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Babenco é escolhido representante brasileiro no Oscar 2021

Ontem foi escolhido o representante brasileiro para a maior premiação do cinema do mundo, o Oscar 2021, e pela primeira vez o representante brasileiro é o documentário Babendo – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou!, da diretora Bárbara Paz.

É a primeira vez que um documentário é escolhido para representar um país na premiação, e produção traça um paralelo entre a arte e a doença do diretor Hector Babenco. O filme revela medos e ansiedades, mas também memórias, reflexões e fabulações, num confronto entre vigor intelectual e a fragilidade física que marcou sua vida.

A diretora e esposa de Babenco e o coprodutor Fabiano Gullane comentaram sobre a indicação do documentário como o representando nacional na premiação:

É uma maravilha isso, é o primeiro documentário a ser escolhido pelo Brasil a competir. É uma surpresa maravilhosa, o Hector merecia muito isso. Eu acho que o amor venceu.

comenta a diretora Bárbara Paz

Recebemos com enorme alegria a escolha do BABENCO pra representar o Brasil na corrida pelo Oscar. Ao mesmo tempo que é uma enorme alegria, é uma enorme responsabilidade. É uma disputa com os melhores 80, 90 filmes do ano… Faremos essa campanha com muita dedicação e orgulho. Temos um filme lindo e muito especial nas mãos.

afirma o coprodutor Fabiano Gullane

O documentário já foi exibido em mais de 20 festivais internacionais e estreou mundialmente no Festival de Veneza de 2019, recebendo o prêmio de Melhor Documentário na Mostra de Venice Classics e o prêmio Bisato D’Oro 2019 – Prêmio Paralelo ao 76º Festival Internacional de Cinema de Veneza dado pela Crítica Independente.

“Eu já vivi minha morte, agora só falta fazer um filme sobre ela” – disse o cineasta Hector Babenco a Bárbara Paz, ao perceber que não lhe restava muito tempo de vida. Ela aceitou a missão e realizou o último desejo do companheiro: ser protagonista de sua própria morte.  Nesta imersão amorosa na vida do cineasta, ele se desnuda, consciente, em situações íntimas e dolorosas. Revela medos e ansiedades, mas também memórias, reflexões e fabulações, num confronto entre vigor intelectual e fragilidade física que marcou sua vida.  Do primeiro câncer, aos 38 até a morte, aos 70 anos, Babenco fez do cinema remédio e alimento para continuar vivendo.

Tell me when I die é o primeiro filme de Bárbara Paz mas, também, de certa forma, a última obra de Hector – um filme sobre filmar para não morrer jamais.

Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou estreia nos cinemas brasileiros em 26 de novembro.

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