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Yes-People | Curta-Metragem Animado

No início do charmoso e comovente filme de animação “Yes-People”, do diretor islandês Gísli Darri Halldórsson, uma mulher corpulenta de cabelos brancos se senta em sua cozinha e bebe uma tigela de caldo com satisfação ressonante. Do outro lado da mesa, seu marido levanta os olhos do jornal da manhã com aborrecimento. Quando ela traz outra colherada para a boca, ela pega seu olhar. Seus olhos se estreitam com resolução. A colher volta a subir. Ela dá outro gole, igualmente entusiasmado, sem dizer uma palavra, mas seus olhos lançam um desafio.

Se o marido dissesse alguma coisa, seria uma única sílaba:  (pronuncia-se “yow”), que significa “sim” em islandês – é a única palavra dita durante a maior parte do filme. A ideia do diretor surgiu depois de tentar explicar a variedade de significados que essa pequena palavra pode ter, dependendo do tom e da expressão ao ultiliza-la.

É um filme peculiar que é muito divertido e até engraçado em certas cenas, mas se torna repetitivo e de uma nota depois com uma nítida falta de mais ideias e versatilidade em sua narrativa e temas. É de longe o indicado ao Oscar menos “dotado” e vazio este ano na categoria, mas é inegavelmente divertido quando tudo está dito e feito. A animação também é muito distinta, com ênfase nas partes feias do corpo humano, produzindo resultados hilários.

3/5
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