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Rua do Medo: 1978

Rua do Medo: 1978 estreia dia 9 de julho exclusivamente na Netflix

A primeira parte de Rua do Medo: 1994 estreou na Netflix na última sexta-feira (2 de julho), e deixou instigado todos que curtem o gênero slasher que estava de molho com os últimos filmes que exageravam nos elementos clássicos do gênero e esqueciam o principal: criar tensão e medo que os personagens sobrevivam, depois de ter construído uma empatia sólida com seu público. Deixando algumas questões após sua pseudo-conclusão, o próximo capítulo de Rua do Medo nos leva para 16 anos no passado, Rua do Medo: 1978, quando conheceremos a origem de Thomas Slater, o assassino lenhador que conhecemos como um dos lacaios da maldição da bruxa, trazendo algumas respostas e mais homenagens a slashers, desta vez da década de 1970, e em especial Sexta-feira 13.

Após os eventos finais de 1994, Deena (Kiana Madeira) e Josh (Benjamin Flores Jr.) vão ao encontro da única sobrevivente do massacre do Acampamento Nightwing, em 1978, C. Berman (Gillian Jacobs). Relutante, a sobrevivente conta o que aconteceu no verão sangrento de Shadyside, quando Tommy Slater (McCabe Slye) é possuído pela maldição da Bruxa e começa seu massacre no acampamento.

Por se tratar de uma sequência, e uma direta, o longa repete alguns tropos narrativos de slasher, como um relacionamento que estava quebrado e precisa ser restaurado – desta vez é uma irmandade e uma amizade –, temos os famosos adolescentes com hormônios a flor da pele; a perseguição dentro da floresta, já que estamos num cenário mais natural. Mas por seguir vários elementos já conhecidos que foram utilizados no primeiro filme, e que são base para o slasher, o filme remontou sua narrativa enquanto dava mais informações sobre a maldição que acomete os Shadysiders.

E sim, é definido aqui que a maldição acaba afetando apenas os habitantes de Shadyside, enquanto os habitantes de Sunnyville estão quase imunes ao massacre. Além disso, este filme já determina a rixa entre as duas cidades e seus moradores, e deixa no ar a origem das cidades, antes de se dividirem, e o que essa divisão tem em relação a Sarah Fier, a bruxa que amaldiçoou Shadyside.

Assim como seu antecessor, o 1978 presta uma homenagem aos clássicos slasher de sua época, na verdade, um filme lançado dois anos após a época dos eventos do filme Sexta-feira 13. Quase como um subgênero do slasher, o camping slasher é a base na construção da narrativa e desenvolvimento de Rua do Medo: 1978: temos os monitores, por volta dos 17, 18 anos, que acabam se levando pelos hormônios, e se relacionando com as campistas; temos o momento que os protagonistas vão até a farmácia do acampamento; mas apesar deste elemento se misturarem aos elementos já estabelecidos no primeiro filme, a história de molda com grandes revelações.

É quase um consenso que em trilogias, o segundo filme/livro sempre é o mais fraco e com um desenvolvimento fraco ou confuso. Seja porque seus roteiristas ou criador não soube levar a história de introdução do primeiro para o momento de conclusão do segundo, ou simplesmente a construção de trilogias esparra nos problemas de transição narrativa. Em 1978 a história soube como contornar esse problema, já respondendo muitas dúvidas e dando mais seriedade a maldição, que pode ter sido tratada como exagerada no primeiro filme – que por sinal, se inspirava numa narrativa que debochava de seus tropos e estruturas – e consegue surpreender com as revelações sobre a maldição.

Além da óbvia inspiração em Sexta-feira 13, o longa ainda conta com referências a Carrie, A Estranha e menção as outras obras de terror de Stephen King.

Rua do Medo: 1978 é mais um passo nesta experiência que resgata o terror slasher em uma geração que o gênero estava desgastado, e traz de volta os elementos clássicos, na medida perfeita, e que foge completamente da estrutura de filme de transição, dando muito mais informação sobre o que essa jornada toda significa, deixa de lado a parte mais sarcástica do exagero, característicos dos slasher dos anos 1990, e mergulha no suspense dos anos 1970-1980, quando o serial killer tinha um visual macabro, e a construção do terror era mais sombria e angustiante, e que já nos mostra como vamos descobrir a origem da maldição de Shadyside.

Rua do Medo: 1978

Rua do Medo: 1978
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Para desvendar como salvar Sam, Deena e Josh vão até a única sobrevivente do massacre do Acampamento Nightwing, e descobrem o que aconteceu naquele verão sangrento, quando mais informações da maldição que persegue os habitantes de Shadyside.
Para desvendar como salvar Sam, Deena e Josh vão até a única sobrevivente do massacre do Acampamento Nightwing, e descobrem o que aconteceu naquele verão sangrento, quando mais informações da maldição que persegue os habitantes de Shadyside.
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