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Estúdios Ghibli | O Serviço de Entregas da Kiki

Escrito, dirigido e produzido por Hayao Miyazaki, O Serviço de Entregas da Kiki (1989) é o quarto filme que Hayao criou em parceria com o Estúdio Ghibli.

O filme ganhou o prêmio Animage Anime Grand Prix em 1989. O Serviço de Entregas da Kiki foi baseado na obra de mesmo nome de Eiko Kadono, e foi a primeira de uma série que foi publicada pela Fukuinkan Shoten em 1985.

Uma história sobre amadurecimento

Inegavelmente o foco principal do filme é o amadurecimento, o crescimento pessoal e o descobrimento de si próprio. Fato principal que demostra isso é exatamente como começa o filme. Apesar da decisão de Kiki de sair de casa, ela ainda precisa do colo do pai. A verdadeira desmostração de sua idade.

Os meros 13 anos, é a fase onde as vezes somos maduros. Mas as vezes queremos colo e agimos como criança. Esse sem dúvida é o ponto onde começamos a nos identificar com a personagem.

Kiki é uma pequena e jovem Bruxa que parte de casa para um ano de treinamento para amadurecer, crescer e se descobrir. Suas aventuras começam de forma inocente, com encrencas e até mesmo rabujices tipicas de sua idade.

Por exemplo, suas mudanças de humor quando conhece os jovens da cidade. Além disso também vemos a pouca maturidade quando mesmo tentando ser idependente, ela acaba se prendendo a uma figura de autoridade quando consegue ficar na casa de Osono e seu marido na padaria.

Seu crescimento como pessoa vem aos poucos. Vemos seu amadurecimento quando ela começa a perder seus poderes e precisa descobrir como recupera-los. Seus momentos de tristeza mostra o luto e a passagem entre a infancia para a vida adulta.

Ao passo que, idependente da década, sempre teremos os mesmos questionamentos enquanto jovens e estamos passando pela puberdade. Assistir O Serviço de Entregas da Kiki ajudará não só a se identificar com Kiki, mas também nos questionamentos que ela passa.

Mudanças sofridas

Na época de seu lançamento em 1989, o Studio Ghibli tentava se destacar e a situação financeira não era das melhores. O Serviço de Entregas da Kiki ajudou a atrair atenção internacional e teve boas críticas.

Na época, o crítico Roger Ebert, chegou a declarar que o filme era a melhor animação de 89 superando até o filme A pequena Sereia.

Além disso, sabia que o filme foi distribuido pela própria Disney nos Estados Unidos? Entretanto houve muitas mudanças para que se adequasse mais ao público norte americano.

Entre essas mundanças ouve inclusão de trilhas sonoras, alteração nos diálogos e até mudou um pouco o final. Não que isso tenha agradado muito ao público fã das animação original.

Obra atemporal

Uma vez que sou muito apaixonada por animações em 2D, devo acrescentar que esse filme é uma beleza rara nos traços. Hoje em dia com a animação em 3D dominando o mercado, ver animações – principalmente japonesas – ainda se manterem no 2D é gratificante.

Assim, a simplicidade dos traços do 2D, mas ao mesmo tempo recheado de riquezas, com cenários belissímos torna esse filme uma verdadeira obra de arte.

Como resultado, mesmo na simplicidade dos traços, temos uma rica quantidade de cores. Além disso podemos ver que a cidade foi inspiradas em muitas como Paris, Lisboa e Milão.

E tudo isso acrescentado de uma história que qualquer jovem pode se identificar faz com que esse filme seja, em resumo uma obra atemporal.

Desse modo, Myasaki entrega um trabalho lindo e excepcional em O Serviço de Entregas da Kiki falando sobre maturidade e cresimento, acrescido de belos cenários, lindas trilhas sonoras e um final surpreendente e muito humanizado.

O filme está disponível na Netflix.

O Serviço de Entregas da Kiki

O Serviço de Entregas da Kiki
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Ao completar 13 anos, seguindo a tradição de todas as bruxas, Kiki deve se mudar para uma cidade na qual não haja nenhuma bruxa e passar lá um ano morando sozinha em uma espécie de “estágio”. Após achar uma bela cidade à beira mar, Kiki e seu gatinho Jiji tentam se adaptar à nova vida.
Ao completar 13 anos, seguindo a tradição de todas as bruxas, Kiki deve se mudar para uma cidade na qual não haja nenhuma bruxa e passar lá um ano morando sozinha em uma espécie de “estágio”. Após achar uma bela cidade à beira mar, Kiki e seu gatinho Jiji tentam se adaptar à nova vida.
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