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Guerra dos Streaming | A Rainha: Netflix

Como a própria Cercei Lannister disse no sétimo episódio da primeira temporada de Game of Thrones Quando você joga o Jogo dos Tronos, você ganha ou você morre!“, ela talvez tenha previsto algo e acabou errando o termo Thrones para Streaming. Tudo bem, a personagem fictícia de George R. R. Martin não teria trocado, mas a frase é tão icônica que fora adaptada para diversas formas e utilizada até hoje como um meme de prelúdio a uma iminente batalha, e ela se encaixa no atual momento que vivemos no mundo do entretenimento: A Guerra dos Streaming.

Desde que a Netflix começou a produzir séries e filmes originais e disponibilizar uma nova forma de produto audiovisual, a televisão e principalmente a TV à cabo tem sofrido baixas, e os estúdios – tanto de televisão, quanto os de cinema – viram que algo estava mudando por completo, e o consumidor havia se acostumado com o formato Netflix, e desde o lançamento da plataforma e produções originais, diversos estúdios, produtoras e empresa do entretenimento vêm se movimentando no tabuleiro para lançar sua plataforma e entrar nessa briga, e com a chegada do Disney+ essa guerra enfim chega a um ápice.

Neste artigo vou falar exclusivamente da Netflix, a rainha deste complexo jogo, e como ela está a anos-luz de distância das outras, mas ao mesmo tempo pode não ter força para continuar tão na frente assim.

Este artigo não atribuirá valores de analise/crítica pois depende do usuário e sua experiência com a plataforma, além de critérios de gostos, direcionamentos e vários outros requisitos que definem uma avaliação pelo serviço ser mais pessoal do que generalizada.

Histórico

Fundada em 1997, a Netflix começou como uma empresa de entrega de DVD (saudades), que atuava apenas nos EUA, e expandiu até o Canadá após 10 anos. De lá pra cá, a dona Netflix criou um espaço online para disponibilizar filmes e séries para seus assinantes, que começou apenas com os EUA, e se expandiu a partir de 2010, e hoje ela se encontra em quase todos os territórios do mundo. Mas esse formato de disponibilizar um catálogo extenso de produções só teve impacto quando a empresa começou a produzir suas próprias produções, e em 2013, House of Cards estreava na Netflix, e assim uma nova era de como consumir produções audiovisuais começa, e assim seu império começa.

Desde 2013, a Netflix tem recheado seu catálogo com produções originais e produções licenciadas, de tal forma que todo usuário da plataforma perde mais tempo escolhendo o filme ou série do que efetivamente assistindo algo. Os grandes carros-chefes da nossa alteza real Netflix são Stranger Things, The Crown, The Witcher, Dark, La Casa de Papel, e a brasileira 3%, entre outros.

Nos últimos dois anos, a plataforma da Netflix tem adições semanais de novas séries, filmes, documentários, animes, conteúdo infantil, reality shows, programas licenciados entre outros, que vão de uma média de 2 produções originais por semana até 5, na sua maioria estreando as sextas-feiras, com uma nova movimentação da plataforma em lançar produções em outros dias.

Não se sabe o valor exato da quantidade de produções que a plataforma comporta, uma vez que produções entram quase todo dia, na mesma velocidade que produções não originais saem do catalogo, mas de todas as plataformas a Netflix é a que possui o maior e mais variado catalogo. Segundo um artigo da Canal Tech de fevereiro deste ano, a plataforma contava com 4346 títulos, entre filmes e séries. Em um vídeo mais recente da influenciadora Alice Aquino de junho deste ano, é informado que a Netflix já possui mais de 5000 títulos em seu catálogo. Desde produções originais de diversas nacionalidades, até produções com licenciamento de distribuição exclusiva regional até produções licenciadas por janela de exibição.

Interface

Captura de tela da interface inicial da Netflix. Créditos: Divulgação

Por ter sido a primeira a começar esse formato de consumo de produções audiovisuais, a interface da Netflix teve um enorme crescimento, aprimoramento e vez ou outra somos apresentados para um novo recurso dentro da plataforma. A mais recente é o Top 10, um recurso que coloca os 10 títulos mais visto no país, que dá a opção de outros assinantes assistirem o que está em alta para a região, conhecendo novas produções.

A Interface da Netflix é de longe, a melhor de todos as plataformas: intuitiva, fácil de navegar, além de ter recursos indispensáveis para facilitar a escolha de um novo título, a tarefa mais árdua, além de apresentar um pequeno trecho ou o trailer oficial da produção em destaque no navegador. O catálogo ainda tem listas pré-definidas que se atualizam a cada entrada no aplicativo, seja no Celular, pelo Computador, pela Smart TV, ou pelos consoles de jogos. Essas listas se agrupam por gêneros, assuntos, temas, listas com atores em comum, categorias que seriam absurdas se elas não fossem tão funcionais para encontrar algo novo a se consumir.

