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Em Guerra com o Vovô

É engraçado pensar que sempre associei Robert de Niro e Uma Thurman a personagens chefões ou assassinos ou ambos. Mas eis que em Guerra com o Vovô eles são apenas uma grande família.

Aquela comédia familiar adorável que não tenta ser nada mais que apenas uma diversão nos mostra Peter (Oakes Fegley) e seu avô Ed (De Niro) em pé de guerra pois o garoto teve que ceder seu quarto para o mais velho depois que ele se mudou para sua casa. Com pegadinhas, tramóias e muitos momentos divertidos, o longa é aquele filme sessão da tarde que é entretenimento para toda a família.

Depois de um incidente envolvendo uma daquelas máquinas automáticas de checkout que enfurecem a todos, independentemente da idade, ele é pressionado a ir morar com sua filha Sally (Uma Thurman) e sua família. Sally, seu marido Arthur (Rob Riggle), sua filha adolescente Mia (Laura Marano) e a filha mais nova obcecada pelo Natal Jenny (Poppy Gagnon) sabem que o novo arranjo será um ajuste, mas é o filho pré-adolescente Peter que é muito infeliz. Ed irá se mudar para seu quarto, o que significa que ele terá que se mudar para o sótão. 

Peter “declara guerra” a Ed, prometendo tornar sua vida miserável até que ele … decida se mudar, eu acho, embora ele não exatamente “queira” estar lá em primeiro lugar. Uma guerra de travessuras começa. Peter substitui o creme de barbear de Ed por selante. Ed sabota o relatório escolar de Peter. Peter coloca uma cobra na cama de Ed. Ed destrói o elaborado castelo virtual de Peter. Em um esforço para resolver a rivalidade de uma vez por todas, os dois concordam em se enfrentar em um jogo de queimada quatro contra quatro em um parque de trampolim. O jogo termina empatado e, como não há como duas pessoas resolverem uma disputa além da queimada de trampolim, a rivalidade parece destinada a durar para sempre.

Apesar de racionamente e também como uma adulta entender que de muitas maneiras esse filme é tão errado, e não muito adequado para crianças, confesso que me diverti horrores. Veja bem, é de praxe que respeitar os mais velhos é algo universal. E Peter aqui é tão mal-educado e desrespeitoso que quase beira a insanidade. É claro que quando pensamos com a cabeça de um adolescente de 12 anos que está em uma eterna TPM de raiva, sono e fome é relativamente aceitável essa rebeldia. E é também um absurdo pensar que um adulto entra na onda de uma criança e se empenha tanto quanto para “pregar peças”. Algumas que realmente são assustadoras e de muito mal gosto.

No entanto, como disse anteriormente, o filme não tenta ser mais do que um entretenimento com algumas pequenas lições sobre família, amor e apoio. Então se assistirmos apenas pensando em um momento para dar risadas e não pensar muito, acaba sendo muito divertido. Mas sejamos sinceros, que em meio a situação que vivemos, não acho que valha o valor do ingresso do cinema.

Em Guerra com o Vovô é um filme que você curte em casa no sofá de forma tranquila com sua família e não pagando um absurdo no cinema, com tantas restrições e distanciamentos obrigatórios. Ele é completamente sessão da tarde… Aquelas que curtimos no conforto do lar. Mas aqui vale o lembrete de que sim, o filme estará nos cinemas brasileiros a partir de 13 de maio, mas a estreia oficial é 20 de maio.

Em Guerra com o Vovô

Em Guerra com o Vovô
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Peter e seu avô Ed costumavam ter uma boa relação, mas quando o avô se muda para a casa da família, Peter é forçado a deixar seu quarto e a dormir no sótão. Determinado em conseguir seu espaço de volta, o garoto planeja uma série de armadilhas para expulsar o avô, mas Ed não quer se render e em pouco tempo eles declaram uma guerra!
Peter e seu avô Ed costumavam ter uma boa relação, mas quando o avô se muda para a casa da família, Peter é forçado a deixar seu quarto e a dormir no sótão. Determinado em conseguir seu espaço de volta, o garoto planeja uma série de armadilhas para expulsar o avô, mas Ed não quer se render e em pouco tempo eles declaram uma guerra!
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