Quando o criador de séries de comédias Chuck Lorre criou em 2007 The Big Bang Theory, ele não podia imaginar que um de seus personagens coadjuvantes se destacasse da proposta original da comédia, e que se tornaria o rosto da série e se tornaria tão popular que pudesse conseguir arrebatar grandes premiações da academia de artes televisivas como melhor ator em série de comédia. A popularidade de Sheldon Cooper, um brilhante cientistas de física teórica, que não compreende sarcasmos e tem dificuldades em interações sociais acabou conquistando um grande público e sendo o criador de memes e bordões memoráveis, que resultou na primeira série derivada de The Big Bang Theory focado nele: Young Sheldon.

Um jantar da família Cooper. (Foto: CBS)

Young Sheldon estreou na última segunda-feira (25 de setembro) na mesma emissora que sua série base, e narra a infância do que se tornaria um personagem de comédia icônico pela sua personalidade de não compreender ironias e sarcasmos, além de ter uma síndrome narcisista e egocêntrica. Mas a comédia Young Sheldon é completamente diferente e destoante de sua série original, The Big Bang Theory.

The Big Band Theory se consolidou com um formato de série de comédia onde explora a comédia de situações extremistas em certos pontos, com piadas acadêmicas e trocadilhos e sarcásticas. Já em Young Sheldon a comédia vem mais da narração do Sheldon original, Jim Parsons, que acaba sempre comentando um assunto que é mencionado nos personagens que pode passar despercebido, mas que acaba sendo relevante para a mente do futuro físico. Isso, em certos momentos, atrapalhou a experiência deste formato que Young Sheldon se propõe a contar a história da infância de Sheldon.

Mary e Sheldon no primeiro dia no High School (Foto: Divulgação)

Comparando, Young Sheldon acaba seguindo um modelo mais parecido com The Middle, onde não possui uma platéia ao fundo que determina quando uma piada é contada. Mas isso não perde em nada em comédia, mas o ponto que mais se desenvolve, e é o mais trabalhado neste episódio piloto foi a relação de Sheldon com seus pais. Conseguimos ver como a mãe dele, Mary (Zoe Perry) age protegendo seu filho quando o recriminam por ser diferente, tanto na igreja quanto na escola avançada. Já sua relação com seu pai, George (Lance Barber), acaba sendo mais vista no final, mesmo que ainda mais distante do que sua relação com sua mãe, acaba sendo sensível e simples.

O ator que interpreta o Sheldon criança, Iain Armitage, consegue entregar um personagem extremamente lógico, mas sem deixar de ser infantil na medida certa. Ele já se destacou em outra minissérie, Big Little Lies, e nesta, com uma pegada mais leve ele consegue mostrar seu potencial latente, diferente da carga de seu personagem da minissérie.

Sheldon Cooper, um fofo irritante (Foto: CBS)

Simples e com o foco e modelo de série de comédia diferente de sua série original, Young Sheldon pode trazer uma identidade única sem perder a essência do personagem interpretado por Jim Parsons, mas que está engatinhando para se tornar uma das mentes mais brilhantes da física teórica e da comédia.

Leia mais sobre Young Sheldon

3.4
Primeiras Impressões | Young Sheldon – Uma comédia destoante da comédia sarcástica original
Palavra Final
Sem a utilização de uma platéia para dar o termômetro de uma piada, Young Sheldon traz uma versão mais família para o personagem icônico que não consegue desenvolver uma interação social, apostando em focar em suas interações familiares, narradas pelo próprio Sheldon original que dá a piada offline das ações narrativas, sem perder a essência do personagem.
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  • Alisson Barbosa

    Amei, #JefersonRestrito