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Young Royals - Crítica - Geek Antenado

Young Royals | Netflix (2021)

A verdade é que eu fui nessa série pensando que seria um estilo Disney. Erro meu pensar que a Netflix produziria uma simples série sobre um principezinho. Minha ilusão foi para o ralo logo na primeira cena. Young Royals conta a história do Wilhelm (Edvin Ryding), príncipe da Sueca que acaba indo para uma escola particular que educou todos os membros da família real, inclusive seu irmão mais velho, e lá ele vai descobrir coisas sobre si mesmo que ainda não estavam claras. Mas ele é da família real. Nada é tão simples assim.

A trilha sonora, e a sequência de imagens inciais mostrando um principe problemático e que se envolve em polêmicas, já foi o suficiente para entender que o tom aqui era outro. Ironicamente, eu poderia pensar que seria mais um clichê, mas aqui a surpresa principal vem de de que apesar da primissa muito generica, a história se desenrola de uma maneira que não foi esperada, e o tom colocado na narrativa é muito mais instigante.

Antes de assistir a série vi um twitte onde a pessoa diz que está muito cansado de ver os romances LGBTQIA+ sendo retratado como algo trágico, e que é legal que tenha produções que mostre que os relacionamentos homoafetivo também podem ser fofos e normais, e indicava Young Royals para todos. E sabe, eu realmente concordo com ela. Esse foi aquele programa onde eu pude respirar tranquilamente ao ver como os dois estavam tão felizes um com o outro. Sim, tem toda a trama e o desenrolar do principe Wilhelm sobre si mesmo, e sobre entender quem é, mas ao ver os dois juntos sem tanta complicação, se amando e se descobrindo foi um alento.

A forma como o enredo se desenrola tratando a homossexualidade do príncipe é algo a se destacar. Parece algo que não deveria ter destaque, mas a verdade é que é tão raro ver uma produção que não acabe pendendo apenas para o lado mais sexual quando se trata de relacionamentos LGBTQIA+, que deve sim ser detacado quando há uma desenvolvimento emocional dos personagens. Eu tenho certeza que muitas pessoas vão se identificar com os Simon (Omar Eudberg) e Wilhelm e esse é o ponto chave da trama: conseguir criar personagens identificáveis.

Os personagens de apoio também tem ótimas tramas e é muito legal como todos ali tem seus próprias questões a resolver, mas nada é tratado como um dramalhão, mas sim, como uma coisa natural que vem com a sua fase. Eu me lembro como é ser adolescente, e as vezes parece que o mundo e nossas questões vão nos engolir. Felice (Nikita Uggla) é uma das personagens secundárias que mais tem destaque, e ela foi uma das personagens que mais me apeguei. Ver como ela ainda está caminhando para entender seus limites, saber se posicionar e realmente entender o que ela quer para si mesma.

Young Royals tem outras tramas que envolve nossos personegens que envolve suas familias. Isso é outro ponto de destaque, não vou entrar em detalhes, pois spoilers, mas vale resaltar que as tramas que os envolvem faz com que o desenrolar dos personagens seja ainda mais promissor.

Foram poucas as séries deste ano que realmente me cativaram. Young Royals foi uma delas, e sinceramente, está entre as melhores de 2021. A Netflix não poderia ter feito melhor.

Young Royals

Young Royals
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Quando o príncipe Wilhelm precisa se ajustar à vida em seu prestigioso colégio interno, Hillerska, ele começa a perceber que seguir seu coração nem sempre é uma escolha fácil, necessitando lidar com algumas situações mais desafiadoras do que o previsto.
Quando o príncipe Wilhelm precisa se ajustar à vida em seu prestigioso colégio interno, Hillerska, ele começa a perceber que seguir seu coração nem sempre é uma escolha fácil, necessitando lidar com algumas situações mais desafiadoras do que o previsto.
4/5
Total Score

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