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Os 09 melhores livros da vida segundo leitores

Todos nós temos aqueles livros que para nós são “da vida para vida” e que de alguma forma nos ajudou em momentos importantes. Todos nós temos aqueles que nos abriram a mente, ou nos ajudou a superar um momento dificil, nos distraiu de situações dificeis, ou nos abriu o caminho para a leitura.

Então, depois de uma pequena pesquisa com alguns colegas leitores, pedi para que me enviassem seus livros favoritos “da vida”, esses que nos marcaram de uma forma especial. Eles mandaram suas respostas e houve muitos, então separei aqui os nove que mais apareceram! Role pra baixo e confira!

A Cidade do Sol

Um livro que me deixou emocionalmente abalada depois de ler, mas que valeu cada minuto de leitura. Contando a história de duas mulheres que difeentes, mas com um mundo que as trata como iguais, é uma das histórias mais lindas que tive o prazer de acompanhar. No enredo Mariam tem 33 anos, e sua mãe faleceu quando tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rasheed, um sapateiro de 45 anos.

Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seu destino. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz – ‘Você pode ser tudo o que quiser’. Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos.

Confrontadas pela História, o que parecia impossível acontece – Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a História continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do ‘todo humano’, somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.

A Sombra do Vento

O livro tem uma das narrativas mais envolventes e arrebatadoras de acompanhar. Os encontros e desencontros se passam por vários lugares da História Barcelona. A busca leva o protagonismo ao amadurecimento e a descobertas de novas emoções e sentimentos. Isso envolve o leitor e nos convida a também analisar nossa postura.

Daniel tem que rever conceitos e princípios enquanto desvenda o mistério sobre os livros e a vida de Carax. Tem humor, aventura, suspense, comoção, sedução, drama e terror; uma combinação que fez com que ‘A Sombra do Vento’ se tornasse um fenômeno com vários exemplares vendidos pelo mundo.

Barcelona, 1945. Daniel Sempere acorda na noite de seu aniversário de onze anos e percebe que já não se lembra do rosto da falecida mãe. Para consolá-lo, o pai leva o menino pela primeira vez ao Cemitério dos Livros Esquecidos. É lá que Daniel descobre A sombra do vento, romance escrito por Julián Carax, que logo se torna seu autor favorito, sua obsessão.

No entanto, quando começa a buscar outras obras do escritor, Daniel descobre que alguém anda destruindo sistematicamente todos os exemplares de todos os livros que Carax já publicou, e que o que tem nas mãos pode muito bem ser o último volume sobrevivente. Junto com seu amigo Fermín, Daniel percorre a cidade, adentrando as ruelas e os segredos mais obscuros de Barcelona.

Anos se passam e sua investigação inocente se transforma em uma trama de mistério, magia, loucura e assassinato. E o destino de seu autor favorito de repente parece intimamente conectado ao dele.

Livro do Desassossego

Composto de centenas de fragmentos, dos quais Fernando Pessoa publicou apenas doze, o narrador principal deste livro é o semi-heterônimo Bernardo Soares. Oscilando entre temas como as variações de seu estado psíquico, a paixão, a moral e o conhecimento, o livro não apresenta uma narrativa linear; antes é composto de diversos trechos e partes que se articulam de maneira mais ou menos aberta. Ainda assim, é a obra de Pessoa que mais se aproxima do romance.

Retratando a condição crua da alma humana, de forma desapaixonada e por vezes irônica, o livro não se exclui ao reduzir os sonhos e idealizações a pó, a monotonia detalhada de seu cotidiano, a mesquinhez das ideias e do ambiente pobre em que vivem as pessoas. Em todo o momento em que apresentam novas reflexões e sensibilidades, um novo rumo é dado para os pensamentos. E é com uma escrita muito eloquente com que Pessoa, ou Soares e até mesmo ambos, sintetiza os valores morais e conhecimentos em uma obra sem ter por parte uma linha cronológica.

