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Telecine | 6 Filmes Indispensáveis para Assistir

O Telecine é um dos principais hubs de cinema do Brasil, e em seu catálogo encontramos mais de 2000 filmes dos mais variados gêneros, e de vários estúdios, para todas as idades, e eles nos desafiaram a criar listas de indicações, e como para o Geek Antenado, missão dada é missão cumprida, listaremos aqui os filmes indispensáveis que está na plataforma, e você tem que assistir.

Lembrando que o Telecine te dá 30 dias gratuitos para explorar o mundo do cinema em seu primeiro acesso. Acesse o Telecine por este link e aproveite seu momento cinema.

Parasita

Como começar uma lista do Telecine sem mencionar o filme exclusivo da plataforma. Febre do início deste ano, vencedor do Oscar 2020, Parasita não apenas quebrou barreiras como as destruiu sendo o primeiro filme não produzido nos EUA a vencer a maior premiação do cinema.

Saindo na frente, o hub adquiriu os direitos de distribuição nacional do filme antes de sua indicação ao prêmio, e teve uma grande movimentação para assistir ao filme sul-coreano que fala sobre o abismos das classes sociais, e os limites que as pessoas ultrapassam para sobreviver a desigualdade social, quando os próprios valores morais entram em jogo.

Dirigido pelo diretor Bong Jooh-Ho, que também dirigiu Okja da Netflix e O Expresso do Amanhã, o filme pode parecer cansativo, mas tem uma linguagem quase que universal quando comparamos privilégios, classes sociais, e a falta de recursos para criar uma sociedade mais equânime.

O Homem Invisível

Pôster Nacional de O Homem Invisível. Créditos: Universal Pictures/BlumHouse Production

O ano de 2020 não está fácil para ninguém, a cada mês uma nova fase deste jogo se inicia, mas o que não esperávamos é que antes mesmo que entrássemos em quarentena a Universal Pictures lançaria O Homem Invisível, remake do clássico de 1933, com uma nova interpretação ao personagem, e com um suspense que apenas a BlumHouse conseguiria trazer com tamanha qualidade.

Em vez de focarmos no personagem título, acompanhamos Cecília, vivida por Elisabeth Moss, uma mulher que vive um cárcere com seu companheiro, o especialista em ótica Adrian. Após conseguir escapar deste relacionamento abusivo física e psicologicamente, Cecília recebe a notícia que Adrian morreu, e que lhe deixou uma herança. Mas que ela apenas terá acesso se não cometer nenhum crime e não for considerada mentalmente incapaz. Mas o que seria um alívio para o fim deste pesadelo, mostra que a presença de Adrian é ainda mais forte após sua morte.

Confira nossa crítica de O Homem Invisível

Fugindo completamente de colocar o personagem título como protagonista, o longa trabalha bem o terror psicológico doméstico, fala sobre violência doméstica e contra a mulher, e manipulação psicológica. O filme ainda leva sua mitologia para a realidade, ressaltando a ciência e tecnologia como parte da trama e brinca com espaços vazios e movimentação de câmeras para cenários vazios para criar ainda mais tensão.

Harriet

O que seria do cinema sem contar histórias que realmente aconteceram? O cinema tem o papel de levar para o grande público histórias relevantes e que carregam grande significados para uma nação inteira, e coloca os verdadeiros heróis no holofote. E em Harriet conhecemos um pouco da história desta heroína real que enfrentou a escravidão estadunidense e teve papel importante durante a Guerra Civil e a libertação dos escravos.

A história de Harriet começa quando a protagonista, vivida por Cynthia Erivo, foge de suas correntes, e encontra um refúgio para ser livre. Mas ela acaba deixando sua família para trás, e isso dará combustível para ela seguir seus instintos e salvar o máximo – se não, todos – seus irmãos escravos e libertá-los.

A história dispensa qualquer explicação ou maior aprofundamento, mas temos que ressaltar que a história é linda, as atuações são incríveis e Cynthia Erivo empresta sua voz para uma das músicas mais bonitas feitas para o cinema. Com uma dose de fé e 100% determinação, Harriet enfrenta um sistema escravocrata em busca de liberdade e igualdade.

A Família Addams

Animação não é um gênero para crianças. Bom, não apenas. Mesmo você, adulto, que paga boletos, ainda tem aquela criança interior que gosta de assistir uma animação. E uma das mais atuais animações que não pode faltar é A Família Addams, uma reimaginação, ainda mais caricata da família mórbida criada por Charles Addams.

Leia nossa crítica de A Família Addams

Agora por quê assistir a animação d’A Família Addams? Simples, o filme é divertido, brinca com os conceitos clássicos dos Addams que acham normal assuntos mórbidos, e repudiam a beleza, corações e gliter. E com uma ótima dose de humor ácido, e criticando modelos conservadores e clássicos de família, sabemos que o longa não é uma obra prima, tem falhas, mas a discussão que ele traz e ainda a boa dose deste humor ácido que diverte e ainda levanta discussão sobre a pluralidade da família contemporânea.

Sem mencionar a melhor personagem, Wandinha.

Hebe – A Estrela do Brasil

Andréa Beltrão pode não ter ganhado o prêmio Emmy Internacional por sua atuação como Hebe Camargo, mas o filme que faz parte da iniciativa de trazer a história de uma das principais comunicadoras do Brasil, e entusiastas da TV no Brasil, é um recorte belíssimo da vida e profissional Hebe Camargo.

Leia nossa crítica de Hebe - A Estrela do Brasil

Retratando o período em que Hebe começa a cutucar o governo brasileiro durante a Ditadura Militar, e indo contra os produtores da emissora, Hebe acaba enfrentando controvérsias em sua vida profissional e pessoal, culminando no maior marco de sua carreira: sua mudança de emissora, para começar a apresentar seu programa no SBT.

Corra!

Jordan Peele provou para o mundo que ele é um dos produtores e diretores mais incríveis que Hollywood possui com Corra!. Não apenas um excelente diretor e produtor, mas um ótimo roteirista. Peele construí uma epopeia carregada de arquétipos para falar sobre o abismo social causado pelo racismo e segregação racial.

O suspense psicológico trabalha nos mínimos detalhes da trama, quando um casal interracial vai para a casa dos pais da mulher, que é branca, e lá o jovem negro vê as discrepâncias de como seus sogros veem esse relacionamento da filha, quando descobrimos a verdade que choca e transforma o filme numa verdadeira obra da sétima arte.

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