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Revisitando Crepúsculo | Amanhecer (Livro #4)

Chegamos então ao último livro da saga principal, e Amanhecer é aquele livro de encerramento que divide muitas opiniões. Eu particularmente gosto muito, mas tenho algumas ressalvas. Já falo que poderia facilmente ter um único livro dos Quileutes (boatos correm que terá um narrado pela Leah! Scrr eu queria muito uma confirmação real disso!), estar na cabeça do Jacob e captar a mente de Seth e Leah foi pra mim a melhor da parte 2 do livro. Amanhecer é dividido em 3 partes sendo: parte 1 narrado pela Bella (casamento e lua de mel), parte 2 narrado pelo Jacob (a gestação da Bella) e parte 3 narrado pela Bella (vida dela como vampira).

Eu queria começar falando logo sobre a narrativa de Jacob, mas vou por partes. Bella e Edward então se casam e passam sua lua de mel aqui no Rio de Janeiro! Eu adoro livros gringos onde os personagens passam um tempo em nosso Brasil (ta certo, que ou é Amazonia, São Paulo ou Rio de Janeiro e existem outros 23 estados para eles explorarem, mas ok). Os momentos genuínos da Bella nervosa e ansiosa por conta da núpcias, ou ela depois tentando seduzir o Edward são tão divertidos nas páginas quanto foi nos filmes. Lembro de ir no cinema ver Amanhecer parte 1 e ficar muito animada por ver que conseguiram passar a mesma ansiedade que sentimos ao ler para as telas.

Antes é bom lembrar que já é aqui que Bella começa a ter pequenas premonições do que pode ou não vir a acontecer. Ela tem sonhos estranhos envolvendo os Volturis, e também há uma certa angústia em querer proteger algo que ela ainda não sabe o que é. Nós sabemos, é o futuro bebê-mutante / criança-vampira.

Tudo ia bem, outro dia de glória e Bella então descobre que é possível uma humana engravidar de um vampiro. (Isso é tão bizarramente engraçado que meu cerebro buga por não saber qual emoção sentir) e a vida dos Cullens e do Jacob vira um inferno. Bem, é aqui que então começa a narrativa de Jacob, e passamos o tempo da gestação de Bella na cabeça dele. Sinceramente, isso pra mim é a melhor parte. Já sabemos que Bella irá proteger aquela criança com a vida, só pelo capítulo final de sua narrativa ao ligar para Roselie. Ver o conflito moral e sentimental de Jacob ao ter que lidar com seu amor por Bella, sua lealdade com a matilha e logo depois ao assumir seu manto de Alfa ser separado de seus irmãos é muito melhor do que apenas ficar repetindo infinitamente o quanto Bella se importa com a criança e o quanto ela sabe que está magoando o Edward.

Acho que só a narrativa de Edward nessa parte superaria a narrativa de Jacob. Seria legal ver e captar o pensamento de todos nesse momento. Rosalie e seu egoísmo, Alice e seu desespero por não conseguir ver o que aconteceria com Bella, Jasper sentindo e captando mares de emoções diferentes, além é claro de poder ver os próprios pensamentos dele em relação a tudo que está acontecendo.

Mas desde Lua Nova, é meu sonho ver um pouco mais dos Quileutes pelos olhos deles, e ter Jacob, Seth e Leah compartilhando esses momentos foi tudo pra mim. Sinceramente, as vezes pego esse livro, só pra poder ler essa parte e ficar mergulhada na mente deles. Ei Stephanie, já pode escrever um livro só dos Lobos, obrigada!

Acho que é interessante como a Stephanie conseguiu amarrar as pontas servindo não só a encerrar a saga, mas também a entregar para os fãs um final que te deixa feliz e ao mesmo tempo querendo mais. Acho que todas as sagas deixam esse gostinho quando chega ao seu fim.

Não vou entrar em detalhes, creio que já sabiam os rumos que os acontecimentos tomam, e então Bella tem Renesmee e ela quase morre e depois volta como a vampira mais controlada de todo o mundo vampiresco em seu primeiro ano de transformação.

