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Samsung Galaxy Book S | O i5 reimaginado

A Samsung lançou no Brasil o primeiro Notebook da Linha Galaxy, o Galaxy Book S e ele chega com uma pegada bastante empolgante, se olharmos só para specs. Eu tive uns dias para usar o Notebook e quero falar com você um pouco da minha experiência.

Experiência de Unboxing que empolga

Tirar o Galaxy Book S da caixa foi a mesma de tirar o MacBook Air. Desculpa, mas essa é a primeira impressão que eu tive. Mas ao mesmo tempo, após retirar o notebook da caixa, também parecia que eu estava pegando um Tablet de 13″ na mão.

O que reforçou ainda mais a sensação de que tinha um Tablet ali dentro foram os acessórios da caixa. Um Cabo Type-C nas duas pontas, o adaptador de parede de 25W e um adaptador de Tipo-C para Tipo-A. Experiência bem parecida também com a vivenciada com o Tab S7.

Fonte: Samsung Divulgação

Corpo e construção

O Galaxy Book S é bastante fino, sendo 0.68 cm na parte mais fina e 1,18 cm na área mais espessa, onde ficam os dois conectores USB-C, sendo um de cada lado. Ele também é leve, pesando apenas 950g, o que é bastante para um notebook que aguenta até dez horas de uso (apesar da Samsung prometer 13 horas).

O corpo tem metal no exterior e plástico com textura emborrachada na parte interna. O fato de mesclar os dois materiais não retira o aspecto premium do dispositivo e ainda ajuda na usabilidade, já que o metal tende a aquecer e incomodar após muito tempo de uso contínuo. Como a área de plástico fica justo na região de apoio para as mão, o calor não é sentido com a mesma intensidade, isso é algo positivo. E também ajuda bastante a evitar o acúmulo de marcas engorduradas.

Seu teclado tem um tamanho bom para digitação, sendo bastante confortável e já vem no padrão ABNT 2, que garante que tudo vai estar no lugar que você está acostumado a usar. A Samsung, por querer entregar o notebook mais compacto, levou o teclado até o extremo, o que é bom por um lado, afinal o teclado se mante num tamanho legal, mas o corpo em si diminui. Por outro lado é ruim, pois o som vai sempre para a parte de baixo do aparelho, o que acaba abafando e prejudicando a experiência.

Encerrando com o Touchpad, o Tamanho agrada bastante, mas te melhores, afinal, o notebook tem um corpo bastante reduzido, mas ele consegue ser bastante preciso e gostoso de usar. Você consegue deslizar o dedo sem problemas sobre o touchpad e ele suporta multi toques.

Tela

Detalhe da Borda super fina do Galaxy Book S
Crédito da Imagem – EscolhaSegura (Meu Job Principal)

Falando de tela, mas ainda nesse ponto da construção, eu posso dizer que ele é bastante agradável! As bordas em volta da tela do Galaxy Book S são bastante finas, tal qual muitos notebooks vêm trazendo, mas ela entrega um aspecto de smartphone ou tablet, o que traz um charme e também entrega a proposta de pertencer a linha galaxy.

A resolução do painel IPS LCD é 1920×1080, Full HD, 600 nits de brilho e boa definição de cores. Ele não é o mais fiel, mas ainda fica bastante a frente de vários concorrentes. Seu tamanho exato é 13,3 polegadas e tem suporte a toques direto na tela.

E se você não se adaptar ao tamanho ou estilo do touchpad, pode usar a tela para acessar suas coisas, isso ajuda muito mais na usabilidade do dispositivo e entrega mais opções.

E para encerrar essa questão de tela, preciso comentar que você pode usar as duas portas USB-C para ligar um monitor externo, no entanto eu não consegui fazer com que ele funcionasse com duas telas simultâneas. Mas é bom saber que você pode tanto carregar, como ligar um monitor externo em qualquer uma das portas.

Processamento

Como o título entrega, esse notebook tem um chipset Core i5 de 10ª geração, mas não vai se empolgando não, pois ele não é o chipset mais poderoso que a Intel já produziu. O Core i5 L16G7 tem uma variante de Clock entre 1.4 GHz e 3 GHZ, cinco núcleos e cash de 4 MB.

