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Crítica l Mate ou Morra

Mate ou Morra
Mate ou Morra, novo longa-metragem de Frank Grillo que também conta com Mel Gibson, chega aos cinemas no dia 16. Confira a crítica!

Já pensou como seria sua vida se você se de repente, você acorde em um verdadeiro loop? Mate ou Morra, que conta com Frank Grillo como protagonista, possui esta premissa. Muitas pessoas estão tão acostumadas com seu dia a dia que tudo parece um verdadeiro filme gravado. E este é exatamente o principal foco do longa-metragem que estreia no próximo dia 16 de setembro.

Com elementos de viagens no tempo e memória sempre foram ótimos pontos iniciais para diversos filmes, séries e documentários, o diretor Joe Carnahan aproveitou isso para nos deixar na sala de cinema por quase duas horas.

Confira o que achamos de Mate Ou Morra, novo filme do astro que teve uma participação nos filmes Marvel.

ATENÇÃO: O ARTIGO A SEGUIR PODE CONTER SPOILERS.

Saudades de ver Frank Grillo nos cinemas? Ator volta às ações com Mate ou Morra!

Quem acompanlhou a fase 3 do MCU, com certeza vai reconhecer Frank Grillo já nos primeiros minutos de seu novo filme. Podemos até dizer que seu novo papel não mudou muito em relação à participação da Marvel. Em Mate ou Morra, o ator está interpretando Roy, ex-fuzileiro que tem uma vida de verdadeiro boêmio depois de retornar de suas missões no anterior.

Mas tudo muda bastante quando o personagem começa a nos explicar seu dia a dia. A história passa a ficar mais interessante quando descobrimos que Roy está preso em um loop temporal. A vida de do protagonista parece ser bastante tranquila, mas tem um “pequeno problema”: o mesmo sempre tenta ser morto, dia após dia, e precisa reviver isso assim que acorda.

O próprio protagonista faz isso ficar interessante. Sempre tentando sair do loop, o mesmo sabe de todos os momentos que irão acontecer até um certo momento, que no caso, é quando morre.

Frank Grillo em cena de Mate ou Morra
Que tal ver Frank Grillo de volta às telas?

Dessa forma, cada dia (que é chamado de tentativa, devido a Roy estar sempre tentando sair do loop) conta com um final diferente, por mais que o caminho para isso sempre seja o mesmo. E ver Frank Grillo voltando a atuar em filmes de ação nos faz pensar de que fato, o mesmo nasceu para isso.

Começo de Mate ou Morra

Os primeiros minutos do longa-metragem tinham tudo para serem bastante entediantes se não houvesse o bom humor do protagonista para deixarem todo o loop muito melhor. Além de conhecermos mais sobre Roy e como o mesmo sempre tenta sobreviver em meio aos ataques de assassinos contratados pela empresa que desenvolveu tal tecnologia.

Além disso, aos poucos percebemos que a imagem de durão do protagonista acaba escondendo uma pai que abandonou seus filhos e namorada há alguns anos. Roy consegue nos conquistar em pouco tempo com seu bom humor e o alguns detalhes contados pelo mesmo permitem uma certa aproximação.

Frank Grillo e Joe Grillo em Mate ou morra
Personagem principal, apesar de ter imagem de durão, é um grande paizão

Optar por assistir Mate ou Morra no cinema deixa tudo ainda mais interessante, já que temos auxílio de áudios de qualidade que proporcionam, durante alguns momentos, uma imersão que faz parecer que o protagonista está ao seu lado.

Como nenhum dia é igual ao outro, apesar de ter partes parecidas, o começo do filme se faz como uma boa introdução para que tudo não seja explicado no final do longa-metragem. O que dá espaço para mais cenas que irão contribuir para a história.

Metade e final do filme se faz como essencial, porém há um detalhe

Apesar de termos conhecimento sobre como a tecnologia do loop temporal funciona na prática, uma explicação mais científica chega quase no final do longa-metragem. Como tudo possui riscos, o protagonista também precisa conseguir impedir também, um apocalipse. Isso que acontece devido ao uso excessivo da tecnologia. Mel Gibson está atuando aqui, como um ótimo vilão.

