O Diabo de Cada Dia

Você sabe que o filme é bom quando no elenco temos figuras como, Bill Skarsgärd (It, a coisa), Sebastian Stan (Capitão América), Tom Holland (Homem Aranha), Mia Wasikowska (Alice no País das Maravilhas) e Robert Pattison (O Farol e The Batman), além de contar na direção com um brasileiro, Antônio Campos (The Sinner) e ter produção de Jake Gyllenhaal (O Abutre); Só com esses nomes a gente já imagina que não foi muito barato fazer esse filme, mas com certeza, valeu cada centavo.

O Diabo de Cada Dia vai contar a história de algumas pessoas, que aparentemente não tem nada a ver com a outra, entre as cidades de Knockemstiff, Ohaio e Coal Creek, Virginia Ocidental, duas cidadezinhas esquecidas no meio do nada no norte dos EUA, entre os anos de 1957 até 1965. Pessoas que aparentemente são normais, comúns até, mas que fazem coisas terríveis e cruéis, em nome do próprio ego. A narrativa do filme é feita pelo próprio autor do romance em que o filme foi baseado, Donald Ray Pollock.

Crédito: Glen Wilson/Netflix

Vale lembrar aqui que não li o livro; minha critica é baseada somente na experiência cinematográfica.

Esse é um tipo de filme que fico chocada com o talento de cada um dos atores, onde a nuance e os detalhes de suas atuações são incríveis e bem usadas. A sensibilidade que cada momento exige é surreal. O tempo todo eu ficava incrivelmente surpresa com o talento desses caras! Já sabemos que eles são bons, mas aqui eles estão fantásticos.

Créditos: Glen Wilson/Netflix

A forma como a narrativa se desenrola é façanhoso, e como o filme se costura, ligando todos os personagens é de fazer seus cabelos ficarem em pé! Por muitos momentos do filme, tudo que eu fazia era ficar em um estado de “OH MY GOD!” porque a construção da trama é incrívelmente imprevisível.

A história aqui, em sua grande parte, se desenrola através do fanatismo religioso e muitas das coisas que acontecem, são consequências de um fevor irresponsável e mal intendível de uma fé erroneamente apresentada. A irresponsabilidade da má interpretação da bíblia gera sequências de resultados catástróficos que interfere diretamente no caráter de uma pessoa — ou revela-o, se olharmos de um outro ângulo.

Créditos: Glen Wilson/Netflix

E apesar de um elenco incrível, que chama a atenção de um grande público, esse filme aqui tem um alvo mais expecífico: quem aprecia um filme mais gótico e pessimista. Todo o filme é um grande ato de momentos ruins, agonías e más escolhas que forçam Arvin (Holland) a fazer coisas completamente erradas. Então se você espera uma grande histórias com momentos épicos, esse pode não ser um filme para você.

O uso da violência explicita, a brutalidade dos personagens e o peso de um passado sombrio são as caracteristicas principais do filme, e constrói a narrativa num campo de negatividade que pode não agradar aqueles que são mais impacientes, mas para aqueles que curtem esse tipo de narração, se verá envolvido do inicio ao fim.

O Diabo de Cada dia é o mais novo filme da Netflix; com um elenco riquisímo, grandes atuações, dignas de premios e uma história envolvente, o filme é certeiro em envolver o expectador e agoniá-los a mesmo tempo.

O Diabo de Cada dia

O Diabo de Cada dia
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O Diabo de Cada dia é o mais novo filme da Netflix; com um elenco riquisímo, grandes atuações, dignas de premios e uma história envolvente, o filme é certeiro em envolver o expectador e agoniá-los a mesmo tempo.
O Diabo de Cada dia é o mais novo filme da Netflix; com um elenco riquisímo, grandes atuações, dignas de premios e uma história envolvente, o filme é certeiro em envolver o expectador e agoniá-los a mesmo tempo.
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