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Bridgerton | 1ª Temporada

Bridgerton a mais nova série adaptada da Netflix, que tem na produção Shonda Rhimes, responsável por séries aclamadas como “How to Get Away with a Muder“, “Scandal” e “Gray’s Anatomy“. Baseado na série literária de mesmo nome da autora Julia Quinn, esta que é publicada pela Editora Arqueiro aqui no Brasil.

A série literária conta com nove livros, sendo cada um deles equivalente a um dos membros da família Bridgerton, e o último sendo um extra que conta um segundo epílogo das histórias anteriores contadas.

O primeiro livro intitulado O Duque e Eu é a base para toda a primeira temporada da série e vai conta a história da Daphne, a quarta filha em ordem de nascimento, porém a filha mais velha entre as meninas.

Sinopse

É Londres de 1813, e Daphne (Phoebe Dynevor) acabou de debutar, e agora pode adentrar ao mercado de casamento e participar de bailes e soirées onde tem a oportunidade de conhecer cavalheiros que estão a procura de uma esposa. Em um desses bailes, depois de uma certa confusão – e um bom soco de direita – ela conhece Simon (Regé-Jean Page), o Duque de Hasting. O jovem solteiro acabou de retornar de uma longa viagem pelo exterior, e está querendo fugir das mamães dragões que praticamente joga suas filhas solteiras em seu colo.

Em um acordo mútuo, os dois começam a fingir um cortejo, mas Daphne e Simon começam a perder a noção de que na verdade tudo isso não é real. E depois de uma certa descoberta comprometedora, tanto Daph quanto Simon precisarão tomar um decisão muito difícil.

A narrativa de Bridgerton

Uma das coisas que mais gosto em adaptações, inegavelmente, é que a narrativa sempre pode se expandir para contar muito mais lados da mesma história, e aqui em Bridgerton é exatamente isso que acontece. Enquanto no livro temos a limitação da narrativa que acontece somente pelo ponto de vista de Daphne e Simon, na série pode explorar outros acontecimentos que no livro não caberia.

Simon e Daphne na série Bridgerton de braços dados em um baile
BRIDGERTON (L to R) REGƒ-JEAN PAGE as SIMON BASSET and PHOEBE DYNEVOR as DAPHNE BRIDGERTON in episode 102 of BRIDGERTON Cr. LIAM DANIEL/NETFLIX © 2020

Então vemos Anthony (Jonathan Bailey) – o irmão mais velho e o Visconde responsável por toda a família Bridgerton – com seu dilema de ser o chefe da casa. Temos o Benedit (Luke Thompson) e o sua paixão pela pintura. O Colin (Luke Newton) ainda numa fase de amadurecimento. A mente brilhante da Eloise (Claudia Jessie) em destaque. Temos também os dilemas da família Featherington, e também uma panorâmica geral de como era a alta sociedade em si.

Personagens secundários em Bridgertons

No entanto, essa mudança na narrativa deixou a série muito mais recheada, e me agradou muito, porque não só temos outros acontecimentos ao redor de Daphne e Simon. Aqui recebemos explicações sobre assuntos que acabou não desenvolvido nos livros, como história da Marina (Ruby Barker), que aparece somente em “Com Amor, para Sr. Phillip“, o sexto livro.

Temos também Sienna (Sabrina Bartlett) que aqui ganha o próprio arco, enquanto no livro “O Visconde que me Amava” faz uma aparição rápida. Nisso, posso dizer com a boca cheia: Bridgerton não falha.

Diferença entre o livro e a série

Mas essas mudanças apesar de brilhantes, trouxeram mudanças para alguns personagens que me deixou um pouco preocupada. Principalmente no que diz respeito a Anthony, que nos livros é apresentado como um homem muito responsável, que cuida firmemente de sua família, e protetoramente feroz.

Em Bridgerton, a mudança de sua personalidade, pode até trazer momentos mais cômicos, mas também muda sua narrativa, deixando a entender que é um coração partido que resultará em seu casamento num futuro. E para quem leu os livros, sabe que seus motivos são muito mais profundos. (Isso aqui é expectativas para segunda temporada?)