Então, além de precisar combater todos os empregados da empresa que gostaria de controlar isso para construir um “novo mundo” sem problemas, o mesmo ainda precisa ser rápido o suficiente e não ser impedido pelo apocalipse e voltar a viver o dia anterior. Onde o loop recomeça novamente e Roy possui apenas algumas horas para tentar fazer com que o desfecho desta nova tentativa seja diferente.

Naomi Watts e Frank Grillo em Mate ou Morra
Naomi Watts interpreta uma importante cientista em Mate ou Morra

O roteiro, que é assinado pelo próprio diretor Joe Carnahan, assim como Chris Borey e Eddie Borey, se faz bastante inteligente e traz muitas cenas de ação para os fãs que viram Frank Grillo no MCU. Inclusive, Mate ou Morra pode ser facilmente considerado um spin-off do personagem que foi responsável por diversos problemas no mundo dos heróis. Onde no longa-metragem, o mesmo consegue sua redenção.

Apesar disso, temos um certo ponto negativo para algumas pessoas: não é possível saber se Roy conseguiu viver a vida que tanto queria, ao lado da mulher que ama e seu filho. Quando estamos perto de saber isso, somos surpreendidos por um final aberto.

Isso pode ser um ótimo gancho para uma sequência, mas se não há intenção para que isso aconteça, o diretor pode ter errado em nos dar a resposta final depois de tanta ação. Imaginar um desfecho fica mais por conta de quem está sala de cinema e temos certos resquícios de episódios de Black Mirror. Afinal, dar seu próprio final seria mais interessante, correto?

Entretanto, se você prefere longas-metragem que possuem começo, meio e encerramento, talvez não saia da sala de cinema tão feliz.

Vale a pena ir ao cinema para asssistir Mate ou Morra?

Fãs de tecnologia e tramas que possuem viagem no tempo como principal elemento acabaram ganhando com o lançamento de Mate ou Morra. O longa-metragem conta cenas de ação o protagonista consegue conquistar quem está no cinema em pouco tempo.

Mas seu final aberto acaba cortando toda a expectativa para sabermos como seriam os momentos em que o protagonista teria o que tanto almejou depois de tantas tentativas. Tal tecnologia apresentada pode ser muito bem aproveitada em uma sequência ou até mesmo série lançada na TV ou serviços de streaming.

Frank Grillo em sei novo filme, com nome de Mate Ou Morra
Filme traz ótimos elementos, mas final aberto pode desagradar algumas pessoas

Mate ou Morra pode ser definido com um bom filme de ação que consegue unificar tecnologia e loop temporal, além de um roteiro que nos tira boas risadas. Talvez, o mesmo não esteja entre os indicados dos melhores títulos do ano e conseguir uma indicação no Oscar. Mas serve como uma ótima oportunidade de ver Frank Grillo nas telas.

O longa-metragem estreia nos cinemas de todo o Brasil no dia 16 de setembro.

Mate ou Morra

Mate ou Morra
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Roy Pulver (Frank Grillo) é um ex-agente das forças especiais que se vê forçado a reviver o dia de sua morte inúmeras vezes. Ele acorda sendo perseguido por assassinos e, de uma forma ou de outra, acaba sempre morrendo no final. Enquanto luta para chegar ao fim do dia com vida, Roy descobre uma mensagem de sua ex-esposa (Naomi Watts) revelando o envolvimento do cientista Ventor (Mel Gibson) nesse ciclo mortal e percebe que a sua família também corre perigo.
Roy Pulver (Frank Grillo) é um ex-agente das forças especiais que se vê forçado a reviver o dia de sua morte inúmeras vezes. Ele acorda sendo perseguido por assassinos e, de uma forma ou de outra, acaba sempre morrendo no final. Enquanto luta para chegar ao fim do dia com vida, Roy descobre uma mensagem de sua ex-esposa (Naomi Watts) revelando o envolvimento do cientista Ventor (Mel Gibson) nesse ciclo mortal e percebe que a sua família também corre perigo.
4/5
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