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Alice in Borderland

Com a segunda temporada já confirmada, Alice in Borderland é uma produção incrível que te prende do início ao fim. Baseada no mangá de mesmo nome de Aso Haro, a obra traz referências e influências da literatura juvenil moderna, e também aos games, que é o foco principal do enredo.

Livremente baseado no universo criado por Lewis Caroll de Alice no País das Maravilhas, como o próprio nome Alice In Borderland sugere, o universo da série se passa em uma Tóquio paralela ao nosso mundo, onde todos que estão ali precisam zerar jogos se quiseram sobreviver.

Em meio à cidade de Tóquio repleta de luzes, prédios altos e muitas cores, o desafio enfrentado pelos personagens parece um grande cenário de videogame, assim como as características físicas e personalidades de cada pessoa. Entre os protagonistas, temos um bartender descolado com o cabelo descolorido, um nerd com roupas “sérias” que se deixar levar pela emoção e um viciado em videogame que usa roupas básicas e largadas, que lida com problemas familiares.

E vamos as referências: Em inglês o nome original da obra de Caroll é Alice in Wonderland. Isso porque, assim como no conto de fadas, as cartas de baralho e seus símbolos representam alguma coisa, e na série é a dificuldade de cada jogo. Alguns são levados mais pela lógica e outros envolvem traição e sentimento. Já o termo “border”, que inglês significa fronteira, faz referência aos jogos estarem acontecendo, aparentemente, somente em Tóquio, e o objetivo deles é sair de lá.

Eis que houve inspirações de outras franquias ao desenvolver o filme, e entre eles está Jogos Mortais. Os jogadores são obrigados a vencer desafios que podem e envolvem a morte de outros participantes se quiserem sobreviver. Mas os desafios de Alice in Borderland não são nada comparados aos da franquia de filmes. Na série, os jogos não acontecem por acaso e existem pessoas, seres, alienígenas, seja lá o que forem os criadores desse jogo perverso, que exige, direta ou indiretamente, que os participantes matem os outros para sobreviver. E isso nos leva a outra referência: Jogos Vorazes, outra adaptação literária que mostrava pessoas, lideres sádicos que se divertiam vendo jovens sendo jogados em uma arena para lutarem até morrer.

Alice in Borderland é uma série que pode ser considerada um mangá em live action, trazendo referências da cultura pop, entre filmes e videogames, e é uma grande surpresa para quem estava esperando um drama japonês e uma história menos intensa. A trama de fato é bem desenvolvida e cheio de momentos de tensão que te predem aos oito episódios, e mal se vê o tempo passar.

Os efeitos especiais conquistam por si só, mesmo que nem sempre perfeitos, e se completam na criação de uma obra japonesa de respeito que cumpre com maestria o seu papel principal: entreter. O grande mérito de Alice in Borderland é que a violência não é gratuita, e tudo tem um motivo para acontecer, e acrescenta a história. Assim não é só um monte de cabeças cortadas, e sim fatos que desenvolve os personagens.

Alice in Borderland fecha com um episódio final surpreendente e cheio de surpresas e com a boa recepção que houve, não foi surpresa a segunda temporada ter sido anunciada pela Netflix. Já estamos no aguardo de mais respostas.

Alice In Borderland

Alice In Borderland
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Um gamer e dois amigos são transportados para uma versão paralela de Tóquio, onde precisam participar de diversos jogos mortais caso queiram sobreviver.
Um gamer e dois amigos são transportados para uma versão paralela de Tóquio, onde precisam participar de diversos jogos mortais caso queiram sobreviver.
4/5
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