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Estúdios Ghibli | Contos de Terramar

Contos de Terramar é baseado livremente nos livros de mesmo nome de Ursula K. Le Guin. O filme foi a estreia de Gorô Miyazaki, filho do aclamado diretor Hayao Miyazaki.  O então pouco experiente Gorô Miyazaki, que, com muito a provar e uma grande expectativa a suprir, acabou por conquistar uma recepção mista entre tantas frentes para seu trabalho de estreia.

Contos de Terramar vai contar a história e Arren um príncipe fugitivo de seu reino, que é aparentemente controlado por uma força inexplicavel que o causa período de extremas violência. Ainda fugindo depois de matar seu pai, Arren é salvo de ser comido por lobos por um feiticeiro chamado Gavião. Os dois então partem em busca de respostas para o que vem causando grande desastre nas terras que vivem.

Diferente dos filmes do Ghibli que tive o prazer de ver até o momento, este com certeza foi o mais diferente, por exatamente não ter a assinatura de Hayao na direção. No entanto isso não faz com que o filme não tenha seus pontos positivos. No entanto, aqui o longa possuí um ritmo e clima diferente dos demais filmes do estúdio.

Enquanto em Princesa Mononoke temos um ritmo muito mais frenético, e com grandes críticas, em Contos de Terramar, o filme segue um ritmo muito mais devagar e polido. Comparo, pois de certa forma, os dois filmes possuem um alto nível de critica quanto a ganancia do homem.

Contos de Terramar inicia com um ritmo intenso. São apresentados dragões, feiticeiros, guerreiros e outros arquétipos fantasiosos do universo mítico que a animação retrata. No entanto, vejo que por se tratar de uma adaptação livre em referência a muitos livros (a antologia tem seis livros), a obra não consegue determinar um único foco, deixando muitas pontas soltas e perguntas que não são respondidas.

Mas apesar desta triste falha de roteiro, o filme apresenta cenários lindos com paletas de cores deslumbrantes. Os filmes 2D tem um charme que sempre me chama muito atenção, com os traços mais simples, mas ainda sim cheio de detalhes que podem ser observados. E aqui os animadores tem o cuidado de nos presentiar com bélissimas paisagens e paletas de cores incríveis.

A verdade é que apesar das falhas, Contos de Terramar é um filme bom. decerto que as expectativas sobre esse filme é o fato de ser dos Estúdios Ghibli, e em comparativo com os filmes dele, pode ser sim considerado uma obra fraca. É uma animação de excelente qualidade, bem-executada e agradável, mas sempre temos a sensação de que o resultado poderia ter sido superior. A griffe Ghibli nos acostumou muito mal.

Por fim Contos de Terramar te deixa a mensagem da superação do lado sombrio de cada um, assim como da aceitação da mortalidade e das limitações humanas em uma época na qual onipotência e eternidade são vendidas ilusoriamente pela tecnologia pós-moderna. Mesmo que tenha tratado o assunto de uma forma rasa e superficial.

Contos de Terramar

Contos de Terramar
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Estranhos incidentes fazem com que o mago Ged investigue o que anda afetando o equilíbrio das coisas. Em sua perscrutação, ele conhece o príncipe Arren, que relata estar sendo perseguido por algo sombrio. Durante a jornada juntos, eles percebem que o mundo encontra-se em desarmonia.
Estranhos incidentes fazem com que o mago Ged investigue o que anda afetando o equilíbrio das coisas. Em sua perscrutação, ele conhece o príncipe Arren, que relata estar sendo perseguido por algo sombrio. Durante a jornada juntos, eles percebem que o mundo encontra-se em desarmonia.
3/5
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