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Raya e o Último Dragão

De uma maneira muito gostosa, Raya e o Último Dragão me fez remeter aos primeiros anos da Disney. Naqueles primeiros anos, lá na Era de Ouro, o que predominava e o que fez Walt Disney ganhar seu lugar era exatamente explorar, superar expectativas e mergulhar no mundo das descobertas e possibilidade. Não é atoa que filmes como Fantasia, Dumbo e Bambi sejam clássicos até os dias de hoje. Creio que em muitos anos, Raya seja considerada também. O filme abraça aquele desafio de criar algo novo do zero. Sua história foi criada em conjunto, assim como nos primórdios, e realmente eles acertaram.

Uma coisa que eu confesso sempre me conforta, é como a Disney sempre abraça os ideais sociais desde sempre. Isso significa que eles sempre abrem espaços para refletir os conceitos que estão em sociedade.

Até 2010, quando lançaram Enrolados, ainda havia aquela necessidade de se manter uma princesa com um par romântico. Coisa que inclusive é quebrada e utilizado como uma “piada interna” em Frozen. Ali, já havia aquela ideia de que está tudo bem não precisar estar necessariamente envolvido romântica mente com alguém. Em Moana e Detona Ralph nós encontramos então histórias onde não havia qualquer menção a um romance, e as aventuras foram perfeita. Raya e o Último Dragão segue a mesma linha.

Veja que penso ser importante ressaltar isso, porque a Disney sempre foi conhecida por suas princesas fortes, mas também foi muito ligada aquele ideal do “par perfeito” e ver eles abraçando outras ideias sociais onde mostra suas personagem como fortes e independente de um “príncipe” é muito importante. Nós mulheres podemos ser tudo, e não necessariamente precisamos de um par para conseguir tudo isso.

Raya e o Ultimo Dragão, filme da Walt Disney Animation, 2021
RAYA AND THE LAST DRAGON – As an evil force threatens the kingdom of Kumandra, it is up to warrior Raya, and her trusty steed Tuk Tuk, to leave their Heart Lands home and track down the last dragon to help stop the villainous Druun. © 2020 Disney. All Rights Reserved.

Pois então vamos falar do filme. Raya e o Último Dragão começa apresentando um mundo desértico e sua narrativa nos conta a história de seu mundo. Onde havia dragões mágicos e a humanidade era uma só vivendo em harmonia. Até a grande praga. Monstros que transformavam todos em pedra.

Os dragões então se unem para defender a humanidade e uma pedra de poder é criada e usada para acabar com os monstros. Mas isso custou a vida de todos eles. Os humanos então ao invés de se juntar e viver bem, pelo sacrifício feito por eles, com ganância acabam por lutar entre si para obter a pedra mágica e então aquela terra que era uma só se divide em cinco nações e passam a viver como inimigos.

500 anos mais tarde, Raya da terra do “Coração” os protetores da jóia de dragão, passa em seu treinamento, se juntando oficialmente a seu pai como um guardião. Seu pai era um homem idealista. Sonhava em tornar suas terras uma só, como 500 anos antes quando os dragões ainda vagavam pela terra. Então pensando nisso, convidou aos líderes das outras quatro nações para se juntar a eles em uma confraternização.

As coisas iam bem, mas Raya, confiando em Naamari, princesa de Presa, decidiu mostrar a ela a pedra mágica. E após isso as coisas acabam bem ruim. Naamari a trai, e depois de uma briga feia, a pedra é quebrada, e aqueles antigos monstros são soltos novamente no mundo. Naquele dia, Raya vê seu pai se transformar em pedra, dá adeus aquele último vestígio de confiança de que o mundo poderia voltar a ser um só.

Antes da traição, Naamari conta a Raya uma lenda que diz que há um dragão que pode estar vivo. Após o desastre e com o retorno dos monstros, Raya parte em busca do último dragão, para tentar então derrotar o mal que assola a terra, e tentar trazer seu pai e a todos que foram transformado em pedras de volta a vida.

O filme abraça a aventura, a cultura oriental e o mundo fantástico naquela fórmula que tanto conhecemos da Disney. Aqui a história trabalha bem o desenvolvimento da personagem, e apresenta uma garota que perde a fé nas pessoas após dar uma passo de confiança, e tudo desmoronar ao seu redor. Ela no entanto mantém aquela chama de esperança acessa, enquanto busca pelo dragão perdido. Durante seis anos, ela trabalha sozinha, e quando encontra Sisu, o dragão mágico, ela transmite ainda mais a ideia de que confiar em alguém é a pior coisa a se fazer, porque as pessoas são ruins.

Como todo filme da Disney, aqui a moral da história é a importância do trabalho em equipe, o dar o primeiro passo. Sobre abrir uma exceção, se permitir confiar em uma pessoa, mesmo que outras experiências ruins já tenha acontecido. A parte mais importante é sobre como todos merecem uma segunda chance, porque todo mundo, deve ter a chance de se redimir.

Raya e o Último Dragão tem um mundo mágico próprio, que é lindo e muito bem feito. As animações hoje em dia não peca, ainda mais com toda as tecnologias que se despõe para nos apresentar uma animação de primeira linha. Confesso que muitas vezes sinto falta dos detalhes do 2D, das pinceladas e de ver o resultado final como um quadro pintado. Mas a magia do 3D está em poder criar algo que chegue muito próximo da realidade, e em Raya você realmente mergulha no universo de sua história através da animação.

O longa não é um musical (ufa!), e eu fiquei bem feliz por isso. Veja bem, eu sou muito fã dos musicais da Disney. Nesse departamento, a empresa sempre acerta, mas confesso que sentia falta de uma animação onde haveria somente uma grande aventura sem a necessidade de uma cantoria no meio dela. E Raya e o Último Dragão, é exatamente isso, uma grande aventura épica com direito a dragões, tatus fofos e gigantes, macaquinhos e bebês, com uma trilha sonora muito boa, mas sem ninguém cantando.

Raya e o Último Dragão é um presente para nós. Uma aventura linda, que estará presente nos cinemas a partir de quinta feira, chega no Disney+ por um pagamento extra no valor de R$69,90 na sexta feira, e integra o catálogo de forma oficial a partir de 23 de Abril.

Raya e o Último Dragão

Raya e o Último Dragão
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Há muito tempo, no mundo de fantasia de Kumandra, humanos e dragões viviam juntos em harmonia. Mas quando uma força maligna ameaçou a terra, os dragões se sacrificaram para salvar a humanidade. Agora, 500 anos depois, o mesmo mal voltou e cabe a uma guerreira solitária, Raya (Kelly Marie Gran) rastrear o lendário último dragão para restaurar a terra despedaçada e seu povo dividido. No entanto, ao longo de sua jornada, ela aprenderá que será necessário mais do que um dragão para salvar o mundo – também será necessário confiança e trabalho em equipe.
Há muito tempo, no mundo de fantasia de Kumandra, humanos e dragões viviam juntos em harmonia. Mas quando uma força maligna ameaçou a terra, os dragões se sacrificaram para salvar a humanidade. Agora, 500 anos depois, o mesmo mal voltou e cabe a uma guerreira solitária, Raya (Kelly Marie Gran) rastrear o lendário último dragão para restaurar a terra despedaçada e seu povo dividido. No entanto, ao longo de sua jornada, ela aprenderá que será necessário mais do que um dragão para salvar o mundo – também será necessário confiança e trabalho em equipe.
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