A Menina que Roubava Livros

Quem melhor que a Morte para conta uma história ambientada na Segunda Guerra Mundial? Aqui a morte narra a passagem de vida de Liesel Meminger, uma menina que viveu na Alemanha Nazista. Lindo e emocionante, Markus Zusak trás uma sensibilidade muito necessária para sua escrita e nos envolve numa história linda sobre a vida e sobre a morte.

Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.

Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.

A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto – e raro – de crítica e público.

Dom Casmurro

A famosa discussão do brasileiro: Capitu traiu ou não traiu Bentinho? O clássico de Machado de Assis, uma das maiores obras da literatura brasileira conta a história de Bentinho e seu grande amor por Capitu, e amizade com Escobar.  

Nas páginas deste romance, encontra-se a versão de um homem perturbado pelo ciúme, que revela aos poucos sua psicologia complexa e enreda o leitor em sua narrativa ambígua acerca do acontecimento ou não do adultério da mulher com olhos de ressaca, uma das maiores polêmicas da literatura brasileira.

Vidas Secas

Escrita em 1938, a narrativa que reflete a aridez do sertão abre uma janela para o leitor. O apuro estético do autor dá liberdade para quem quiser começar a história do final ou do meio ou pelas páginas que escolher. Cada um dos 13 capítulos tem o seu próprio enredo. A estética do romance não propõe fim nem começo. Assim, o escritor, entre os mais importantes da segunda fase modernista, desenha a vida do sertanejo em um círculo. Ou uma espiral. Como uma roda viva.

O estilo seco de Graciliano Ramos, que se expressa principalmente por meio do uso econômico dos adjetivos, parece transmitir a aridez do ambiente e seus efeitos sobre as pessoas que ali estão.

Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes (título original Wuthering heights) é o único romance da escritora inglesa Emily Brontë. Escrito em 1847, o livro recebeu fortes críticas na época. Anos mais tarde, veio a se consagrar como um dos maiores clássicos ingleses da literatura.

Completamente fora da curva em relação a época em que foi escrito, aqui nós temos personagens que são completamente insanos. A história tem como ponto central o amor proibido entre os personagens Heathcliff e Catherine Earnshaw. Heathcliff é um menino de descendência cigana que foi encontrado vagando sozinho pelas ruas de Liverpool pelo pai de Catherine e levado à sua casa, onde cresceu junto a seus filhos, recebendo os mesmos cuidados e privilégios.

Esse tratamento causou diversos problemas, pois, mesmo sendo muito adorado por ele e sua filha, era também odiado por sua esposa e filho. Após a morte de seu defensor, e com a casa sendo assumida por seu filho (Hindley), Heathcliff passou a ser tratado como um serviçal e foram retirados todos os seus privilégios. Sendo proibido de ficar perto de seu grande amor, ele passou a jurar vingança.

O Conto da Aia

O primeiro livro de Margaret Atwood, sobre o Conto da Aia, foi escrito em 1985 e ganhou popularidade com a série The Handmaid’s Tale, produzida em 2017 pelo serviço de streaming Hulu.

A história se passa em Gilead, antigo EUA, sob um regime teocrático e totalitário, onde as mulheres são suas principais vítimas. Não podem circular livros, revistas ou jornais. Não existem mais universidades, nem mesmo advogados, pois o direito à defesa foi extinto. Devido a uma série de crises, desde a baixa natalidade até a má administração dos recursos financeiros do País, o congresso é derrubado e o novo regime ascende ao poder, fazendo uma reviravolta no país.

O conto da Aia é uma distopia, nos traz um mundo diferente, onde mulheres não possuem direitos ou segurança, pela sinopse acima descrita é possível perceber que é uma ditadura, voltada principalmente à privações femininas e a todos aqueles do sexo masculino que também possuem pensamentos e/ou atitudes contrárias as permitidas naquele cenário.

Cheio de detalhes, sentimentos e diálogos que causam uma dor e tristeza ao imaginar o mundo naquela situação, recomento a leitura a todos aqueles que gostam de uma boa distopia, bem fundamentada e, que gostam de emocionar com personagens ricas em descrição, cenários e diálogos muito bem construídos.

Tem algum desta lista que você já leu? Algum que se interessou? Comente aqui em baixo!

Logo mais compartilho outras indicações com vocês! Até!

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