção em questão de tempo. Com essa premissa chega ao Star+, Y: The Last Man, uma adaptação dos quadrinhos que demora para engatar, e sentir empatia pelo nosso protagonista título.

A convite da Star+, nos do Geek Antenado já assistimos os três primeiros episódios da série que estreia exclusivamente na plataforma na próxima segunda-feira, 13 de setembro, e terá episódios inéditos todas as segundas-feiras.

Da noite para o dia, todos os mamíferos machos, com o cromossomo Y morreram misteriosamente, ao redor do mundo. As mulheres buscando respostas, tentando se organizar ou simplesmente lidando de inúmeras formas com o luto de perder pais, maridos, irmãos e filhos, vivem a iminente extinção da espécie humana. Enquanto o governo provisório dos EUA tenta lidar com revoltas por respostas, e conseguir que o sistema volte a operar, e boicote interno e externo, a presidente em serviço Jennifer Brown (Diane Lane) encontra seu filho que achava que estava morto, Yorick (Ben Schnetzer). Tentando proteger seu progresso como presidente, sua posição e a vida de seu filho, ela designa a Agente 355 (Ashley Romans) para levá-lo a uma geneticista de confiança e descobrir a chave para impedir que futuros homens morram.

Primeiro, preciso deixar claro que não li nada do material original, que fora publicado no período de 2002 e 2008, pelo selo Vertigo da DC Comics, e que por ironia do destino, a adaptação deste quadrinho está nas mãos da atual Disney, pela divisão de televisão da FX. Então, esse artigo de primeiras impressões será baseado apenas e exclusivamente na história que a série entrega e nas referências de outras produções pós-apocalípticas.

Fica evidente, ainda no primeiro episódio, que a série tem certa dificuldade de se vender por si só. Se não soubéssemos que a série se trata de ações logo após o mundo perder todos os machos por uma misteriosa doença, ou bactéria, vírus ou o que quer que seja, a série já teria criado uma tensão iminente, na sua cena de abertura e no decorrer do primeiros episódio, que se foca nos fatos anteriores a praga Y. E isso teria entregue o elemento que prenderia o telespectador nas mais de cinquenta minutos de piloto, mas que deixa a peteca cair por ser uma grande introdução do elenco.

Esse primeiro episódio funciona como o primeiro ato do episódio piloto em si: apresentar os personagens importantes para a história, e nos alicerçar a situação de cada um momentos antes da tragédia, e já criar os laços necessários para prevermos como cada uma delas agirá quando acontecer. Já de cara você consegue se relacionar com algumas destas personagens, algumas haverá aversão, e outras simplesmente você ama por existirem.

E graças a estratégia de distribuição desta série ela estrear com os três primeiros episódios, pois separados eles quase não tem força alguma para chamar uma certa atenção do público, mas em conjunto, como um grande piloto triplo, eles são satisfatório. Enquanto o primeiro apresenta todo o antes da Praga Y, o segundo se foca e mostrar as consequências iminentes e o trabalho do governo de tentar restabelecer a ordem e os sistemas úteis; enquanto no terceiro episódio, temos de fato o início da jornada principal da série.

Esse conjunto triplo – que está virando uma marca registrada na nova era de séries para streaming – consegue fazer com que nos importemos com as personagens – umas mais que as outras – e já ficamos torcendo para algumas. O problema aqui é que esse engate acaba se arrastando nas quase duas horas e meia de história nestes episódios, alguns momentos, você perde o interesse, o que pode ser algo que desencoraja continuar acompanhando, principalmente pois o objetivo desta história só aparece nos minutos finais do terceiro episódio, mesmo que óbvios desde sua sinopse, mas que precisava de tempo para construir toda a situação sociopolítica dos personagens, dos EUA, e do mundo como um todo para então entregar o cerne desta história.

Os grandes destaques desta história são Diane Lane e Ashley Romans, apesar de aparecerem moderadamente nos episódios, Diane entrega uma “designed survivor” para controlar a situação, mesmo enfrentando objeções de mulheres de luto do lado de fora, quanto de mulheres da oposição partidária; já Ashley interpreta uma espiã misteriosa, que não tem limites em cumprir uma missão, que se encontra num momento delicado, e decide entregar sua lealdade a única mulher capaz de liderar a nação. A grande decepção fica pela o Yorick, que acaba se resumindo a um homem obcecado pela namorada, que recusou seu pedido de casamento.

Y: The Last Man demora para engatar a primeira, são três episódios de introdução a este mundo e sua nova ordem e organização mundial, que enfrenta dificuldades, principalmente por causa do luto coletivo, mas que aproveita esse tempo todo para criar a empatia necessária do telespectador com as personagens, para termos para quem torcer, e para quem questionar, mas que perde muito com a superficialidade do protagonista que poderia ser a resposta para a preservação da espécie neste apocalipse.

Y: The Last Man

Y: The Last Man
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Uma praga elimina todos os mamíferos com o cromossomo Y da face da terra. As mulheres sobreviventes tentam lidar com o caos, intrigas movidas ao luto e luta pelo poder, quando um homem cisgênero surge, se tornando um alvo. Para descobrir o que aconteceu com os machos, ele parte numa jornada para desvendar o mistério da praga.
Uma praga elimina todos os mamíferos com o cromossomo Y da face da terra. As mulheres sobreviventes tentam lidar com o caos, intrigas movidas ao luto e luta pelo poder, quando um homem cisgênero surge, se tornando um alvo. Para descobrir o que aconteceu com os machos, ele parte numa jornada para desvendar o mistério da praga.
3/5
Total Score iEsse artigo análise os episódios: S01E01: The Day Before S01E02: Would the World Be Kind S01E03: Neil

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