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Uncle Frank

Eu sou fraca para qualquer drama. Eis a verdade. Filmes assim me encantam, e Uncle Frank não decepcionou em nenhum aspecto.

Uncle Frank é uma comédia dramática original da Amazon Prime Vídeo. Foi escrita e dirigida por Alan Ball, e é estrelado por Paul Bettany, Sophia Lilis e Peter Macdissi.

O longa conta a história de Frank, e sua sobrinha Beth em uma viagem de carro, depois da morte do pai / avô deles. Frank é o filho mais velho e é gay, e vemos ao longo do filme enfrentando seu passado, e também o preconceito existente com a comunidade LGBT+.

Sutileza da história

Alan Ball traz uma história linda e cativante. A naturalidade com que ele consegue fazer a história apresentada fluir é espetacular. É sutíl e muito inteligente trazer a história pelo ponto de vista da Beth. A sua visão mais pura e inocente torna a narrativa muito mais leve, e os momentos onde o desprezo e preconteito muito mais distinto e chocante.

Não consigo discrever um momento histórico onde foi mais fácil ser gay. Mesmo hoje em dia onde tratamos o assunto com mais liberdade, ainda existem tantas amarras do que diz respeito a comunidade LGBT+ que é angustiante. E mesmo se passando na década de 1970, é impossível que alguém que faça parte desta minoria não se identifique de alguma forma.

Uncle Frank apresenta um final feliz. A família de Frank o aceita como ele é, e isso deixa aquele sentimento de felicidade, mas ao mesmo tempo traz o sentimento de tristeza, porque muitas famílias não são abertas a isso. No entanto precisamos de finais felizes assim. A vida real pode ser triste demais.

Religiosidade

Decerto que não seja surpresa que esse tópico seja retratado aqui. A religião sempre foi um pilar muito forte para justificar o preconceito com os LGBT+. Em Uncle Frank, Ball também a insere em sua história. Aqui a religião é mostrada através do pai de Frank.

Ball nos apresenta uma cena pesadíssima quando o reverendo está fazendo o velório de pai Mac dizendo o quanto ele era bom, e que ele não vacilava em fazer o bem a todos, e que era um pai amoroso e etc etc etc, enquanto mostra o passado de Frank quando Mac ameaça matar a ele e o jovem que ele amava, se eles se econtrassem novamente, usando da religião para justificar este ato.

Uma história comovente

Por fim Uncle Frank se apresenta como uma obra linda, com uma história rica, sutil e real sobre a vida de um homem que escondeu quem era por toda sua vida, mas que ao se aceitar, ao deixar o medo de lado encontra um caminho de paz para si e todos ao seu redor.

Sem errar, e com incríveis atuações, o filme é uma obra de arte que conta sobre a vida, sobre escolhas e sobre aceitar ser quem é, e não o que os outros esperam.

Uncle Frank

Uncle Frank
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Em Uncle Frank, em 1973, a adolescente Beth Bledsoe deixa sua cidade natal na zona rural do sul dos Estados Unidos para estudar na Universidade de Nova York, onde seu amado tio Frank é um reverenciado professor de literatura. Ela logo descobre que Frank é gay e mora com seu parceiro de longa data, escondendo o fato por anos. Após a morte repentina do pai, Frank é forçado a voltar para casa de sua infância, com relutância, para o funeral, e finalmente enfrentar um trauma do qual ele passou toda a sua vida adulta fugindo.
Em Uncle Frank, em 1973, a adolescente Beth Bledsoe deixa sua cidade natal na zona rural do sul dos Estados Unidos para estudar na Universidade de Nova York, onde seu amado tio Frank é um reverenciado professor de literatura. Ela logo descobre que Frank é gay e mora com seu parceiro de longa data, escondendo o fato por anos. Após a morte repentina do pai, Frank é forçado a voltar para casa de sua infância, com relutância, para o funeral, e finalmente enfrentar um trauma do qual ele passou toda a sua vida adulta fugindo.
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