Na prática, você tem um núcleo da família Ice Lake de 3 GHz, enquanto os outros 4 núcleos são da família Celeron, rodando nos 1,4 GHz. Isso é o que a Intel tem chamado de construção híbrida, mais ou menos o que a Qualcomm faz com a ARM em seus Snapdragons, explicando aqui de forma bem grosseira e superficial.

Mas voltando ao assunto, essa é a estratégia que a Intel achou para tentar mesclar “potência” com economia de energia, sem contar na produção de calor. Infelizmente, a Intel errou em TUDO aqui.

O Galaxy Book S é capaz de rodar alguns programas simples e até arriscar no Photoshop pra uma thumb, mas ele não consegue rodar programas de gráfico 3D ou jhogos. Não espere isso dele. Tanto pela sua expessura, como pelo seu processador, fazer tarefas diárias não é um foco aqui.

Para o meu tipo de trabalho, que é redação todo dia, assistir vídeos e filmes, fazer uma edição ou outra no Photoshop, ele atende bem. Para minha faculdade que tem exigido programas de renderização 3D mais pesados, ele não conseguiu abrir os programas sem travar e um específico nem pôde ser aberto. Realmente faz falta um pouco mais de poder bruto aqui, ou até mesmo uma placa de vídeo externa ao processador como a MX250.

Crédito da Imagem – EscolhaSegura (Meu Job Principal)

Memórias

Quanto as memórias, ao contrário do processador, elas não decepcionam. Você tem a opção de 256 ou 512 GB de armazenamento que vem soldado na placa, ou seja, sem upgrades por aqui. Sua memória Flash EUFS consegue se sair melhor que o SSD SATA, mas ainda abaixo do NVMe. Não é ruim, afinal ele liga em poucos segundos, abre os programas e arquivos de forma bastante rápida e consegue se manter ágil mesmo com o aparelho um pouco mais quente.

Na parte inferior temos um leitor de MicroSD que pode incluir até 1TB, mas memórias removíveis nunca duram muito tempo, então busca um cartão que dê ao menos 5 anos de garantia, caso você queira muito.

Infelizmente a Samsung não trouxe uma opção extra de RAM, colocando apenas 8 GB, também soldada, aqui. Para o que o Samsung Galaxy Book S consegue fazer, isso é mais que o suficiente, mas ter opções sempre é bom.

Preço e disponibilidade

Falar de preço em um momento de crise na saúde e na economia do país é bastante difícil, já que o Real foi a moeda que mais desvalorizou nos últimos meses. Mesmo assim, eu não vou passar pano para a Samsung e tentar justificar nada, estou contando com sua inteligência para fazer isso.

A marca está cobrando entre R$7199,00 pelo modelo de 256 GB e R$7499,00 pelo modelo de 512. O modelo Mercury Gray só será comercializado na versão com menos armazenamento, enquanto a versão mais cara fica com a cor Earthy Gold.

São preços estrondosos, muito acima do que vale realmente essas configurações e eu sei que você vai pensar que por esse preço monta um PC gamer pra jogar Cyberpunk, mas ele não terá tela sensível ao toque, não terá duração de 10h de energia e nem mesmo 1,18 ou 950g.

O seu teclado não terá sensor de digitais e você não poderá carregar ele por onde desejar. Então, esse é o preço que a Samsung acha relevante cobrar por um notebook ulta fino, ultra leve e ultra portátil.

-Ah Clayton, então você pagaria TUDO ISSO por um notebook desse?

-Não! Ele me atende no trabalho, mas não me atende na Faculdade. Ele não consegue rodar os softwares que eu costumo usar para criar projetos 3D e programar. Não dá para editar podcast e vídeo nele e não curto o som dele, mesmo ele tendo 4 saídas.

Tem Promoção

Se você comprar um Galaxy Book S entre os dias 22/2 à 11/3 e se cadastrar no site da Samsung, você leva um Galaxy Buds Live de brinde. Mas só vale em varegistas cadastrados, então consulte o site da Summy.

Mas então, me diz aí, você compraria? Curtiu esse tipo de texto aqui no Site? Eu estava com saudade de escrever para vocês! Até mais.

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