Sessão Nostalgia | O Poderoso Chefão (1972)

Baseado no romance homônimo do ítalo-americano Mario Puzo publicado em um 1969, O Poderoso Chefão, até hoje é um marco na história do cinema. O filme acompanha a saga da Familía Corleone, umas das mais poderosas famílias da Máfia italiana nos Estados Unidos. A saga conta com três filmes, o primeiro estreiou em 1972, o segundo em 1975, o terceiro em 1991, e terá um quarto filme que concluirá a história fa família, estreia agora em dezembro em alguns cinemas.

Dirigido por Francis Ford Cappola, o filme se tornou um marco na história. Com elenco espetacular, conta com Marlon Brando, Al Pacino, Al Martino, Robert Duvall e muitos outros.

A verdade é que é muito dificil falar sobre um filme que tem uma relevância tão grande e histórica. Há até mesmo quem diga que The Goodfather (titulo original) não é somente um filme, mas uma religião, e é complicado discorrer sobre um filme que já está estabelecido no mercado, na história e na vida de muitas pessoas.

Com o grande sucesso do livro de Puzo, a Paramount rapidamente obteve o direito de adaptação, tentando repetir a mesma estratégia usada em “Love Story” (mesmo que os públicos-alvo das duas histórias sejam completamente diferentes). Coppola, de ascendência ítalo-americana, foi contratado como diretor e desde cedo esteve sujeito à estrita liberdade criativa do estúdio. De atores a quipe tecnica, qualquer decisão tomada pelo diretor foi fortemente contestada pelos executivos da Paramount. Felizmente, Coppola venceu vários impasses (algo muito raro em Hollywood), permitindo-nos ter as obras que conhecemos hoje.

Puzo assinou o roteirista do filme, e Francis também junto ao autor. A primeira versão apresentou maior fidelidade ao material original, mas como qualquer adaptação deve ser: a linguagem literária foi convertida em uma linguagem cinematográfica por meio do texto livre, mas o material original ainda foi respeitado.

Diferente do que se espera ao iniciar o filme, com a cena de Vito Corleone (Marlon Brando), esta não é a história de Vito, mas mas sim do verdadeiro protagonista da obra, Michael Corleone (Al Pacino), não importa quantas pessoas acreditem no contrário. Foi ele quem experimentou a maior mudança dramática no roteiro, que muda muito sua personalidade. Mike é a pessoa menos conectada da família, um herói de guerra, e se sente envergonhado pelos negócios de seu pai. Ele mostrou a sua namorada Kay Adams (Diane Keaton) o quanto ele queria escapar de uma vida do crime. No entanto, conforme a trama se desenvolve, Michael, vai passo a passo, em direção à sua coisa menos favorita, é forçado a defender seu pai, matar e, finalmente, herdar “o trono”. E como vemos a mudança? Não só pelo roteiro óbvio, mas também pelas nuances da atuação de Pacino, além da excelente atuação da direção de arte e dos trabalhos de produção.

O filme traz nuances incríveis na fotografia, na montagem cenográfica que é completado pelo trabalho incrível de atuação. As passagens do tempo, os detalhes que cercam as cenas, o trabalho de iluminação que vai mudando gradualmente conforme acompanhamos as mudanças que Michael sofre ao longo dos dez anos em que se passa toda a história do filme tudo isso costura bem e mostra o trabalho incrível de Cappola na direção. Não foi atoa que o filme  foi indicado a dez Oscars e venceu nas categorias de Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado (Coppola e Puzo) e Melhor Ator (Brando).

Em 2016, foi publicado pelo The Hollywood Reporter uma lista com os cem melhores filmes, escolhido pelos membros da Academia Americana de Cinema, de todos os tempos e “O Poderoso Chefão” ocupa o primeiro lugar nesta lista. Também é considerado “culturalmente, historicamente e esteticamente significante” e selecionado pela Biblioteca do Congresso para ser preservado no National Film Registry. O American Film Institute apontou-o como o melhor filme de gângster de todos os tempos e o segundo melhor filme da história na Lista dos melhores filmes estadunidenses.

É um dos mais aclamados e considerado um dos mais importantes filmes da história do cinema.

Seja um ator, design, roteiro, fotografia ou trilha sonora, todos os elementos que constituem a obra audiovisual são completos e tecnicamente perfeitos. No entanto, a mágica está aqui: mesmo que não entendamos porque podemos e somos fascinados pelo filme, ele consolidou a harmonia de todos os aspectos deste trabalho inesquecível uma e outra vez. Ele se harmoniza tanto em todos os aspectos, que é possível você aprender todas as nunces do cinema, somente assitindo a esse filme.

O Poderoso Chefão

O Poderoso Chefão
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Em 1945, Don Corleone é o chefe de uma mafiosa família italiana de Nova York. Ele costuma apadrinhar várias pessoas, realizando importantes favores para elas, em troca de favores futuros. Porém, uma máfia rival resolve levar o tráfico de narcóticos para Nova York e Don Corleone não facilita essa entrada, nem com ajuda policial, nem política. A família Corleone passa então a sofrer atentados e seu filho Michael, um capitão da marinha muito decorado que há pouco voltou da 2ª Guerra Mundial decide ajudar seu pai protegendo seu legado.
Em 1945, Don Corleone é o chefe de uma mafiosa família italiana de Nova York. Ele costuma apadrinhar várias pessoas, realizando importantes favores para elas, em troca de favores futuros. Porém, uma máfia rival resolve levar o tráfico de narcóticos para Nova York e Don Corleone não facilita essa entrada, nem com ajuda policial, nem política. A família Corleone passa então a sofrer atentados e seu filho Michael, um capitão da marinha muito decorado que há pouco voltou da 2ª Guerra Mundial decide ajudar seu pai protegendo seu legado.
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