Certo, então aqui temos novamente o ponto de vista de Bella, e como é sua nova vida como transformada. Seguimos um pequeno caminho de felicidade, e ela tem sua primeira provação ao saber que Jake teve um imprinting com Rennesmee. Sinceramente, eu ainda acho bizarro esse negócio, principalmente porque ao saber do imprinting na primeira vez em Lua Nova, o que se dá a entender é que isso é para perpetuar o sangue de lobo para uma geração mais forte. Leah fala muito disso também, devido a sua história com o Sam, e sobre como ela se sente ao ser uma mulher que está parada no tempo por conta de sua mutação.

Mas também mais cedo em Amanhecer, no primeiro capítulo da narrativa de Jacob, temos Quill que teve um imprinting por Clare, uma bebezinha, e o que é explicado, é que as coisas não funcionam dessa maneira, e que eles não as enxergam como uma possível parceira, mas sim como alguém que eles protegeriam para sempre custe o que custar.

Mas aqui, penso que existe sim essa expectativa de que quando elas forem adultas haja essa interação homem/mulher entre eles, então continua a ser bizarro essa coisa. Eu não consigo imaginar eu como criança, o cara me viu crescer e trocou minhas fraudas e depois quando mais velha, eu vou namorar/casar com ele. Isso é tão estranho. E bizarro.

Não foi errada a Bella dando uma surra no Jake por conta dessa informação. Aposto que ela processou tudo isso e chegou a mesma conclusão que eu.

Mas então as coisas se ajeitam, tem aquele momento fofo com o Seth (eu queria poder guardar ele num potinho, sinceramente, garoto fofo demais aaaaaaaa), a vida segue e temos a segunda provação com Charlie, já que Bella tecnicamente deveria estar morta. Mas então Bella se conecta com Charlie nessa nova vida, e sinceramente, acho que isso é muito importante para a narrativa da personagem. Foi o pai dela que teve que lidar, na medida do possível com todas as mudanças emocionais de Bella, principalmente em Lua Nova, acho que é importante que ele ainda esteja presente depois de todas as mudanças.

Tudo ia bem, outro dia de glória os Volturis decidem que tão entediados em Volterra e que estão a fim de ter novas coleções para sua guarda, com a desculpa de que Renesmee é uma criança imortal que é um verdadeiro trauma para a psique de todo vampiro que sabe como foi desgraçada a época em que crianças eram transformadas em vampiras.

A junção de tantos vampiros em um único lugar é a parte mais divertida dessa narrativa da Bella. o treinamento dela enquanto descobre que seu escudo é seu dom, e como ela se esforça para torna-lo mais forte e mais preciso para proteger os seus e como ela está completamente a vontade nessa nova vida.

Uma das coisas que vejo muitos fãs e outros criticos comentando é como Crepúsculo foi tão aclamado, exatamente por ter aquela ideia do amor proibido e da sensação de perigo constante que Bella tem. E que isso vai se perdendo ao longo da série. Mas acho que não concordo tanto com esse pensamento, pois não é que a sensação de perigo se vai, mas é que Bella aprendeu a lidar com as coisas de um mundo que ela ainda não fazia parte, e quando ela se transforma em vampira é nitido como ela consegue finalmente estar inserida no mundo ao qual ela sempre pertenceu.

O livro se encerra sem uma grande batalha como foi apresentado no filme (que inclusive se fosse de verdade eu ia ficar surtada. Imagine perder Carlisle, Jasper, Seth e Leah? Eu não ia saber lidar), mas há aquele gostinho de “isso não acaba aqui, um dia eu ainda vou ter a desculpa que preciso para conseguir o que quero” por parte de Aro.

Ironicamente, o que era para ser um livro de encerramento, deixa várias pontas abertas para poder ser trabalhadas. Eu quero muito saber mais de Leah, de Nahuel e suas irmãs, a nova matilha do Jake e claro de Renesmee que ao final do livro teria mais 6 anos e alguns meses de crescimento antes de parar de envelhecer.

Como livro de romance e fantasia acho que A Saga Crepúsculo fez um bom trabalho em conquistar os leitores e fazer sua orda de fãs que se estende de 2004 até hoje. Não são livros perfeitos, mas eu não acho que existam livros assim, tem lá seus problemas, e coisas que quando pegamos para reler, já não combina tanto com nossos valores atuais, mas sinceramente, para um livro que foi escrito no ínicio da década passada, e ainda hoje funcionar não pode ser considerado algo fora da curva, não é mesmo?

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