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Sessão Nostalgia | A Fera (2011)

E pensar que esse filme tem 10 anos! Eu literalmente penso que 2011 foi logo ali e já se passou uma década! A Fera de Daniel Barnz é uma releitura de A Bela e a Fera, modernizada e contada pelo ponto de vista da Fera. Esse aqui é um daqueles filmes que tem várias falhas, mas ainda sim a gente ama e sempre fala bem!

Eu amo a Bela e a Fera. Pra mim é um dos contos de fadas mais bonitos que existem, exatamente pelo contra-ponto que exerce em seus personagens. A Bela é uma menina gentil, carinhosa e pacificadora, enquanto a Fera é egoísta, egocêntrica e cruel e claro, a lição mais importante que é sobre como devemos amar alguém pelo seu caráter e sua personalidade; e não pela sua beleza.

Aqui Kyle (Alex Pettyfer) é um jovem que tem tudo, menos empatia pelo próximo. Bonito, rico e popular na escola, Kyle é um patife que prefere a beleza à qualquer outra qualidade que qualquer pessoa pode ter. Quando tenta sacanear uma colega – que todos dizem ser uma bruxa (aqui interpretada pela maravilhosa Mary-Kate Olsen) em um baile, e então ela lança uma maldição nele, tirando exatamente aquilo que ele mais valoriza: sua beleza. Ela dá um ano para que ele encontre alguém que o ame pelo que ele é e não pela sua aparência, e só ai a maldição acabaria.

Nesse interím, o pai dele – um babaca, depois de tentar remover as marcas que a maldição de Kendra deixou nele, que ele descobre não ser possível remover, Kyle é enviado para uma casa isolada, com um professor Will (Neil Patrick Harris) e a governanta Zola (Lisa Gay Hamilton) onde ele fica por muitos meses, enquanto continua a ser um rebelde tentando descobrir como quebrar a maldição. E é ai que entra nossa Bela: Lindy (Vanessa Hudgens) que é uma colega de classe de Kyle, que está passando por uns perrengues e para ajuda-la, ele a leva para ficar na casa com ele, enquanto o pai dela resolve suas questões, e é ali que ele aprende o valor do caráter e do sentimento que nada tem a ver com a veleza.

A aparência de Kyle – que muda seu nome para Hunter é devido a uma combinação de maquiagem e próteses, e o resultado é impressionante e visualmente atraente. Esse afastamento da besta animal do conto de fadas tradicional e do romance de Flinn ajuda a trazer a história para o século XXI. Embora a aparência de Kyle o exclua da multidão bonita e popular em seu colégio, sua transformação não o torna, de fato, feio ou realmente necessita seu isolamento da humanidade. Em vez disso, nos círculos certos, suas tatuagens e cicatrizes aumentariam sua popularidade. Mesmo assim, a visão surreal e moderna que o design de maquiagem de Tony Gardner traz para A Fera é a revisão mais eficaz de todo o filme. 

Lindy não é exatamente a Bela que estamos acostumada a ver, aqui Hudgens entra uma garota mais mimada e pirracenta, mas estamos nos tempos modernos. Gentileza tem seus limites. Mas ainda sim, como uma garota fofa e legal que ela nasceu pra interpretar, Hudgens tem seus momentos de Gabriela e faz um trabalho muito bom vivendo nossa Bela.

Pode não exatamente a melhor versão de a Bela e a Fera, mas ao tentar modernizar o conto, eles conseguem entregar a mensagem principal, que não é sobre a aparência, mas sobre conhecer a si mesmo além dela. E no fim, o entretenimento – e a oportunidade de ver Alex Pettyfer sem camisa vale a pena. (Sim, eu sei – soou bem superficial, mas de verdade, quem não é um pouco?)

A Fera está disponível no Amazon Prime Video,

A Fera

A Fera
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Kyle era um jovem bem sucedido e cobiçado pelas mulheres, que defendia que a aparência era tudo. Um dia, ao tentar humilhar Kendra, ela lhe lança um feitiço que o deixa com o rosto desfigurado. Envergonhado com o visual, ele se esconde e passa a viver isolado em um apartamento comprado pelo pai, tendo a companhia de sua empregada Zola e Will, um professor cego contratado para lhe dar aulas particulares. A maldição tem o prazo de um ano, sendo que caso Kyle consiga fazer com que uma mulher consiga amá-lo pelo que ele é, não por sua aparência, ela será desfeita. Desiludido, Kyle volta a ter esperanças quando se aproxima de Lindy, uma colega de colégio bem diferente das mulheres com quem conviveu até então.
Kyle era um jovem bem sucedido e cobiçado pelas mulheres, que defendia que a aparência era tudo. Um dia, ao tentar humilhar Kendra, ela lhe lança um feitiço que o deixa com o rosto desfigurado. Envergonhado com o visual, ele se esconde e passa a viver isolado em um apartamento comprado pelo pai, tendo a companhia de sua empregada Zola e Will, um professor cego contratado para lhe dar aulas particulares. A maldição tem o prazo de um ano, sendo que caso Kyle consiga fazer com que uma mulher consiga amá-lo pelo que ele é, não por sua aparência, ela será desfeita. Desiludido, Kyle volta a ter esperanças quando se aproxima de Lindy, uma colega de colégio bem diferente das mulheres com quem conviveu até então.
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