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Especial Quentin Tarantino | Jackie Brown (1997)

Dos filme de Tarantino que já vi até o momento, digo que Jackie Brown é o que menos se parece com o estilo que ele apresentou em Cães de Aluguel e Pulp Fiction. Não é um filme chato, mas foi o que menos me prendeu a atenção. O filme tem um roteiro bem estruturado, uma história fascinante e bem costurada, mas sem grandes surpresas. Um script bem elaborado não torna o filme uma obra como gostávamos nos filmes anteriores, principalmente se comparado com Pulp Fiction, seu antecessor.

Há algumas coisas que me incomodaram muito no filme, como o fato do protagonista negro estar ligado ao crime. É um filme do final da década de 1990, então ainda consigo entender determinados esteriótipos que eram comuns em filmes desta época. No entanto para hoje, no meu ver, se torna algo muito mais irritante do que entretenimento. E nem mesmo em Pulp Fiction eu senti esse incomodo, talvez por exatamente nele termos dialogos e momentos onde eles se tornam mais comuns do que só uns caras que fazem coisas erradas.

Senti falta deste tipo de construção em Jackie Brown. Sem contar que apesar de Samuel L Jackson ser um grande ator, de seus personagens, Ordelle seja o que eu menos goste. O que prova sua grande atuação, porque ele realmente incorporou o personagen a ponto de você detesta-lo.

O filme apresenta Jackie (Pam Grier), a personagem que carrega o nome do filme, uma comissária de bordo de uma companhia pequena que faz as linhas entre o México e Los Angeles e é pega pela polícia com porte de doláres e cocaína. Para conseguir prender um traficante de armas local, Ordell, interpretado pelo Samuel L Jackson, que tem ligação com ela, os detetives fazem um acordo com Jackie para que ela ajude-os a prender Ordell.

Aqui não temos grandes surpresas. O filme segue pela primeira vez uma linha temporal única, onde vai mostrando o desenrolar dos acontecimentos e a execusão dos planos de Jackie, para conseguir levar para Los Angeles meio milhão de dólares. Ainda temos os detalhes e os trejeitos de Tarantino, com planos bem fechados e planos sequências com movimentos de câmera.

Robert de Niro também está presente no filme, e me surpreendeu, porque pela primeira vez vi ele em um papel que é diferente do que ele constuma fazer, já que de um modo geral, seus personagens são sempre mais centrados, e aqui ele é um drogado perdido no mundo da brisa.

No fim, Jackie Brown é um filme bem construido, mas que não é tão marcante quanto os dois filmes anteriores de Tarantino, mas isso de forma alguma desmerece a obra mesmo quando comparado aos seus antecessores.

Jackie Brown

Jackie Brown
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Comissária de bordo trafica dinheiro a mando de um vendedor de armas. Quando dois policiais oferecem um acordo para que ela entregue o bandido, a mulher decide enganar todos os envolvidos, com um olho na liberdade e outro numa mala cheia de dinheiro.
Comissária de bordo trafica dinheiro a mando de um vendedor de armas. Quando dois policiais oferecem um acordo para que ela entregue o bandido, a mulher decide enganar todos os envolvidos, com um olho na liberdade e outro numa mala cheia de dinheiro.
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