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Círculo de Fogo: The Black (Pacific Rim)

Quando estreou nos cinemas, em 2013, ”Círculo de fogo”, do diretor Guillermo del Toro, surpreendeu muita gente. Naquela época, poucos filmes de super-heróis haviam chegado perto da abordagem única que o longa oferecia. Infelizmente, a produção não se tornou um grande sucesso e sua sequência, ”Círculo de fogo: A revolta” (2018), dirigida por Steven S. DeKnight, também não agradou o público, e a franquia foi deixada de lado. Isso até a Netflix resolver transformá-la em uma série animada, uma ótima decisão inclusive.

A série animada retoma as lutas entre os Jaegers – grandes máquinas de combate e monstros extraterrestres cujo objetivo é destruí-la – os Kaiju. A trama se passa no momento em que os Kaiju estão em processo de invasão, e a Oceania é o primeiro continente a “cair”.

Se passando na Austrália, The Black acompanha Taylor (Calum Worthy) e Hayley (Gideon Adlon), os filhos de dois pilotos Jaeger desaparecidos, que estão tentando sobreviver em um país dizimado por Kaiju, contando apenas com a força de vontade e derivação neural, enquanto pilotam Atlas, um velho Jaeger da terceira geração que era usado para treinar cadetes, e o pior de tudo: desarmado. Mas se vale com a presença de Loa, a inteligência artificial que os auxiliam em combate.

Os dois partem em busca de seus pais, que estão desaparecidos, e em meio ao caminho descobrem um mundo perigoso, com pessoas sobreviventes perigosas, em meio a lutas de vida e morte não só contra os Kaiju, mas também contra humanos.

animação The Black da Netflix. Na imagem, Taylor e Hayler pilotando um jieger, maquina que combate os kaijus, extraterrestres monstruosos que ivadiram o mundo

Círculo de Fogo: The Black resgata muito da atmosfera mais dark do primeiro filme. A animação não apresenta muitas lutas contra os Kaijus, mas todas que aparecem são bem uma beleza aos olhos. O anime também deixa claro que os robôs não estão em vantagem e, por mais que os humanos tenham progredido na criação de grandes máquinas, ainda não é o suficiente para impedir a invasão, apenas sobreviver a ela.

Outro personagem que reforça esse clima mais adulto é o Shane (Andy McPhee), um ladrão que está decidido a ser o homem mais poderoso de The Black – área que ficou conhecida por ser um dos lugares mais perigosos da Austrália, por ter mais Kaiju – e inclusive tira vantagens dos monstros tanto quanto pode para conseguir sua ambição. Outro fato que também denota um clima mais obscuro é a violência. Que mesmo não tão explicita, está ali, com personagens explodindo, levando tiros e sangrando.

O ponto alto desta produção é a animação. Linda e de encher os olhos, as cores, os traços de cada personagem, os cenários, os Kaiju – e os detalhes deles – as lutas… toda a arte visual deste anime é incrível. Feita estúdios Polygon, eles realmente entregam um trabalho de qualidade e com impecabilidade. Sem dúvida um dos animes mais bonitos visualmente que já tive o prazer de assistir.

Uma segunda temporada de The Black já foi solicitada, o que me agrada, pois então teremos a oportunidade de saber se Taylor e Hailey encontrarão os pais – vivos ou mortos – e também, o que está acontecendo no resto do mundo. Já estou ansiosa para ver mais deste universo que tem muito a ser explorado. Excelente, a animação já está no catalogo da Netflix, na integra com 7 episódios da primeira temporada.

Pacific Rim: The Black

Pacific Rim: The Black
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Houve um tempo em que os monstros Kaiju saíam do Oceano Pacífico e enfrentavam a resistência dos Jaegers, robôs de defesa gigantes. Mas agora as coisas são bem diferentes. A Austrália foi dominada pelos Kaiju e o continente todo foi desocupado. Deixados para trás, os irmãos Taylor e Hayley embarcam em uma busca desesperada pelos pais. A única esperança de sobreviver a essa missão é aprender a pilotar um antigo Jaeger abandonado.
Houve um tempo em que os monstros Kaiju saíam do Oceano Pacífico e enfrentavam a resistência dos Jaegers, robôs de defesa gigantes. Mas agora as coisas são bem diferentes. A Austrália foi dominada pelos Kaiju e o continente todo foi desocupado. Deixados para trás, os irmãos Taylor e Hayley embarcam em uma busca desesperada pelos pais. A única esperança de sobreviver a essa missão é aprender a pilotar um antigo Jaeger abandonado.
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