Outro ponto positivo para a interface é que ele está disponível para um número enorme de dispositivos, e todos apresentam uma unidade visual e funcionalidades que a experiência não se altera de um dispositivo para o outro.

Player

Se falamos de uma plataforma de entrega de produções audiovisual o player que essa plataforma usa é de vital importância para assegurar que seus consumidores tenha a melhor experiência, e não há do que reclamar do player da Netflix. É o mais fluído de todos os players, e um modelo que todos estão trilhando para ser. Sempre existe aquela cena que gostamos de rever, e quando voltamos, com poucos segundos, o player continua reproduzindo sem qualquer interrupção de carregamento, mas quando temos um período maior, em questão de minutos, existe uma espera de carregamento, mas ela é mínima, mesmo com uma velocidade de conexão com a internet baixo (já utilizei a Netflix a 2 MB).

O player possui o recurso dos 10 segundos antes e 10 segundos depois; quando alteramos o idioma, quase que automaticamente já ouvimos o novo áudio, ativar a legenda também é de fácil execução. E para quem utiliza a versão mobile, existe ainda o recurso do Picture-in-Picture.

Qualidade

Com o avanço da tecnologia novas ferramentas se apresentam para o público, e o audiovisual tem experimentado cada vez mais produções com imagens mais grandiosas e com alta resolução, e a Netflix já vem há algum tempo produzindo seus originais em qualidade HDR, com um máximo de resolução 2160 chegando a velocidade de 15 Mbps.

Lógico que as produções 100% originais e as mais atuais chegam a essa resolução máxima, enquanto que as licenciadas depende do formato que foram gravadas pelas respectivas produtoras e estúdios.

Para quem gosta de qualidade visual (e conheço bem essas pessoas), a Netflix também é a primeira a entregar tal qualidade. Mas vale ressaltar que para entregar a maior qualidade é recomendado uma velocidade de conexão de no mínimo 15 MB, e velocidades superior para quem assina o Plano Premium.

Acessibilidade

É complicado falar em acessibilidade para o audiovisual, mas a Netflix inaugurou com a série original em parceria com a Marvel Studios, Demolidor o recurso de acessibilidade visual, mas não são todas as produções desde 2015 que possuem tal recurso.

Quanto a acessibilidade auditiva, a Netflix possui apenas as legendas, e com elas existe a possibilidade de ativar o Closet Caption, recurso visual para detalhar os sons da produção. Esse recurso existe tanto na nossa língua, quanto na língua original da produção.

Custo

Atualmente os valores da Netflix são salgados, mas faz sentido. Diferente da maioria das outras plataformas, a Netflix lucra apenas com as assinaturas. Atualmente foi noticiado que os valores de assinatura irão sofrer um aumento, seguindo o que é feito nos EUA.

Existe três planos de assinatura da Netflix, cada uma com um limitar de recursos de qualidade e valores:

  • O plano básico custa mensalmente R$ 21,90, e dá apenas 1 tela com resolução máxima de 480p;
  • Já o plano intermediário custa R$ 32,90 por mês, e possibilita 2 telas simultâneas com qualidade HD (1080p) disponível;
  • Já o plano Premium custa R$ 45,90, e dá até 4 telas simultâneas, com qualidade HDR (2180p)

Todos os planos dão a possibilidade de um mês teste gratuito no primeiro acesso.

Conclusão

Com toda a certeza a Netflix é a Rainha dos Streaming, atualmente, e deve ser por um bom tempo. Mesmo com valores bem salgados, eles se justificam pela quantidade de produções disponíveis, recursos que facilitam a navegação e seleção de títulos, além de ter se tornada quase indispensável com sua variedade em produção, que abrange uma gama enorme de gênero, público, faixas etárias – este ainda com recurso de segurança parental e perfil infantil -, recursos que agrupam os títulos por relação; a aba Top 10, além de criar uma lista pessoal que fica acessível logo que abre o aplicativo; uma lista de Continue Assistindo, que guarda onde foi que você parou de assistir, e continua deste ponto; para usuários mobile tem o recurso Prévias que possibilitam um conteúdo de apresentação dos originais que entraram no catálogo.

A Netflix é a principal plataforma e ela sempre criou tendências para outras seguirem ou criarem a partir do que lança em sua interface, que de longe é a melhor de todos os serviços de streaming audiovisual.

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