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Para ler e combater a discriminação Racial

Dia 03 de Julho completaram 70 anos da lei que tornou a discriminação racial um crime no país. E, em decorrência da sanção da lei, a data ficou marcada como Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial. E não basta não ser racista, para vencer essa discriminação, é preciso ser anti-racista. Mas como entender essas lutas, e saber combater essas problemáticas da maneira correta? Pensando nisso separamos aqui alguns livros que nos ensinam mais sobre a luta dos afrodescendentes. Confira abaixo:

Grupo Editorial Record

História Social da Beleza Negra

Em pré-venda, este livro traça paralelos entre Brasil e Estados Unidos, relacionando racismo e indústria da beleza, evidenciando as raízes sociais desse conceito sutil do que é considerado belo. Escrito pela historiadora e teórica do feminismo negro Giovana Xavier, ele explora o surgimento de uma indústria cosmética voltada para a mulher negra nos Estados Unidos na virada do século XIX ao XX, período de normatização agressiva da brancura como padrão de beleza universal.

Com extrema sensibilidade e inteligência, na companhia de “mulheres maravilhas da raça”, como Anne Turnbo Malone, Madame C. J. Walker e Anitta Patti Brown, Giovana apresenta uma imagem da criação do que é belo em todas suas contradições, sua força, seu desejo, seu racismo e sua resistência.

Com textos introdutórios do historiador Sidney Chalhoub (Harvard/Unicamp) e Luiza Brasil, jornalista e pesquisadora, idealizadora da plataforma @mequetrefismos. É ricamente ilustrado com imagens raras, que reconstróem a história social da beleza negra.

A garota que não se calou

O livro traz a história inesquecível de uma menina que deseja estudar para poder encontrar sua voz e falar por si mesma. É uma narrativa comovente e triunfante sobre o poder de lutar pelos seus sonhos. “A garota que não se calou” ganhou o prêmio The Bath Novel para manuscritos inéditos em 2018 e foi finalista do The Literary Consultancy Pen Factor no mesmo ano. A autora mora em Essex, no Reino Unido, com o marido e as duas filhas, que a inspiraram a escrever seu romance de estreia.

A edição brasileira foi traduzida pela poeta Nina Rizzi e está em pré-venda pela Verus Editora.

“Estou muito animada com este livro… Na Nigéria e em todo o mundo, meninas lutam pelo direito de aprender. Sou grata a Abi por mostrar os desafios que as nigerianas enfrentam e o poder de suas vozes.”

― Malala Yousafzai

Clube de Autores

Branquitude, Música Rap e Educação. Compreenda de uma vez o racismo no Brasil a partir da visão de rappers brancos

O autor, ativista e pesquisador negro, Jorge Hilton se aventura no mergulho aprofundado desse território expondo e analisando esta tensão racial. A obra não é sobre lugar de fala dos rappers brancos, mas sim o lugar de reflexão sobre o que essas falas revelam: O que eles e elas pensam sobre relações raciais e racismo? A autodeclaração racial que fazem, condiz com seus olhares de como a sociedade os percebe racialmente? Quais suas visões sobre privilégio branco? Conclui discutindo o papel da educação racial na mudança de pensamentos e atitudes, educação pela abolição do racismo, como processo fomentador da alteridade, sociabilidade e respeito às diferenças.

O Debate Nacional do Preconceito e da Discriminação

A discriminação e o preconceito no Brasil são práticas amplamente proibidas por várias leis, normas, princípios e atos de governo. A CRFB/1988, por exemplo, em seu art. 3º, especialmente no inciso IV, declara que o Estado precisa “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.” Particularmente, interessa ao estudo saber se o art. 3º, inciso IV da CRFB/1988 é ou não eficaz socialmente, ou seja, se ele produz os resultados e os efeitos desejáveis. O livro de Conrado Luciano Baptista discute esses assuntos de forma aprofundada e de forma didática.

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