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Maria e João – O Conto das Bruxas

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Quem conhece os Irmãos Grimm, sabe de seus contos de fadas que são bizarramente assustadores, pelo menos se você conhece suas histórias originais. Entre alguns conhecidos temos Bela Adormecida, Rapuzel e claro João e Maria, o que entre eles é o mais sombrio e com a história mais assustadora.

Desta vez quem se arrica a mais uma adaptação desse conto assustador dos é Osgood Perkins, que dirige o filme Maria e João – O Conto das Bruxas (Gretel And Hansel, EUA, 2020).

Não é a primeira vez que temos essa adaptação para as telas, o último foi João e Maria – Caçadores de Bruxas que tinha o Jeremy Jenner (o Gavião Arqueiro nas franquias da Marvel) no papel principal junto com Gemma Arterton (Tamina, de O Principe da Pérsia), que apesar da fraca arrecadação nas bilheterias, até que é considerado e lembrado entre os espectadores. E bem diferente deste, O Conto das Bruxas agora tem uma pegada mais sombria, um genero de mais terror e susto, que infelizmente não funciona muito bem!

A ideia de trazer uma outra perspectiva para o filme (mudando inclusive o título), e coloca Maria como uma garota que tem poderes sobrenaturais, é muito boa, inclusive é uma bem plausível, porém se não bem aproveitada fica entediante. A premíssia ainda é a mesma: durante um longo período de escassez, Maria (Sophia Lillis) e seu irmão mais novo João (Sammy Leakey) saem pela floresta em busca de ajuda e alimento, e acabam encontrando no meio do caminho uma casa bem abastecida, cujo a dona é uma velhinha chamada Holda (Alice Krige), que no fim não é nada bem intencionada.

É um conto que já conhecemos, então assistir o filme não traz muitas surpresas; porém quando o trailer foi divulgado, foi dado a entender que seria um filme de terror daqueles bem assustador, mas não é nada disso.

O filme é lento. Quem realmente não está interessado por sua narrativa, pode acabar entediado e dormir na cadeira do cinema. Completamente previsível, a história tem uma boa ideia – narrar o descobrimento de Maria e sua transformação em uma bruxa -,  mas foi mal desenvolvida. Ao longo do filme, Maria entende que é diferente, e Holda aprecia isso, e começa a ensina-la. Mas a narrativa confusa, sobre o que Maria ver, e não entender se é real ou não, torna tudo muito confuso, porque o espectador também não consegue entender. Quando as revelações começam a aparecer, a narrativa se atropela, e se perde em seu próprio conto, tornando o filme que tinha tudo para ser bom, algo mediano.

Os personagens não são bem construidos. A intensão da Bruxa não é clara. Você não sabe se ela quer comer as crianças ou tomar o poder de Maria. O João é renegado a uma criança que precisa ser salva. E nem seu relacionamento com a irmã gera uma empatia. A garota tem poderes, fala com plantas e animais, mas não consegue entender que os sonhos que passa a ter na casa são avisos de que ali é perigoso e que há algo errado.

As únicas coisas que se destacam são as fotografias, que são lindas e a trilha sonora. A ambientação e iluminação, são fatores que ajudam a deixar o cenário mais tenso e as músicas apresentadas ajudam na tensão criada para a história. Ah, e de valia o filme também apresenta muitas referencias a outros contos de fadas, então se você for, fique atento e tente notar quais são elas.

No fim, o filme é exatamente como a história dos Grimm: uma casa bonita e aparentemente abastecida, mas que quando se entra e permance, nota-se que nada ali é como parece ser.

O filme chega aos cinemas brasileiros dia 20 de fevereiro.

Maria e João - O Conto das Bruxas

5

Visualmente muito lindo, e com uma trilha sonora boa, o filme é razo ao contar sua história, e não é tão acertivo ao determinar o tom de sua narrativa de terror.

  • Fotografia
  • Referências a outros Contos de Fadas
  • Trilha Sonora
  • Roteiro Fraco
  • Narrativa Icoerente
  • Desenvolvimento Lento
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