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O 3º Andar – Terror na Rua Malasaña

Toda vez que eu vejo um filme de terror, a primeira coisa que eu sempre questiono é: Da onde é que essas crianças tiram coragem pra entrar na casa dos outros, e pior, com uma aparência sisnistra? Sério, não conheço uma criança na vida real que faria essas coisas que mostram nos filmes.

Bem, o longa começa daquele jeito que a gente já conhece: Candela (Bea Segura), Manolo (Iván Marcos), Amparo (Begoña Vargas), Pepe (Sergio Castellanos), Rafael (Iván Renedo) e o sr Fermín (José Luis de Madariaga), avô das crianças, são uma família que se muda do campo para um novo apartamento em Madrí, um investimento total de todas as finanças, para “um novo começo”. Logo que se mudam coisas sinistras começam a acontecer. Sério, deu nem tempo de tirar a poeira da casa e eles já estavam sendo atormentados.

Bem, o filme até que tem uma história inteligente, e os personagens não tomam decisões burras diante do iminente assombro. O que torna esse filme mais digno que muitos, onde, não sei porque motivo, os personagens tendem a tomar decisões bem estupidas. No entanto, a quantidade de Jump Scare que tem no filme me fez perder um pouco o gosto da coisa. A óbvia ausência de trilha, e o abuso de momentos “jump” mais faz o espectador ficar com raiva, do que com medo.

Fato é que aprecio muito mais uma construção da tensão baseado no bom enredo do que só jogar uma cena, retirar o som e depois te dar um susto.

Mas fora isso, o filme te prende por não apresentar nenhum motivo aparente do porquê do espirito estar assombrando o lugar. Não há uma premissia, então você acaba vendo até o fim para descobrir os motivos do espirito estar preso naquele lugar. E a explicação faz sentido, mas me incomodou também de uma forma negativa. Claro que temos que analisar todo o contexto histórico, o filme se passa em 1976, logo, precisamos reconhecer que determinadas situações, escolhas e comportamentos não eram bem vistos nesse período; e o filme usa destas escolhas e comportamentos para justificar a amargura que permite que o espirito assombre a casa.

O mais interessante, e que diferencia este dos demais, é que ao entenderem que o espirito é real, ninguém tenta enfrentar não; eles vão mesmo é embora. Adorei como os roteiristas finalmente colocaram sensatez nos personagens. Eu particularmente me encanto por filmes que fogem do clichê. Quem é que fica em um casa assombrada, sabendo que é assombrada? Na vida real, gosto de pensar que as pessoas são mais espertas.

Como cenário e palco de todo o filme, temos o bairro Malasaña em Madrid, apesar de se passar nos anos de 1970, o filme foi rodado ali mesmo. A comunidade é o local de vários assassinatos e incidentes misteriosos. A rua Antonio Grillo é o local com maior número de mortes por metro quadrado na capital espanhola, e há inúmeras histórias de crimes e mistérios. Mas, não se empolgue, se você for a Madrid e decidir ir à Avenida Malasaña, não procure o número 32, o local faz parte da ficção, e a rua só vai até o número 30.

Não é um filme ótimo de terror; É um filme bom. Se você gosta do gênero, com certeza deve dar uma conferida, além disso, é um longa espanhol, e as vezes é bom fugir um pouco do pragmatismo Hollywoodiano. O filme te garantirá muitos sustos, e no fim, você pode até acabar gostando da história.

O 3º Andar - Terror na rua Malasaña

O 3º Andar - Terror na rua Malasaña
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Madrid, 1976, início dos tempos de liberdade pós-franquista. Uma família muda-se de uma pequena cidade para a capital e investe tudo o que tem num grande apartamento no número 32 da Rua de Manuela Malasaña. Cedo percebe que o que parecia o paraíso e a promessa de uma vida nova se torna o pior pesadelo possível.
Madrid, 1976, início dos tempos de liberdade pós-franquista. Uma família muda-se de uma pequena cidade para a capital e investe tudo o que tem num grande apartamento no número 32 da Rua de Manuela Malasaña. Cedo percebe que o que parecia o paraíso e a promessa de uma vida nova se torna o pior pesadelo possível.
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