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Amor e Monstros

Já estamos acostumados com a velha história pós-apocalíptica. Geralmente vemos sempre o famoso apocalipse zumbi, vezes ou outra, uma distopia apocalíptica, mas pouco se explora do apocalipse monstruoso. Amor e Monstros, a nova produção que chega no Brasil pela Netflix e que concorre ao Oscar de Melhor Efeitos Visuais, monstra que sabe apresentar uma proposta de história coesa em seu universo caótico, e ainda conta com uma comédia que mantem um limiar do exagerado e contido.

Após o mundo sofrer uma alteração genética dos animais de sangue frio e invertebrados para salvar a humanidade da extinção global, e esses animais se tornarem monstros gigantescos e perigosos para a humanidade, forçando-os a se abrigarem em bunkers e colônias, conhecemos Joel (Dylan O’Brien) reencontra sua amada de juventude em outro bunker, quando em uma comunicação acredita que o bunker dela fora atacado pelas criaturas, ele decide sair de seu próprio bunker e ir até ela saber se tudo está bem com ela. Mesmo contrariado pelos companheiros de seu bunker que sabem que ele não reage bem a um ataque de um dos monstros, ele parte em uma aventura para resgatar sua amada, mas precisa aprender rápido a se proteger do mundo hostil.

Já para começar essa analise já tenho que jogar as cartas na mesa: o longa lembra muito a construção de Zumbilândia, ainda mais quando são adicionados os personagens Clyde (Michael Rooker) e Millow (Ariana Greenblatt), mas também quando vemos do ponto de vista se o Columbus não tivesse todas suas regras, e tivesse uma trava quando enfrentando os zumbis, que neste caso, seria os monstros.

A produção de longe não é aquela obra prima do gênero de apocalipse, uma história que servirá de referência ou será um marco, mas é divertido. Primeiro pela despretensão da narrativa que não quer ser algo mais do que uma história divertida com camadas de desenvolvimento de personagem bem colocadas, mas também pelo carisma dos personagens e dos atores que os interpretam.

Dylan O’Brien que ganhou notoriedade ao interpretar Stiles Stilinski em Teen Wolf, e depois ganhou o mundo ao protagonizar Maze Runner, aqui é uma mistura dos dois personagens, alguém que precisa encontrar dentro de si o lutador e sobrevivente, que até então estava travado por seus medos e inseguranças, e entrega um carisma nato; Michael Rooker que está a própria essência de Tallahassee de Zumbilândia com os sobreviventes de The Walking Dead; e Ariana Greeblatt, que conhecemos ela de Vingadores: Guerra Infinita ao interpretar a Gamora criança, já demonstrou seu carisma nas produções anteriores, mas aqui ela consegue ser ainda mais carismática, e mesmo que a câmera não esteja focada nela, ela acaba gerando o momento Mantis, roubando a cena no fundo ao interpretar algum conselho, ou brincando com o medo de Joel.

Como um indicado ao Oscar nos perguntamos se ele mereceu essa indicação, e mesmo que tenhamos que lembrar que este último ano foi difícil para a indústria, sua indicação a Melhor Efeitos Visuais até que foram merecidos. As criaturas são muito bonitas visualmente, e entrega a história elementos reais de perigo, ao mesmo tempo que as escolhas visuais mostram a concepção delas serem muito coerentes com sua indicação.

Amor e Monstros pode não ser aquele filme para apreciar, clássico de qualquer filme indicado do Oscar, mas é um ótimo filme de entretenimento, com comédia, um draminha bem água com açúcar, e que mostra uma outra visão de um filme pós-apocalítico, que reforça que nestes momentos não é para se voltarmos uns contra os outros, tribo versus tribo, mas que é o momento de se ajudar e encontrar dentro de si a força para viver e sobreviver.

Amor e Monstros

Love and Monsters (2020)
4 5 0 1
Quando animais de sangue frio e invertebrados viram monstros gigantescos, a humanidade quase são extintos, e os poucos sobreviventes tentam se manter vivos em bunkers. Um deles é Joel, um rapaz que não é tão corajoso ou bom em combater esses monstros, mas que precisa sair da proteção de seja bunker para salvar a amada em outro bunker, mas que precisará encontrar a coragem necessária para enfrentar os perigos deste mundo monstruoso.
Com uma perspectiva mais cômica de um apocalipse monstruoso, longa se destaca por ser despretensioso, e surpreende pela comédia situacional e exagerada, com bons efeitos visuais, e carismas dos astros que compõe a história
4/5
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