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Loki

Existe um certo encantamento nos antagonistas – e até mesmo os vilões – que chamam a atenção dos telespectadores. Não importa que estejamos torcendo para os heróis conseguirem alcançar seus objetivos, são os vilões que ficam memoráveis. Dentro da Marvel Studios temos inúmeros vilões e antagonistas que roubaram a cena e se tornaram um marco, mas o primeiro a roubar o coração de verdade foi Loki, principal antagonista de Thor, que teve uma trajetória nos cinemas de crescimento, e encontrou seu fim em Guerra Infinita, sem chances de ressurreição, mas que na Fase 4 do MCU, encontrou uma forma de retornar e entregar uma nova abordagem na série Loki, que introduz um conceito aguardado pelos fãs: o Multiverso.

Durante o Assalto no Tempo, quando os Vingadores remanescentes do estalo do Thanos (Josh Brolin) conseguem um forma de trazer todos de volta, com as Joias do Infinito, Loki (Tom Hiddleston) consegue escapar de sua prisão, em 2012, após a Invasão de Nova York, pegando o Tessaract. Mas essa ação de escapar dos Vingadores, reescrevendo a história, provoca a aparição da TVA, uma agência reguladora do fluxo do tempo que prende o Loki que escapou como uma Variante que não poderia desviar de sua história já conhecida. Mas Loki acaba sendo recrutado para ajudar os Agentes da TVA a capturar uma Variante complicada, que apenas o Deus da Trapaça conseguiria.

A Marvel conseguiu construir até agora na Fase 4 uma nova perspectiva para explorar novas histórias nunca antes visitadas pelo estúdio. Oficialmente as primeira vez que o Universo Cinematográfico da Marvel se transporta para uma narrativa seriada, ela conseguiu com êxito algo completamente novo e visceral em explorar a condição mental de Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) em WandaVision, tocou a ferida da nação sobre o racismo estrutural em Falcão e o Soldado Invernal, mas não há como não concordar que foi em Loki que a história entrega o que a Marvel vai explorar nas próximas produções como um cerne de sua nova história.

Se antes você não gostava de Loki, é nesta série que você vai aprender a gostar dele e de todas suas variantes, que foi o ponto chave para introduzir o Multiverso, e nos seis episódios a série explorou todo o leque de interpretação de Tom Hiddleston, que se desprende do arrogante Loki de 2012 para ter todo um desenvolvimento em poucas semanas, e nos entregar um Loki diferente do vimos após Os Vingadores.

Se uma coisa que a Marvel raramente erra é seu elenco, e mais uma vez ela trouxe um elenco que apenas agrega a história, mas o maior destaque fica com Sophia di Martino, que interpreta Sylvie/Loki e Owen Wilson que interpreta Mobius. Ambos funcionam como personagens isolados, mas a química que cada um tem com o nosso Loki é sem sombra de dúvidas incrível de se ver.

A série consegue – assim como suas anteriores – flutuar as emoções de seus telespectadores, emocionando e criando adrenalina, e guarda no final uma grande revelação, que abre as possibilidades para as futuras produções do estúdio, já que se torna uma série importante para construir o conceito primordial que será a chave para o nosso possível grande vilão do MCU.

Chega a ser redundante eu, um fã da Marvel, chegar aqui e discorrer só elogios para suas produções, mas Loki acerta em vários pontos, traçando uma jornada de autodescoberta do protagonista de entender seu papel no mundo, possui cenários muito inteligentes e bonitos para a proposta que a série se constrói. Nesta série, o principal é acompanhar a jornada e aproveitar ela ao seu máximo.

Loki é a série da Marvel que veio para ser a chave para o futuro das produções, que obviamente ecoará e será importante para entendermos conceitos do Multiverso que voltarão, mas que não serão totalmente explicadas, pois já temos Loki como a base deste conceito. Ela engrandece o personagem que é amada por uma Legião, e entrega novas camadas do personagem, além de inúmeras possibilidades para vermos ele se desenvolver de outras formas dentro do MCU.

Loki (1ª Temporada)

Loki (1ª Temporada)
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Após Loki escapar com o tesseract em Vingadores: Ultimato, ele provoca uma ruptura na Linha do Tempo, e é detido pela TVA, para regular o fluxo dos eventos da Linha Sagrada do Tempo. Mas sua presença na TVA pode ser útil para capturar uma Variante que está ameaçando toda a Linha Sagrada
Após Loki escapar com o tesseract em Vingadores: Ultimato, ele provoca uma ruptura na Linha do Tempo, e é detido pela TVA, para regular o fluxo dos eventos da Linha Sagrada do Tempo. Mas sua presença na TVA pode ser útil para capturar uma Variante que está ameaçando toda a Linha Sagrada
4/5
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