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Crítica I Maligno

Maligno
Maligno é a novo lançamento de James Wan e conta com um trailer interessante. Veja o que achamos da obra completa e programe-se!

Filmes de terror sempre foram um clássico, independente do ano que onde foram lançados, certo? Maligno, dirigido por James Wan, é o lançamento mais recente do gênero. O filme chegou a chamar atenção dos críticos e fãs que chegaram a ver outros trabalhos de Wan, como a franquia Invocação do Mal. Com isso, a expectativa para Maligno é alta e muitas pessoas devem ir ao cinema para conferir a obra completa.

A história possui Madison (Annabelle Wallis) como protagonista e a mesma consegue visualizar assassinatos realizados por seu suposto amigo imaginário. Pelo menos é o que o trailer nos introduz. Confira o que achamos de Maligno, que já está disponível nos cinemas de todo o Brasil.

ATENÇÃO: O ARTIGO A SEGUIR PODE CONTER SPOILERS.

Primeiros minutos de Maligno

Muito se fala em como os filmes de terror possuem um certo padrão e até temos diversas histórias de hospitais que mantinham crianças e adultos para realizarem experimentos científicos. Em Maligno, a primeira cena apresentada ao público é a de um hospital que acabou sendo atacado por um “sujeito” sobrenatural completamente violento.

Conseguimos descobrir que o antagonista do filme, que leva o nome da Gabriel, vai ser responsável por um verdadeiro banho de sangue em toda a trama. Isso já nos primeiros minutos.

Com um salto de tempo que faz a história andar, então conhecemos Madison, interpretada por Annabelle Wallis. Apesar de não ter sua profissão revelada em todo o filme, a mesma está grávida e trabalhando, mas volta para casa mais cedo devido a estar com dores em sua barriga. Vivendo uma relação completamente abusiva, a mesma já passou por 3 abortos e acaba sendo agredida por seu companheiro. A história muda a partir deste ponto.

Então, os assassinatos voltam a acontecer e percebemos que Gabriel, que atacou todos os médicos há 15 anos, está procurando por vingança nos dias atuais. O ponto mais interessante é que Madison, de início, não consegue perceber que a mesma força sobrenatural estava em sua infância, no hospital onde cresceu. E nem mesmo que o suposto assassino era seu amigo imaginário.

Annabelle Wallis consegue atuar de forma muito importante, apesar do roteiro deixar a desejar já nos primeiros momentos do filme. Já no início, temos o padrão dos filmes de terror: silêncio nas horas dos ataques, luzes piscando e morte de alguém logo em seguida.

A maior surpresa é que Madison consegue visualizar os assassinatos de Gabriel por mais que não esteja no mesmo local que a força sobrenatural. Pelo menos, é neste caminho que James Wan nos coloca para pensar.

Desenvolvimento

O histórico do diretor James Wan com a franquia Invocação do Mal coloca altas expectativas em Maligno e talvez por este motivo, muitas pessoas podem achar o roteiro um tanto previsível. Ainda mais se você for um entusiasta do gênero de terror e ter assistido a diversos títulos. O desenvolvimento de Maligno pode ser considerado um tanto previsível, por mais que o mesmo tenha reviravoltas que chocam aqueles que estão na sala de cinema.

Apesar do longa-metragem ser considerado suspense, temos leves alívios cômicos que conseguem quebrar a tensão dentro da sala de cinema depois de alguns sustos inesperados. A grande reviravolta acontece nos últimos 30 minutos do filme, quando diversas verdades começam a ser jogadas para quem está assistindo ao longa-metragem. Dessa forma, temos um ótimo final, apesar do mesmo ser tão previsível quanto o começo de Maligno.

Annabelle Wallis em Maligno
Desenvolvimento de trama é interessante, apesar de ser um tanto previsível

Apesar da protagonista imaginar que seu amigo imaginário está causando todos os assassinatos e ainda prendendo a mesma para ver todas as cenas de horror, não é bem isso que acontece. A história então é conectada com o hospital que apareceu no começo do filme, dando uma certa satisfação para quem dúvidas sobre a frase dita na filmagem: “é hora de extirpar o câncer”.

Não vamos entrar em muitos detalhes, mas aqui vale a pena dar pontos para o roteiro que conseguiu amarrar todas as pontas mesmo depois de tudo ter acontecido depois de 15 anos.

Efeitos especiais e jogos de câmera de Maligno

Com James Wan assinando tanto direção e roteiro do longa-metragem, aqui temos ótimos jogos de câmera que provocam uma imersão interessante. Seja em primeira ou terceira pessoa, é possível “viver” a aflição dos personagens que estão literalmente, lutando para sobreviver. Apesar de não estar completamente envolvido na direção da adaptação de Mortal Kombat lançada neste ano, foi possível ver elementos de jogos de câmera que apareceram no título dos games.

Os efeitos especiais, principalmente na hora dos assassinatos, onde a protagonista é “transportada” para a cena de crime, chamam bastante atenção e talvez este seja o ponto mais importante de toda a produção.

Cena de Maligno
Efeitos especiais provocaram imersão que chamou atenção

James Wan conseguiu utilizar os recursos de uma forma especial e que chamaram atenção até mesmo de quem não é fã do gênero. Aqui, apesar de não estarmos como foco principal da trama, é possível viver pelo menos uma parte da aflição das pessoas que estão tentando parar o grande assassino.

Chega a ser confortante em como as cenas de transição de cenários são feitas, onde a primeira vez é verdadeiramente mágica. Se você assistiu Wandavision e gostou da forma como a transição de épocas foi realizada, vai sair da sala de cinema muito satisfeito.

Vale a pena assistir Maligno no cinema?

Apesar de toda a expectativa colocada no novo lançamento de James Wan para as grandes telas, Maligno consegue ser filme mediano de ter[rror. Mas um bom filme que tem todos os elementos já utilizados em outros diversos títulos. Cheguei a perceber algumas referências de “O Exorcista”, “O Bebe de Rosemary” e até mesmo da própria franquia “Invocação do Mal”.

O mesmo tem reviravoltas interessantes, mas ao mesmo tempo, um tanto previsível. Conseguimos saber que há uma história completamente diferente do que é apresentado no trailer, mas o caminho para chegar até ao final é um tanto cansativo e maçante.

Annabelle Wallis em uma cena de Maligno
Filme traz elementos interessantes, mas não chega a ser incrível como trailer conta

Dessa forma, Maligno pode ser considerado um ótimo título do gênero de terror, mas um título que conta com elementos já utilizados por outros filmes. O roteiro tem breves surpresas e efeitos especiais que chamam atenção, assim como ótimos jogos de câmera. Mas na obra geral, Maligno se faz como uma obra padrão.

Maligno

Maligno
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Em Maligno, Madison (Annabelle Wallis) passa a ter sonhos aterrorizantes de pessoas sendo brutalmente assassinadas. Ela acaba descobrindo que, na verdade, são visões dos crimes enquanto acontecem. Aos poucos, ela percebe que esses assassinatos estão conectados a uma entidade do seu passado chamada Gabriel. Para impedir a criatura, Madison precisará investigar de onde ela surgiu e enfrentar seus traumas de infância.
Em Maligno, Madison (Annabelle Wallis) passa a ter sonhos aterrorizantes de pessoas sendo brutalmente assassinadas. Ela acaba descobrindo que, na verdade, são visões dos crimes enquanto acontecem. Aos poucos, ela percebe que esses assassinatos estão conectados a uma entidade do seu passado chamada Gabriel. Para impedir a criatura, Madison precisará investigar de onde ela surgiu e enfrentar seus traumas de infância.
3/5
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