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Estúdios Ghibli | Meu Amigo Totoro

Um dos filmes mais acolhedeores e otimistas que vi dos Estúdios Ghibli até o momento, Meu Amigo Totoro é uma produção que equilibra bem as emoções, e mostra o lado mais especial de ser criança: a inocência.

Em Meu Amigo Totoro, Miyazaki nos apresenta a história de Satsuki, Mei e Tatsuo Kusakabe. Eles formam um núcleo familiar incompleto pela ausência da mãe, Yasuko, que está doente no hospital. Para que as filhas tenham um espaço para ficar poder brincar, Tatsuo se muda com elas para uma casa no campo, onde conhecem uma criatura chamada Totoro. É quando a dor da distância e da doença da mãe começa a dar espaço para uma nova amizade.

Confesso que segui esse filme já esperando me debrulhar em lágrimas. Com a mãe das crianças doente, já esperava um final mais emotivo, e o fato de isso não acontecer, mostra como pode sim se fazer um filme que transmite o nervosismo e os sentimentos negativos, sem de fato coloca-lo como primeiro plano. O filme na verdade foca em como Satsuki e Mei conseguem se manter otimistas, mesmo com a adversidade presente em suas vida, com sua mãe doente.

Em seu texto para o Canaltech, Laisa-Trojaike descreve o filme como uma obra realista do otimismo. “O otimismo do qual falo, no entanto, não diz respeito ao otimismo cego do Cândido de Voltaire ou o otimismo comercializável dos coaches. Trata-se de uma forma mais sincera e inocente de ver o copo como meio cheio, sem esquecer que ele também está meio vazio. A inocência da criança que ignora o conceito de melhor dos mundos possíveis não tem a ver com a de quem ignora os problemas em prol de um objetivo talvez inalcançável.” E é impossível não concordar com suas palavras.

O filme em sua forma mais pura transmite exatamente a importância de se manter bem e esperançoso, principalmente em situações onde não há possibilidade de controle. Mas isso de forma alguma significa esquecer ou ignorar os problemas, mas sim saber que ele existe, e não ser dominado por ele. Miyazaki, assim, nos oferece um conto infantil sobre as dores da vida.

O mais interessante de tudo é que Miyazaki não deixa a tristeza tomar conta da narrativa, encarando as provações das irmãs como etapas naturais do ciclo da vida. Não tomamos Totoro apenas como um amigo ou espirito da natureza, mas sim na condição do melhor amigo possível dentro daquela realidade. 

Visualmente as paisagens bucólicas do interior japonês são lindamente apresentadas, e a trilha também reforça os sentimentos de ternura presente no filme. Ironicamente Meu Amigo Totoro é um filme curto, com uma apresentação de personagens nem um pouco apressada mas que ao engrenar é capaz de fisgar quem assiste e o colocar numa viagem nostálgica, onírica, tocante e mágica.

Meu Amigo Totoro

Meu Amigo Totoro
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Mei é uma jovem que encontra uma pequena passagem em seu quintal, que a leva à um lendário espírito da floresta conhecido como Totoro. Sua mãe está no hospital, e seu pai divide o tempo entre dar aulas na faculdade e cuidar de sua mulher doente. Quando Mei tenta visitar a mãe por conta própria, se perde na floresta, e só o grande e fofo Totoro pode ajudar a menina a achar o caminho de volta para casa.
Mei é uma jovem que encontra uma pequena passagem em seu quintal, que a leva à um lendário espírito da floresta conhecido como Totoro. Sua mãe está no hospital, e seu pai divide o tempo entre dar aulas na faculdade e cuidar de sua mulher doente. Quando Mei tenta visitar a mãe por conta própria, se perde na floresta, e só o grande e fofo Totoro pode ajudar a menina a achar o caminho de volta para casa.
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