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Luca

Luca estreia exclusivamente no Disney+ em 18 de junho 

Se existe um período em nossas vidas que sempre queremos lembrarmos com carinho, e queremos retornar, a infância com certeza é a mais recorrente. Um período da nossas vidas em que a única preocupação era se divertir e ser apenas crianças! Quando não importava as diferenças das outras pessoas, quando crianças construíamos amizades num piscar de olhos. E essa mesma energia a Pixar conseguiu emular novamente em sua nova produção, Luca, que chega exclusivamente no Disney+.

Na história, Luca (Jacob Tremblay) é um monstro marinho que vive com seus pais no fundo do mar, próximo a uma costa italiana. Trabalhando como pastoreiro de peixes, ele é atraído para a superfície, mas seu medo acaba impedindo que conheça o mundo fora do oceano. Mas ao conhecer Alberto (Jack Dylan Grazer), ele consegue ultrapassar essa barreira, e juntos vivem aventuras pela pacata cidade da Riviera Italiana, ao lado da nova amiga humana, Giulia (Emma Berman).

Já conhecemos a fama da Pixar de pegar um tema muito corriqueiro e comum de uma parte de nossa infância – ou até mesmo de nossa vida adulta – e a partir dela criar um universo próprio, repleto de camadas e conseguir emocionar pela simplicidade de tocar em ritos de passagens de forma tão única que é raro uma pessoa não ter pelo menos uns três filmes que se relaciona com a Pixar. E em Luca nos criamos essa empatia pela jornada de descobrir um mundo novo, bem naquela fase quando começamos a estudar, e descobrir como o mundo é vasto.

Você pode acabar vendo certas similaridades com outras produções da própria Disney na construção de Luca, como por exemplo, A Pequena Sereia, ou até mesmo Aladdin, mas Luca passa pelos ritos da infância de criar novas amizades, construir uma autoconfiança, perseguir seus sonhos, e se divertir com o novo. Se já não bastasse todos esses elementos que já faz qualquer marmanjo chorar, o longa ainda insere a questão das mudanças, e como elas são importantes para o crescimento, principalmente do personagem título.

Como mencionei anteriormente, o próprio filme se constrói na personalidade de Luca, e por ser uma animação, e ainda com um estilo cheio de curvas, o filme se torna fofo pelo visual, que é ressaltado pela ingenuidade, imaginação e seu olhar deslumbrante para o novo, e você acaba nem percebendo que o filme possui os clássicos 100 minutos de aventura.

A trama ainda traz a discussão sobre aceitação, identidade e confiança, no clássico trio de aventura do Mito do Herói, em uma jornada sobre superar os próprios limites e correr atrás de seus sonhos. Aliado a histórias tão ingênuas e cativantes que, mais uma vez, fará ser uma filme memorável do estúdio, e entrar naqueles filmes que amolecem os corações mais duros.

Luca é o que a Pixar sabe de fazer melhor: criar história únicas, simples e cativantes, com inúmeras camadas de personalidade e desenvolvimento, que sabe conversar com seu público alvo, e também com o público mais velho – que também é seu alvo. Com um visual tão encantador quando seus personagens, que deixa para seu público uma importante declaração: Silenzio, Bruno!

Luca

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Luca é um monstro marinho que vive sua vida no fundo do mar, quando lhe surge a oportunidade de conhecer o mundo da superfície com um novo amigo, Alberto. Eles acabam se juntando com uma humana, Giulia, e vão viver aventuras pela Riviera Italiana.
Luca é um monstro marinho que vive sua vida no fundo do mar, quando lhe surge a oportunidade de conhecer o mundo da superfície com um novo amigo, Alberto. Eles acabam se juntando com uma humana, Giulia, e vão viver aventuras pela Riviera Italiana.
5/5
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