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Revisitando Crepúsculo | Resenha Livro #1

O que dizer? Mesmo 16 anos depois de seu lançamento, esse aqui é o livro que sai da adolescência para a vida adulta e a gente continua amando. Ano passado a saga entrou novamente nos trends topics pelo lançamento de Midnigth Sun (e a gente vai falar dele mais tarde), e sinceramente, eu ainda consigo enxergar todo o potencial desse livro, e o porque dele ter sido uma febre lá em 2008 com o lançamento do primeiro filme, como ainda hoje em dia com seu legado entre os mais velhos, continua conquitando os mais jovens. Crepúsculo é uma história atemporal.

É claro que Crepúsculo não é perfeito. Não acho que alguma obra seja, somos humanos, então claramente terá suas falhas, mas ainda sim, sua história de amor proíbida, inspirada em Romeu e Julietta, com pitadas de sobrenatural é cativante. Diferente dos filmes, a experiência de estar dentro da mente da Bella é mais envolvente, do que apenas acompanhar ela em tela. Sua personalidade, suas emoções, suas atitudes em relação ao mundo são mais visíveis através de seus olhos, do que pelas lentes do cinema.

A Bella dos livros é mais irritada com o mundo, mais desafiadora e mais imprudente. Intensa é uma boa palavra para descrevê-la. E ela vê em Edward não apenas uma grande paixão, mas também um desafio para escapar daquela realidade suprimida que ela vive. É claro que isso tem todo o potêncial para virar uma depêndencia emocional – o que realmente acontece – e tudo vira um grande desastre – muito mais trabalhado em Lua Nova.

Mas para mim, o grande ponto desse livro são os detalhes da família Cullen que ficou de fora dos filmes. A história de Carlisle poderia facilmente ter seu próprio livro que eu leria com todo o prazer. O suspense do passado de Alice, que não se lembra de nada de sua vida como humana, e claro o trágico passado de Esme que não é nada bonito, mas que mostra que mesmo um coração quebrado tem a chance de se reconstuir novamente.

Crepúsculo é aquele livro que podemos descrever como “uma história de vampiros para quem não gosta de história de vampiros”. Acho que é uma boa discrição sobre toda a saga. Afinal os vampiros aqui não é nada como conhecemos, e ainda sim, curtimos adoidado e nos pegamos presos em suas histórias. Stephanie Meyer pegou algo conhecido e transformou em algo seu. E muitos assumidamente odeiam esses livros, mas é aquela, nenhum livro tem a obrigação de satisfazer os desejos de ninguém. Mas para aqueles que gostam, realmente é uma grande história, não só de amor, mas também – ao longo da saga – de auto descobertas.

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