Mulher Maravilha 1984

Desde a CCXP 2019 com aquele painel inesquecível com Gal Gadot e Patty Jenkins o hype para Mulher Maravilha 1984 estava tão alto que tocava o céu. Uma nova história da heroína chegaria aos cinemas, com novos vilões e uma nova armadura; O pessoal foi a loucura. Covid-19 atrasou todos os planos, mas finalmente o filme estreia nos cinemas uma semana antes do Natal.

Bem, a verdade é que eu não estava com expectativas muito alta para esse filme, não que eu não esperasse que fosse bom, mas não sou ligada a filmes da DC e nem a seus heróis. Então ver o filme acabou sendo muito divertido, mesmo que provavelmente eu tenha perdido algumas coisas, que fãs mais assíduo com certeza notou.

O filme abre mostrando a cultura e a moda da época, com narração do Maxwell Lord (Pedro Pascal) dizendo que podemos ter o que queremos, basta desejar. E então mostra também algumas situações, onde Diana (Gal Gadot) salva o dia, mas sem que ninguém realmente veja o que está acontecendo. E então vem a premissa do filme, uma loja de joias e antiguidades é assaltada e no meio da bagunça que acontece no shopping enquanto os ladrões estão fugindo, Diana mais uma vez salva o dia, o que não se sabia é que entre as coisas que foram roubadas, e depois apreendida pelo FBI, estava uma pedra especial, mágica, criada por um Deus e que trará o caos para o mundo.

Não contarei como Steve (Chris Pine) se encaixa na história, isso é spoiler, mas preciso dizer o quão incrível ele está neste filme. Suas caras e bocas ao ver todas as mudanças que mais de 50 anos após o fim da Primeira Guerra trouxe é sensacional. Ele é o alivio cômico que o filme te entrega e é impossível não dar umas boas gargalhadas com ele.

Nem sei se é uma comparação equivalente, mas o começo do filme, onde apresenta a vida de Diana e como ela ainda tem todas as lembranças de Steve e como, apesar de todos esses anos terem passado ela ainda tem aquele amor vivo e real nela, me lembrou muito o começo de Agente Carter, onde mostra a Peggy ainda apegada ao Capitão América. Ironicamente, as duas personagens viram seus amantes se tornarem heróis ao se sacrificarem pelo bem maior.

Como já expliquei, não tenho familiaridade alguma com os heróis da DC ou aos quadrinhos, mas a verdade é que eu esperava um pouco mais da Mulher-Leopardo (Kristen Wiig), que na verdade se chama Barbara Minerva. Mas entendo a colocação e o surgimento da personagem no filme, e então entramos onde realmente importa: Os Vilões.

Diferente do primeiro filme, onde tínhamos uma figura mais irreal, como um deus revolto, mimado e egoísta que estava trazendo o caos no mundo, aqui o vilão verdadeiro do filme se mostra de outra forma, e eu achei simplesmente sensacional. Sem spoilers para que você tenha a experiência da surpresa, o timing de colocar essa ideia no filme, onde até mesmo Diana é testada é a melhor coisa do filme.

Muitos vão até mesmo achar que o terceiro ato é fraco e sem graça, mas o cerne deste filme não é uma super luta com muitos tiros e porradas e bombas, mas sim uma luta mais intelectual e moral sobre quem somos, e como nos sobressaímos sobre nossos desejos. Eu sem dúvida prefiro mil vezes esse ato, ao final do primeiro filme.

Mas é claro que nem tudo é só maravilhas, e sim, existe alguns furos no roteiro que preciso destacar. No primeiro filme foi mostrado que Diana nunca teve contato com seu pai, mas aqui ela diz que ele a ensinou alguns truques. Então preciso saber, ela teve ou não contato com pai? Será que isso será explorado em filmes futuros, ou é só um detalhe jogado ao vento? Temos também a linda armadura, que foi descrita como invencível em um parte do filme, mas logo mais ela não é tão invencível assim. Além de alguns pequenos erros de continuidade, principalmente quando se trata do Laço da Verdade. Detalhes que não estragam o filme, mas percebemos, e alguns até mesmo traz novos questionamentos, mas veremos o que o futuro nos reserva para a heroína.

A verdade é que Mulher Maravilha 1984 é uma sequência que ao meu ver é muito melhor que o primeiro, com uma história que é muito mais próximo de nós do que seu antecessor, principalmente com as escolhas tomadas pelos personagens, que é realmente algo que um ser humano é capaz de fazer se realmente houvesse objetos mágicos no mundo. Pensando bem, nem é preciso magia para que tomemos péssimas decisões, o mundo real prova isso.

Divertido, lindo visualmente, com atuações maravilhosas, uma história de arrepiar, Mulher Maravilha 1984 vai sim agradar aos fãs dos quadrinhos, aqueles que como eu não acompanha todo o universo, e também aqueles que nem é muito fã de heróis. E eu já estou ansiosa para uma possível continuação.

Mulher Maravilha 1984

Mulher Maravilha 1984
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Mulher-Maravilha 1984 acompanha Diana Prince em 1984, durante a Guerra Fria, entrando em conflito com dois grande inimigos - o empresário de mídia Maxwell Lord e a amiga que virou inimiga Barbara Minerva - enquanto se reúne com seu interesse amoroso Steve Trevor.
Mulher-Maravilha 1984 acompanha Diana Prince em 1984, durante a Guerra Fria, entrando em conflito com dois grande inimigos - o empresário de mídia Maxwell Lord e a amiga que virou inimiga Barbara Minerva - enquanto se reúne com seu interesse amoroso Steve Trevor.
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