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Army of the Dead: Invasão em Las Vegas

Desde Noite dos Mortos-Vivos, os zumbis espalharam sua presença para várias formatos de entretenimento. Do cinema para a televisão, para jogos eletrônicos, animações, jogos de cartas e tabuleiros, mexer com a pós-vida nunca sai de moda. É lógico, que desde 1968, quando o primeiro produção de entretenimento sobre zumbis foi lançado, que essa criatura teria que ser modificada, para continuar sendo interessante para um público, que já viu vários formatos do mesmo; misturar gêneros para sair da caixinha do terror gore que os zumbis sempre estrelaram, por exemplo. Zumbilândia trouxe uma ponta cômica para essas criaturas; Meu Namorado é um Zumbi tentou mostrar que os mortos também amam; e The Walking Dead resiginificou a criatura, mesmo que fique em segundo plano na história. Então chegamos em Army of the Dead: Invasão em Las Vegas, a nova produção do conhecido dos fãs da DC, Zach Snyder, que mistura um contido apocalipse zumbi num filme de roubo, sem a identidade conhecida do diretor, em um razoável entretenimento momentâneo.

Na trama, após um acidente de um cobóio do exército dos EUA, que transportava uma ativo, que era um ser que consideremos ser um zumbi, começa a atacar o comboio, e ruma para a cidade do pecado, onde começa uma onda de infecção, que torna a cidade sitiada. Para deter o avanço dos zumbis, os EUA constroem um muro improvisado, e alguns heróis locais tentam salvar àqueles que não se infectaram antes do muro estar fechado. Após terem salvado sobreviventes da cidade, um magnata resolve contratar alguns destes heróis para retornar para Las Vegas, e roubar duzentos milhões de dólares que estão num cofre em seu próprio cassino, mas para isso, precisam montar uma nova equipe para atravessar a fronteira e todas as ordas de zumbis, e sair de lá vivos, e com o dinheiro.

Como já deixei BEM explicito no parágrafo de abertura, o filme é um “razoável entretenimento momentâneo“. As cenas de ação são muito boas, a construção delas são legais de ser vistas; as maquiagens dos zumbis são legais, lembram outras que já vimos em outras produções, mas ao mesmo tempo são únicas; os efeitos especiais são bons; o filme traz ótimos conceitos de zumbis, que lembram mitologias de franquias de jogos como The Last of Us e Resident Evil; tem um primeiro ato muito promissor, e até contemplativo – bem conhecido das produções do Snyder – um segundo ato repleto de adrenalina… mas que tudo se perde num terceiro ato.

E isso nem é a parte gráfica das mortes, a classificação do filme já é bem específica que teremos sim muitas mortes gráficas, mas sim pela decisão de criar do nada linhas de diálogos entre os personagens que não precisavam, mesmo que estivesse óbvio. Mas para criar o contraponto quando vissemos o personagem sendo morto graficamente nos próximos minutos. Sinto que não precisava disso. Até mesmo parte do plano, que, mesmo se abraçando a suspensa da descrença, como que um multibilionário, dono do prédio onde o cofre está, que já conseguiu o mesmo valor que está no cofre pelo seguro, precisa de uma equipe para arrombar o seu próprio cofre? Tudo bem que é a questão do rico que quer ficar ainda mais rico, sem precisar pagar pelos impostos, mas não era mais fácil ele ter dado as senhas do seu próprio cofre?! Facilitaria a situação dos personagens do filme em 30 minutos.

Mas aí vem algumas decisões que a suspensão da descrença simplesmente ficou dormindo e não se protificou em se justificar. Já estamos carecas de saber que galões de gasolina não explodem, assim como carros, que quando se chocam com caminhões, não explodem. Mas o filme tem várias provas que o mundo real está errado, menos ele. Ficamos perguntando como que o líder dos zumbis, que já foi revelado ser inteligente – pelo menos, o mínimo -, conseguiu sair do terraço do prédio, montar seu cavalo-zumbi e chamar sua orda inteira, que estava espalhada pelo prédio, e chegar ao mesmo tempo que um helicóptero que saiu poucos segundos antes dele do terraço.

O longa ainda tenta inserir a discussão sobre fronteiras e comunidades minoritárias como recursos do governo para explorá-los e depois eliminá-los facilmente. Vemos logo no início uma discussão televisionada sobre o governo utilizar estas minorias para testes, referenciando a ação de bombardear Las Vegas inteira, e se prestarmos atenção, a maioria dos membros da equipe montada pelo protagonista é de origem estrangeira, ou latina, negra, ou pertencente a uma minoria periférica; mas também temos a questão da necessidade de uma froça-tarefa de fronteira, que não permite que àqueles que não estão infectados de sairem desta zona, a não ser que deêm propina para os soldados.

Ainda na metade do filme, o que entusiasmava em acompanhar, foi o quão organizado hierarquicamente eram os zumbis, pelo menos na explicação da Coyote; até mesmo os elementos visuais que inseriram na cena dos Alphas, e a incrível aparição do Tigre Zumbi. Mas que uma coisa que poderia ser um diferencial, acaba sendo resumido para explosões fisicamente impossíveis. Até a questão da Rainha dos Zumbis estar grávida foi algo muito interessante a ser inserido, cria uma nova camada social para os zumbis, mas que perdeu seu valor rápido demais. Até me questionava sobre o primeiro zumbi, se ele acabaria aparecendo, ou se ele teria alguma importância na trama, ou os dois outros infectados, que abrem esse filme; até questionando se o Alpha seria um deles, mas o filme se focou mais na trama La Casa de Papel encontrar Indiana Jones do que um survivor heist.

Army of The Dead: Invasão em Las Vegas é cheio de incongruências, mas – repetindo o termo que anterior – é um razoável entretenimento momentâneo, que logo será esquecido, e que se não tivesse todo o marketing de ser um filme de Zach Snyder, jamais acreditaríamos, pela falta dos elementos clássicos do diretor, de utilziar algo sombrio, realista, profundo e suas câmeras lentas desnecessárias, mas que deixa a sensação de ser mais um filme do Michael Bay, devido as explosões inexplicáveis, e toda a história resumida na ação. Ele não é um filme ruim, mas também não é um filme bom, e que alcançou (ou alcançará) o número de telespectadores será única e principalmente pela mente por trás desta história e como foi vendido para o público.

Army of the Dead: Invasão em Las Vegas

Army of the Dead
2 5 0 1
Las Vegas se tornou o marco zero dos zumbis. Isolada de todo o resto do mundo, um multibilionário contrataantigos heróis que salvaram sobreviventes de Las Vegas para fazeremo impossível: entrar na cidade, roubar o cofre de um cassino e sair de lá vivos. Isso antes dos EUA bombardear e varrer Las Vegas da existencia.
Apesar de uma premissa boa, ótimas decisões criativas, o filme mantém a atenção a trama em seus dois primeiros atos, mesmo com algumas incongruências narrativas, alicerçados na suspensão da descrença, mas que se perde completamente no terceiro ato, deixando de lado explorar a trama dos zumbis alphas, e ter neles como possíveis armas biológicas, que evoluiram, mas se preocupam mais em cenas de ação que desafiam as leis da física e a suspensão da descrença.
2/5
Total Score
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