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Certamente não preciso nem mesmo mencionar que Eloise Bridgerton e sua mente maravilhosa, é o destaque da série, não é? A garota é dona dos melhores quotes. Acima de tudo, sua implacabilidade de se mostrar completamente adversa a participar da próxima temporada rende boas risadas e momentos de reflexão.

No fundo ela tem razão: ser obrigada a ficar desfilando de baile em baile só pra conseguir um casamento, como se isso fosse tudo na vida de uma mulher? Ela não concorda muito com isso, e de fato, ela não está errada.

Eloise e Penelope sentadas no Sofá em série Bridgetons

Inesperadamente, Benedit foi o que mais me surpreendeu. O que dizer, sabemos que todos esses meninos são libertinos com “L” maiúsculo, mas me pegou realmente de surpresa suas libertinagens. O que dizer, eu realmente vivi o meme do pica-pau “o nenê não é nenê“. Pois é, Bridgerton me surpreendeu sendo um série +16. Eu esperava? Sim. Mas de qualquer forma foi uma surpresa.

Daphne e Simon em Bridgerton

Bem, mas vamos falar do casal principal, que pra mim foi o que menos sofreu alteração na hora de adaptar. Mas achei a Daphne da série menos amigável demais. Na série ela, não só é muito mais determinada como, com certeza, muito mais desaforada.

Enquanto nos livros, ela é muito bondosa, a ponto de se preocupar de manter “confortável” – depois de dar um belo soco – um cara que a estava importunando, na série ela é muito mais posicionada e ciente de sua beleza, e também é mais desbocada. Ela chega a discutir seriamente com Violete (Ruth Gemmell) em um certo momento da trama.

Simon, na verdade, é o mesmo cara dos livros. Sério, é o mesmo. Eu li o livro, e vi a série logo em seguida, não há diferença em sua personalidade. E verdade seja dita, Regé é perfeito no papel do Duque. Simplesmente não dá pra imaginar outra pessoa que não ele.

Conclusão

E bom, além da narrativa que foi muito bem explorada, Bridgerton também é belíssima visualmente. Tanto nos cenários – apesar do muito uso de CGI – os figurinos e maquiagem são maravilhosos, e a trilha sonora é perfeita. Certamente você reconhecerá uma ou outra música. A série também vai trazer muitas referências dos livros futuros que com sorte serão adaptados futuramente. E claro também faz menção ao fã clube com a aparição de uma abelhinha na porta dos Bridgerton logo no primeiro episódio.

Muito bem escrita, desenvolvida e produzida, Bridgerton chega na Netflix e decerto é uma das melhores séries que tive o prazer de assistir esse ano. Estreando dia 25 na plataforma, estou na torcida para que a recepção seja muito boa por parte do público e que uma renovação logo mais seja anunciada.

Ah, e aqui vale uma mensão: Lady Whistledown é uma verdadeira surpresa na série.

Bridgerton

Bridgerton
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A série acompanha Daphne, filha mais velha da poderosa família Bridgerton, que precisa conseguir um bom casamento, mas também espera encontrar o verdadeiro amor. Em Londres, no Período Regencial, esse sonho parece impossível. Ainda mais quando o irmão começa a descartar todos os pretendentes, e a misteriosa Lady Whistledown espalha fofocas sobre ela na alta sociedade. É aí que entra o rebelde Duque de Hastings, solteiro convicto e cobiçado por todas. Apesar de dizer que não querem nada um com o outro, surge uma forte atração entre os dois, que precisam lidar com essa relação cheia de joguinhos psicológicos e com as expectativas da sociedade para o futuro deles.
A série acompanha Daphne, filha mais velha da poderosa família Bridgerton, que precisa conseguir um bom casamento, mas também espera encontrar o verdadeiro amor. Em Londres, no Período Regencial, esse sonho parece impossível. Ainda mais quando o irmão começa a descartar todos os pretendentes, e a misteriosa Lady Whistledown espalha fofocas sobre ela na alta sociedade. É aí que entra o rebelde Duque de Hastings, solteiro convicto e cobiçado por todas. Apesar de dizer que não querem nada um com o outro, surge uma forte atração entre os dois, que precisam lidar com essa relação cheia de joguinhos psicológicos e com as expectativas da sociedade para o futuro deles.
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