CríticaDestaqueFilmes

Critica | Esquadrão 6.

0

Se você pudesse viver cada minuto da sua vida para fazer o bem, diremos que você é uma pessoa de muita sorte ainda mais se você levar a vida derrubando ditadores e acabando com terroristas. Uma vida de risco que torna Esquadão 6 o filme de maior ação extrema do ano. Pelo terceiro ano consecutivo, a Netflix repetiu uma grande formula de sucesso que foi juntar CCXP com filme de artista muito conhecido da galera em uma produção de peso ainda mais com um cineasta bem consolidado como Michael Bay e trazerem para o Brasil para divulgar o novo filme.

A trama do filme fala sobre um Bilionário que forjou sua morte para montar um grupo composto por ex-agentes, uma medica, um ladrão e um ex-militar para serem especializados em caçar e matar terroristas fazendo o bem para humanidade e como primeira missão, eles vão atras de um poderoso ditador para aplicar um golpe de estado num pais do oriente médio.

Vamos começar pelo que chamou atenção que é o elenco. Tendo Ryan Reynolds como protagonista e chefe do esquadrão, quem não ia se lembrar dele como Deadpool? Aqui o filme tem um pouco disso e ainda mais com um toque de ação ao estilo Bay. Reynolds acaba carregando o time nas costas e com atitudes mais severas do que o mercenário tagarela. É como se tivesse reinventado o Deadpool só que sem aquele colant apertado e de couro duro, e obviamente sem aquelas frases e piadas. O elenco ainda contou com Ben Hardy e Dave Franco só que esse ultimo teve pouca participação no filme.

Pra ser mais direto, o filme em si surpreende mas por um lado decepciona. primeiro que o estilo de ação de Michael bay é o mesmo de Transformes só não tem realismo o suficiente para ganhar a atenção do público. Em todo o caso devia pelo menos mostrar algo forte nos atos mostrados e cenas que fossem mera surpresa para o espectador, mas não deixa de ser uma mega produção. A cena que mais mostrou destaque foi a do Imã que estava no trailer o qual era a cena mais esperada e teve muito dessa cena. O resto apenas ação extrema e ainda insana, mas que poderia ter um gosto de algo a mais para vir. Sem muita surpresa, todas as locações como Itália, Emirados Arabes e Hong Kong fizeram bem em mostrar a experiencia do filme. Algo que poderíamos ver em futuras produções do gênero ação e o que mais me deixou surpreso é como a montagem de cena foi feita para esse filme. Cenas de Parkour, drift e ainda primeiro plano foram bem estruturadas, só o que tornou forte foi a carnificina nessa produção.

O roteiro do filme escrito por Paul Wernick e Rhett Resse é algo que requer uma dura avaliação. Pois o misto de cenas que surpreendem e decepcionam torna o filme bem mediano. Existem cenas que ora não entendemos porque estavam aí, ora se impressiona com outra e pergunta como eles colocaram mas o que falta mesmo é cena que mudaria bastante o final do filme e até as partes que poderiam decepcionar, fazerem maior sentido se tivessem cenas interligando uma na outra, a estrutura só baseou em fazer o antes e o durante a formação do grupo. Não houve sequer uma empreitada para prender o publico ou até mesmo uma cena que chocasse o espectador. Aqui foi bem direto com cenas de contar historia e de como derrubar o inimigo. Bem acelerado e com espaços vazios.

Apesar de ter Ryan Reynolds como destaque sendo a peça central da produção, o filme não é ruim mas que podia ter algo a mais é o que podia. Mas nem de longe deixa de ser uma produção bem elaborada e com ação extrema só é uma produção onde pouco foi investido mas que algo devia ser economizado. Se já tem o sucesso garantido, a netflix fez a formula para garantir isso e já aplicou a vários filmes como Bright em 2017 e Bird Box em 2018 que foi levar a divulgação para CCXP e convidar quem estava no elenco para fazer o mesmo. Dadas as circunstancias a netflix fez algo que parece dar certo mas vale observar que nem tudo são flores pois o que falta para o filme ser bem relevante é a produção ser adequada para mostra ao publico que pelo jeito ira se dividir entre os que gostaram e odiaram. No fim o filme se mostra relevante demais pela ação e pelos efeitos produzidos característica digna de Michael Bay mas que entrega um roteiro bem misto e sem rumo para os personagens e para historia. Um roteiro que poderia ser bem revisado e analisar erros mas claro sem deixar de lado o essencial do filme que é a ação e ainda ver o desempenho do elenco fazer jus ao filme.

produto-imagem

Esquadrão 6

7.9

Mesmo que o destaque fosse Ryan Reynolds, o filme lhe falta detalhes para ser melhor que qualquer outra produção de Michael Bay. O que não impede da ação falar mais alto por ser altamente extrema e insana.

0