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Rua do Medo: 1994

Pela primeira a Netflix traz uma trilogia de filmes que se interligam, e que não precisamos ficar esperando meses, ou anos de uma produção para a outra, apenas uma semana. E nada melhor do que um trilogia de terror para agradar os fãs do gênero, mas também prender a atenção de seu público com os mistérios envolvidos na história que, por mais que tenham uma estrutura de começo, meio e fim, elas se interligam e constrói algo ainda maior. Rua do Medo é uma saga literária de R.L. Stine influente, e que sua adaptação traz um terror inspirado nestes contos clássicos do autor, com inúmeras referências do gênero Slasher, prestando a devida homenagem, mas sendo uma história totalmente original e envolvente.

No primeiro volume, ambientada em outubro de 1994, um grupo de adolescentes acaba esbarrando num assassino em série que aterroriza a cidade. Mas quanto mais eles tentam desvendar quem está por trás dos assassinatos, eles descobrem que tudo está conectado com a histórias do passado da cidade, e de uma maldição de uma bruxa local, datada há mais de 300 anos.

Como todo slasher deve ter, Rua do Medo completa a checklist que todo slasher debe ter muito bem: adolescentes com hormônios à flor da pele; relacionamentos conturbados que precisam ser resolvidos; aquele nerd conhecedor das lendas e de como funciona a estrutura do filme, e que pode quebrar a quarta parede ou usar metalinguagens; o momento que todos acabam se “pegando” antes do grande plano de capturar o vilão; e muita morte. E por mais que possa ser clichê, o longa consegue entregar aquela sensação que não sentíamos deste gênero desde Pânico, e que muitos depois tentaram copiar.

E não apenas sua estrutura e essência acabam lembrando Pânico, mas também as referências, seja a cena de abertura que grita ser uma inspiração no clássico dos anos 1990, seja o visual, ou a inspiração da fantasia do serial killer, que lembra muito o Ghostface. Mas nem só de Pânico que o filme se inspira: Bruxa de Blair também dá as caras de forma bem sutil, Halloween, além de outros estereótipos de serial killers slashers, dando um gostinho do que esperar dos próximos filmes.

Como parte de uma trilogia, 1994 consegue deixar em aberto várias questões e acaba gerando teorias de quem assiste, seja pelas pistas que as cenas deixam, seja pela forma como essa maldição está se apresentando, e que pouco a pouco elas vão revelando apenas o necessário para deixar a pulga atrás da orelha, e esperarmos o próximo capítulo.

Rua do Medo: 1994 quase é uma ode aos clássicos filmes slashers dos anos 1990, que sabe introduzir a história, e explora a relação humana em meio a um grande trauma, enquanto vai soltando pistas do que pode estar acontecendo, enquanto outra parcela vem das teorias não ditas no desenvolvimento, mas que vai surgir na cabeça do público. Ele diverte, presta sua homenagem, e ainda cria uma ótima história.

Rua do Medo: 1994

Rua do Medo: 1994
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Um grupo de jovens são alvo de um assassino em série. Quanto mais aprofundam no mistério de quem está por trás deste atentado, eles descobrem que está conectado com uma maldição tão antiga na cidade.
Um grupo de jovens são alvo de um assassino em série. Quanto mais aprofundam no mistério de quem está por trás deste atentado, eles descobrem que está conectado com uma maldição tão antiga na cidade.
4/5
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