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Os Irregulares de Baker Street

Arthur Conan Doyle criou o que podemos considerar a base do gênero investigativo. Ao criar o famoso Sherlock Holmes, ele definia assim como futuras histórias investigativas se inspiraram ou se basearam para construir uma trama envolvente e que atiça a curiosidade dos seus telespectadores e nos faz ficar grudados na tela. Sua obra não apenas definiu o gênero, mas é uma das mais reproduzidas em qualquer meio, e não existe ninguém neste mundo que não conheça Holmes ou seu amigo e escudeiro Watson. Mas a história de Sherlock pode se estender a inúmeras formas, e a nova série da Netflix que se baseia em um pequeno grupo apresentado nos livros encontros de Doyle, Os Irregulares de Baker Street, tenta apresentar uma parte da clássica história investigativa com o elemento sobrenatural.

Os Irregulares de Baker Street segue um grupo de adolescentes que vivem nas ruas, e que são contratos por Watson para resolver casos aos quais o nome Holmes não poderia se envolver, e ir a lugares que o Holmes não poderia. Mas os cinco protagonistas acabam esbarrando em casos estranhos que mexem com sobrenatural, e enquanto tentam sobreviver das ameaças, eles tentam descobrir o motivo de terem sido escolhidos para este trabalho.

A premissa da série pode parecer aquela clássica história de fantasia de baixo orçamento, de emissoras como ABC, NBC e CW, e sim, a história quando se inicia trás essa sensação. O primeiro episódio é falho na apresentação do mistério, e em seu desenvolvimento acaba não sendo suficiente. O primeiro episódio passa por apresentar os cinco protagonistas até que bem, e deixar para os outros episódios para aprofundarmos mais em suas camadas, mas acaba esquecendo de construir o mistério do episódio.

Mas essa falha em desenvolvimento é amarrado pouco a pouco com os episódios, ainda na primeira metade da temporada. Seguindo um modelo procedural de mistério – bem CSI – cada episódio da primeira metade melhora em quesitos bem pontuais que se mantém aí longa da história. Seja uma maquiagem que se sobressai e que é melhorada pelos efeitos práticos e visuais, seja uma construção de narrativa mais misteriosa baseada em outra obra, ou simplesmente o carisma dos protagonistas em tela que começam a aflorar.

Neste episódios são deixados pistas – bem característicos de séries procedurais – que começam a ser desenvolvidas na segunda metade, e aí, a história central é o foco dos episódios finais, com tudo convergindo para seu centro.

De um modo geral, a história que se baseia nos personagens de Doyle, e que já apareceram ou forma mencionados diversas vezes em produções de diversos meios, é a combinação entre a narrativa sagaz e rápida de Enola Holmes, aplicados a um mundo sobrenatural. Mas acima de tudo, a história acaba se voltando para o público juvenil e jovem adulto.

Os Irregulares de Baker Street é uma série que pode ser esquecível, algo que já vimos em outras produções anteriores, e que se sobressai por estar conectado com o maior investigador de todos os tempos; pode até ser previsível em suas resoluções, mas é uma história que não começa numa boa posição, e vão se desenvolvimento ao longo dos episódios, e vão ganhando o público pelo carisma de seus personagens.

Os Irregulares de Baker Street (1ª Temporada)

The Irregulars
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Cinco jovens se juntam para investigar casos em nome de Sherlock Holmes. Mas quando estes casos se revelam estar envolvidos com o sobrenatural, os jovens questionam o perigo de estarem envolvidos e o motivo para terem sido escolhidos para esse trabalho.
Uma mistura de Enola Holmes com O Mundo Sombrio de Sabrina, previsível e que vai se polindo em narrativa e desenvolvimento pouco a pouco, e não passa da produção sem pretensão de ser algo além do que se vendeu, ou de sua base literária
3/5
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