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FALCÃO E O SOLDADO INVERNAL, SÉRIE QUE EXPLORA A FASE 4 DO MCU

Falcão e o Soldado Invernal

A Fase 4 da Marvel deu inicio lá com o filme do Homem Aranha: Longe de Casa, que abriu para gente o que está ocorrendo no mundo pós blip. E a adaptação não anda nada bem… Aqui em Falcão e o Soldado Invernal, a Marvel explora esse problema, e nos apresenta um mundo como ele é: cheio de problemas e cruel.

A série se passa um tempo depois de Ultimato, e acompanha a jornada de Sam Wilson (Anthony Mackie) Buck Barners (Sebastian Stan) para não apenas ganharem destaques como super-heróis, mas também evoluirem como pessoas. E em meio a tudo isso, temos os Apátridas – um grupo revolucionário; o Jhon Walker (Wyatt Russell) – um ex-militar que deveria ter ido para terapia; Zemo (Daniel Brühl) – o vilão que tem as motivações certas e trabalha com os mocinhos; e Sharon Carter (Emily VanCamp) – que tem uma reviravolta muito inesperada.

Em Falcão e o Soldado Invernal, o roteiro é assinado por Malcolm Spellman (da série Empire) e dirigido pela canadense Kari Skogland (The Handmaid’s Tale) mostra como os dois coadjuvantes encaram a vida sem o protagonista Steve Rogers. Buck faz terapia, e Sam “devolve” o escudo do Capitão ao governo americano.

A surpresa de ambos é quando o governo dos Estados Unidos dá o escudo a John Walker, o “novo Capitão América”, um soldado americano condecorado na guerra do Afeganistão.

Ao contrário das costumeiras tramas de super-heróis, em Falcão e o Soldado Invernal o vilão não é tão óbvio. Walker, por exemplo, é movido por boas intenções até, ao chegar em seu limite, explodir e evidenciar a violência do treinamento vivenciado no exército. Os Apátridas, grupo terrorista perseguido pelos heróis, se revelam insurgentes refugiados relegados pelos governos mundiais a uma parca ajuda humanitária. Mas ao longo da série mostra o verdadeiro vilão: o racismo.

A série consegue explorar bem o lado mais humano dos personagens, mostrando seus traumas e medos, enquanto a missão de descobrir quais suas motivações e impedir os Apátridas está acontecendo. Temos então a negação de Sam em aceitar o escudo – e todo o legado que vem com ele; e Buck em seu caminho de vingança e redenção quanto ao Soldado Invernal.

Bucky entende que Sam recusou o escudo por ser um homem negro. Branco e loiro, o Capitão América é um símbolo do país que ainda se vê às voltas com seu pecado original, a escravidão. O calmo Sam explode em uma mistura de sentimentos quando descobre Isaiah (Carl Lumbly), um homem negro vertido em supersoldado na II Guerra, como o Capitão América — mas, ao contrário do colega loiro que se tornou herói da nação, Isaiah passou trinta anos preso como cobaia. “Eles me apagaram. Apagaram minha história, mas fazem isso há 500 anos”, diz Isaiah.

Mas não apenas isso, em Falcão e o Soldado Invernal a Marvel abertamente – finalmente – aborda a questão do racismo de uma forma real. Isaiah Bradley nos conta sua história: como foi de super soldado à um experimento ambulante, tudo por conta de sua cor e raça. “Não vão deixar o Capitão América ser um homem preto” Isaiah fala a Sam. Além disso também temos a questão de como o Sam se sente sobre levar consigo o escudo sendo um homem preto.

Os Apátridas são uma resposta ao que o mundo se tornou. Enquanto durante os cinco anos em que o mundo sobreviveu com metade da população, e as fronteiras mudaram, acordos foram feitos e desfeitos e novas jurisdição foram aplicadas, as pessoas que restaram vivam bem, porém com o retorno da outra metade, todo o novo sistema entrou em colapso, e com isso o CRG (Centro de Repatriação Global) foi criado. Mas como muitos orgãos governamentais, esse também se tornou uma baléla deixando muitos que estavam sobre sua jurisdição em situações precárias.

Karli (Erin Kellyman) e sua tropa então se tornaram super soldados para que houvesse uma chance para que eles pudessem mudar o mundo. Fazer dele um lugar melhor – como era antes. Mas como muito acontece, Karli – e consequentemente seus seguidores, se perdem em suas motivações e em seus meios. E ela perde a vida por causa disso – todos os super soldados perdem.

Falcão e o Soldado Invernal foi uma série sobre a humanidade em sua forma mais exposta. Com suas motivações, jornadas e falhas, a Marvel aqui acerta e capricha – mais uma vez – ao explorar não apenar o lado herói, mas a parte mais importante: o humano.

Confira também nossos reviews semanais dos episódios no nosso canal do Youtube!

Falcão e o Soldado Invernal

Falcão e o Soldado Invernal
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Após receber o manto do Capitão América em Vingadores: Ultimato, Sam Wilson/Falcão luta para assumir o posto do herói. Ele se junta, então, a Bucky Barnes/Soldado Invernal, embarcando em uma aventura mundial que vai colocar à prova as habilidades dos dois. Entre discussões e entendimentos, acompanhamos uma jornada no desenvolvimento da amizade entre ambos, ao mesmo tentam em que tentam deixar para trás os problemas do passado. Enquanto o Falcão sente a responsabilidade do escudo de Steve Rogers, Bucky tenta lidar com a própria culpa por suas ações enquanto estava sob comando da Hydra.
Após receber o manto do Capitão América em Vingadores: Ultimato, Sam Wilson/Falcão luta para assumir o posto do herói. Ele se junta, então, a Bucky Barnes/Soldado Invernal, embarcando em uma aventura mundial que vai colocar à prova as habilidades dos dois. Entre discussões e entendimentos, acompanhamos uma jornada no desenvolvimento da amizade entre ambos, ao mesmo tentam em que tentam deixar para trás os problemas do passado. Enquanto o Falcão sente a responsabilidade do escudo de Steve Rogers, Bucky tenta lidar com a própria culpa por suas ações enquanto estava sob comando da Hydra.
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