close button

publicidade

Daniel Kaluuya e Lakeith Stanfield contam como foi a preparação para Judas e o Messias Negro

A Warner Bros revelou como foi a preparação dos atores Daniel Kaluuya e Lakeith Stanfield, protagonistas de Judas e o Messias Negro, longa que já está em cartaz nos cinemas.

A dupla de cineastas formada pelos irmãos por Kenny e Keith Lucas comentam que faziam questão de evitar produzir um filme biográfico tradicional, então optaram por mostrar um homem em busca de sua própria versão do sonho americano como porta de entrada para uma narrativa interessante. No início do projeto, os cineastas convidarão Shaka King para ser o roteirista e diretor do longa, e conta:

O William O’Neal é complexo. Inteligente, capaz de avistar e explorar as oportunidades que lhe são apresentadas, ele seria um ótimo capitão da indústria. Contudo, como um jovem negro em Chicago, em 1968, ele não teve essas oportunidades – e não engoliu isso

comenta Shaka King sobre a produção

Para o produtor Charles D. King, “Esse projeto foi uma aliança de excelência e queríamos estar envolvidos. Outro fator determinante foi reconhecer a importância da história e a determinação de contá-la da forma certa. Pela primeira vez, diversas gerações aprenderão mais sobre o Partido dos Panteras Negras com este filme, embora haja outros filmes excelentes que abordaram os Panteras Negras. Porém, este tem um foco no presidente Fred Hampton e seu impacto nas comunidades – precisávamos ter certeza de que faríamos a coisa certa para honrar o legado da família”.

Shaka King comenta sobre a interpretação de Daniel Kaluuya:

Mesmo antes de conhecer o Daniel Kaluuya, eu sabia que ele era ideal. Em nosso primeiro encontro, fiquei impressionado com a sua maturidade. Ele é muito reservado e há muitas coisas sobre ele que eu não ficaria à vontade em compartilhar. Contudo, seu envolvimento político e maturidade o tornaram uma escolha natural para interpretar o Hampton. Além disso, o Daniel é hilário e tem uma habilidade incrível com as palavras. São características que ele tem em comum com o presidente Fred.

fala Shaka King sobre Daniel Kaluuya

Embora o filme seja inspirado em acontecimentos reais, algumas decisões foram tomadas para manter o realismo, mas com adaptações onde fosse necessário – por exemplo, em relação à adoção por Kaluuya da voz e maneirismos do presidente Fred Hampton. King argumenta: “Se o Daniel fizesse uma imitação exata da voz do Fred Hampton – que falava incrivelmente rápido, com um sotaque de Louisiana e um pouco de influência sulista – acho que muitas pessoas não entenderiam o diálogo do filme e as palavras do Fred são muito importantes. Sua forma de expressar suas ideias é seu superpoder”.

Eu acordava de manhã e escutava o discurso do Malcolm X enquanto estava no banho; eu li que o presidente Fred ouvia os discursos de Martin Luther King e Malcolm X para ter ideias. Eu assistia às suas gravações durante as refeições e, desde o momento em que eu saía para o set, enquanto estava no carro, eu praticava o dialeto. Eu trabalhei por três meses com um treinador de dialetos. Eu comecei a fumar para dar certa textura à minha voz e fiz aulas de canto com um cantor de ópera para estudar o controle vocal e da respiração, preparando-me para suas apresentações algo teatrais, sabendo que eu faria seus discursos por cerca de 10 horas por dia. Eu cantei Gospel, James Brown e canções da época. Tudo isso contribuiu para a minha construção desse personagem tão importante.

diz Daniel Kaluuya sobre incorporar o presidente Fred Hampton

Escalado para o papel de William O’Neal, LaKeith Stanfield encontra familiaridade no disfarce complicado de O’Neal. Stanfield observa, “Para mim, o William O’Neal é como a maioria das pessoas – ao ter que escolher entre tomar uma atitude corajosa ou tirar o seu da reta, acho que a maioria escolheria se salvar. Isso não nos torna maus; nós somos assim mesmo. É isso que diferencia pessoas como o Fred Hampton do O’Neal e da maioria das pessoas. O Hampton escolhe o caminho mais difícil. Ele toma todas as suas decisões com base em determinados princípios.

Para mim, havia vários desafios envolvidos em interpretar o O’Neal. O presidente Fred e seu legado são muito importantes para mim. Outra questão é que eu adorei o fato de o Daniel interpretar o Fred. Às vezes, eu achava que a história e a realidade se confundiam e o conflito interno que você vê em mim não era ficção. Isso mostra o trabalho excelente feito pelos roteiristas e atores, principalmente o Daniel, além do clima criado pelo Shaka. Houve dias em que eu fui para casa perturbado.

encerra Stafield sobre seu personagem

Inspirado em acontecimentos reais, o longa segue o informante do FBI William O’Neal (LaKeith Stanfield) se infiltra no Partido dos Panteras Negras de Illinois e tem a missão de manter o controle sobre seu líder carismático, o presidente Fred Hampton (Daniel Kaluuya). Um ladrão de sucesso, O’Neal revela o perigo de manipular seus companheiros e seu treinador, o agente especial Roy Mitchell (Jesse Plemons). As proezas políticas de Hampton crescem enquanto ele se apaixona pela colega revolucionária Deborah Johnson (Dominique Fishback). Enquanto isso, uma batalha se trava pela alma de O’Neal. Ele se alinhará com as forças do bem? Ou irá subjugar Hampton e Os Panteras por qualquer meio, como exige o diretor do FBI J. Edgar Hoover (Martin Sheen)?

Judas e o Messias Negro está em cartaz nos cinemas desde 25 de fevereiro.

Postagens Relacionadas
Leia Mais

Na Mesma Onda

Se encaixando perfeitamente no cânone dos romances adolescentes em que um ou ambos os amantes estrelados estão morrendo, Na…
Leia Mais

As Loucuras de Rose

Ter um sonho e correr atrás para realizá-lo é algo muito comum em muitas vidas. Mas nem sempre…