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Nova Ordem Espacial

As vezes me pego imaginando como será o futuro daqui a 100 anos ou mais. Era certo que no século passado pessoas imaginavam que os anos 2000 seria a época que andariamos em carros voadores, teriamos moradias no espaço, e a ciência seria milagrosa. Estranho pensar que todos eles estariam bem decepcionados ao ver que não estamos tão evoluidos quanto eles imaginavam. Em filmes de ficção científica onde o futuro é retratado, uma coisa é certa, em sua grande maioria o mundo foi destruido pelos humanos. Eis que todos entram em acordo quando se trata da destrutividade do homem. Nova Ordem Espacial é o novo filme de Sci-Fi da Netflix. Um drama coreano, que arrepia a gente (e modéstia a parte, dá de 10×0 em alguns filmes de Hollywood)

É 2092 e o mundo está em colapso. A terra não produz, o sol está mais fraco, o ar é rarefeito e tóxico e a humanidade está dividida. Os ricos, vivem no espaço. Em um mundo artificial, porém com todas as estruturas necessárias para sobrevivência. Nossos projetos como a migração para Marte que se tornou habitável, está sendo possível. Porém os pobres, eles vivem na terra ou servem como catadores de lixos espaciais.

Um grupo conhecidos como Victory são os melhores coletores, e acabam por encontrar uma criança procurada pelo governo. Então para conseguir uma boa grana e se darem bem, esse grupo tenta vender essa criança, porém ao descobrir que na verdade ela é muito mais que só uma criança procurada, e que o futuro da terra pode estar em suas mãos, esse mesmo grupo agora precisará protegê-la com a própria vida se precisar.

A fórmula que dá certo

Dizer que a cultura Sul Coreana está entre as mais populares do mundo é eufemismo. K-Pop é um dos generos mais escutados, Parasita de Bong Joon-Ho são os vencedores do último Oscar, e a netflix tem uma longa lista de produções coreanas que trazem esses conteúdos em destaque. Porém diferente de produções mais alternativas, ou de dramas mais românticos, Nova Ordem Espacial é um verdadeiro blockbuster, bem no estilo de 1990 que marcou Hollywood.

Nova Ordem Espacial é mais bem-sucedido ao abraçar desavergonhadamente tanto a aventura quanto a sua disposição por reafirmar velhas fórmulas. Embora os personagens principais e a produção sejam coreanos, aqui eles não expressam o desejo de associar o patriotismo a nenhum aspecto. Desse modo, o longa não acompanha o discurso nacionalista tão presente nos filmes futuristas norte-americanos e russos, por exemplo, especialmente durante o período da Guerra Fria, quando a corrida pela soberania espacial foi decisiva e uma ferramenta geopolítica.

Não é muito dificil perceber para onde o roteiro caminha. E sim, há muitos clichês inclusos. A fórmula já conhecida aqui funciona muito bem, e não é atoa que pode vir a ser um dos queridinhos do público geral. O filme se destaca por seus efeitos especiais muito bem feitos, e apesar de seu roteiro simples e clichê, consegue inserir algumas características que faz o filme se diferenciar de outros.

Questões como hombriedade, solidariedade e a disponibilidade admirável pelo sacrifício em função dos bens maiores, são características que se destacam no filme, principalmente nos tempos em que vivemos, onde muitas pessoas nem adotam pequenas ações sociais para frear a pandemia – como usar máscaras, manter distância e se vacinar – mesmo em uma estrutura narrativa muito simples, testemunhar quem pensa na coragem coletiva primeiro é revigorante.

Outra coisa bem legal é que o filme trata-se de uma obra internacional. Ninguém fala uma única lingua. Há personagens de diversos países e cada um fala sua lingua, e todos se entendem graças a um tradutor simultâneo. Fico feliz por produções de outros países se lembrarem que não é só o inglês a lingua existente no mundo.

Por fim, Nova Ordem Espacial é um filme que fala sobre a humanidade, em um mundo futurístico que usa o Espaço e as possíbilidades futuras como pano de fundo para contar uma história sobre nós.

Nova Ordem Espacial

Nova Ordem Espacial
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No ano de 2092, a Victory é uma entre várias espaçonaves que vivem de coletar lixo espacial. Tripulada pelo gênio da pilotagem Tae-ho (Song Joong-ki), pela misteriosa ex-pirata espacial Capitã Jang (Kim Tae-ri), pelo engenheiro Tiger Park (Seon-kyu Jin) e pelo robô militar reprogramado Bubs (Yoo Hai-jin), a Victory supera todas as outras naves na busca por detritos. Após pegar um ônibus espacial quebrado em sua mais recente jornada, a tripulação encontra uma menina de 7 anos lá dentro. Em pouco tempo, o grupo percebe que ela é o robô humanoide procurado pelas autoridades e decide cobrar um resgate para entregá-la.
No ano de 2092, a Victory é uma entre várias espaçonaves que vivem de coletar lixo espacial. Tripulada pelo gênio da pilotagem Tae-ho (Song Joong-ki), pela misteriosa ex-pirata espacial Capitã Jang (Kim Tae-ri), pelo engenheiro Tiger Park (Seon-kyu Jin) e pelo robô militar reprogramado Bubs (Yoo Hai-jin), a Victory supera todas as outras naves na busca por detritos. Após pegar um ônibus espacial quebrado em sua mais recente jornada, a tripulação encontra uma menina de 7 anos lá dentro. Em pouco tempo, o grupo percebe que ela é o robô humanoide procurado pelas autoridades e decide cobrar um resgate para entregá-la.
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