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Jumanji: Próxima Fase

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Quando lançado lá em 1995, Jumanji foi um filme despretensioso. Existiam poucos filmes sobre jogos e fazer que um jogo de tabuleiro ganhar vida pegou as crianças da época pelas possibilidades da temática – e eu me incluo nesta lista – e se tornou um filme cult que envelheceu bem. Quando o reboot sequência de Jumanji chegou em 2017 pode ter pegado os fãs que já estavam bem grandes e deixaram a dúvida: faz sentido trazer de volta este filme? E a resposta era sim. E com o sucesso de Bem Vindo à Selva, Jumanji retorna mais uma vez para a segunda parte da aventura dos jogadores em Próxima Fase, que é mais divertido e tem mais personalidade que seu antecessor.

Agora na fase adulta, Spencer (Alex Wolff), Martha (Morgan Kaply), Fridge (Ser’Darius Blain) e Bethany (Madison Iseman) seguem cada um sua vida, após passarem por Jumanji, mas desiludido com sua vida, Spencer acaba recuperando o jogo e tentando conserta-lo, para voltar a ser o Dr. Bravestone (Dwayne Johnson). Seus amigos ficam preocupados e descobrem que ele voltou ao jogo, e vão atrás para salvar ele dos perigos do jogo, mas a surpresa é que o jogo mudou, e nem todo mundo conseguiu voltar, e novos pessoas entraram no jogo.

Como qualquer bom jogo, Jumanji: Próxima Fase é uma excelente DLC, mesmo que não seja um jogo de extensão, mas um novo jogo de fato, mas que tem mais personalidade em sua narrativa e desenvolvimento, principalmente por não conter nenhum elemento de referência ou Easter egg escrachado do filme com Robbie Williams de 1995, como Bem Vindo à Selva tinha. Com essa liberdade, Próxima Fase parece um filme leve para desenvolver uma história nova, aos moldes definidos no seu antecessor, e que mistura a essência de Jumanji com a sensação de estarmos vendo uma adaptação de jogos consagrados como Uncharted.

A história em si é muito simples, é só um artificio condutor para o desenvolvimento dos personagens. E são eles que são o grande foco para a trama: quem passa por Jumanji sabe, ele vai mudar sua perspectiva. Como dita no velho tabuleiro “Um jogo para àqueles que buscam achar Uma forma de deixar seu mundo para trás”. Até isso é visto em quem retorna para o jogo ou aqueles que tem alguma mudança: Bethany acaba não entrando, e ela é a que demonstra major crescimento do primeiro filme para este, então ela aprendeu sua lição; Martha retorna, mas não tem nenhuma alteração, voltando a ser Ruby Roundhouse (Karen Gillan); Fridge rerorna mas não como o Mouse (Kevin Hart), mas como o cartógrafo Shelly (Jack Black). E o filme brinca de a troca de corpos ao longo da trama que vem como um ótimo gancho para a versatilidade dos atores em interpretar outros personagens.

Os novos personagens que começam a jogar de forma involuntária, o avô de Spencer Eddie (Danny DeVito) que assume o avatar de Braveston, e seu amigo que tem questões do passado Milo (Danny Glover) que assume o avatar de Mouse. O próprio jogo deixa claro que ele leva quem precisa aprender algo com a mudança drástica, e a revelação de qual avatar Spencer assume deixa em evidência a beleza da consciência que definiram para o jogo.

Ao longo de seu desenvolvimento fica em evidência que este filme é de Ruby Roundhouse (Karen Gillan), a única que não teve alteração, e que assume a liderança para salvar Spencer e tenta lidar com os novos jogadores seniores, e com os novos desafios de Jumanji. Em adicional, o filme ainda acrescenta dois novos avatares bem interessante, e conta com a adição de Awkwafina no elenco, que traz ainda mais comédia ao grupo já formado por Jack Black e Kevin Hart. A própria sincronia do elenco fica ainda mais em evidência, e as adições não parecem deslocados, mas integrados. E como elemento adicional da trama, a historia permite trabalhar historias paralelas, sem a necessidade de manter todos os heróis juntos.

O longa ainda traz participação do ator de Game of Thrones, Rory McCann vivendo o novo vilão Jurgen, O Bruto, que está irreconhecível, e por ser um personagem original, que não trás a bagagem de outro filme, consegue brincar como um genuíno vilão de games. Mesmo este personagem tendo uma melhor construção vinda dos games, é o único, já que não temos tanto personagens não jogáveis, ou os NPCs que são incluídos.

Jumanji: Próxima Fase tem personalidade. A liberdade por não recorrer a referências dos antecessores, principalmente ao de 1995, deixou para a história mais dinâmica para desenvolver seus personagens de forma mais orgânica, e ainda traz uma sinergia entre os atores avatares tão grande, que mesmo com as novas adições ao elenco, não parecem deslocados, sendo bem vindos a família Jumanji, e ainda deixa surpresas que de a franquia está longe de morrer, já que o jogo tem vida, e reforça o valor da amizade sem deixar de lado a comédia mais leve que o jogo de 2017 criou.

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Jumanji: Próxima Fase

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Colocando em destaque a personagem de Karen Gillan, Próxima Fase desenvolve uma história mais divertida e dinâmica da franquia Jumanji, com diversas surpresas, com uma narrativa inovadora para a franquia, e com personalidade em saber como crescer a história do jogo que ganha vida

  • Liderança feminina com maior destaque
  • Novos personagens que agregam à história
  • Maior liberdade criativa que não se prende a referências dos filmes anteriores
  • Maior química entre os atores
  • Deixa em aberto para futuras produções
  • História rasa, mesmo que o desenvolvimento seja os personagens
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