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O Príncipe Dragão (3ª Temporada)

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Toda jornada fantástica converge para um fim grandioso. Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Game of Thrones, todas as produções que movimentaram o imaginário dos telespectadores sempre finalizaram suas tramas de forma grandiosa, com um clímax de emoções e sequências de ação impressionantes que fica marcado – tanto para o bem, quando para o mal – na memória. Em sua terceira temporada, O Príncipe Dragão tenta trazer está sensação de final de saga, mas que não é tão bem executada devido a falta de aprofundamento dos personagens e trama pouco desenvolvidos, mas ainda assim, entrega uma temporada melhor que a última.

Já em Xadia, Callum e Reyla continua sua jornada até o lar da rainha dragão, para devolver Zym. Em seu percalço está os perigos da terra de magia bruta, além do perigo vindo de Lord Viren que agora conta com um importante aliado. Longe das aventuras, Ezra e Isca volta a sala do trono, onde o jovem precisa aprender a força o que é governar com sabedoria, e em seu percalço está o ódio ainda presente nos humanos, acentuado pelo Lord Viren.

A trama parece ser bem dividida em dois núcleos distintos, que se desenvolve independente do outro, mas que por vez ou outra, são influenciados pela mesma ameaça. Enquanto que nos primeiros episódios vemos um ar bem Game of Thrones quando vemos como Ezra tenta lidar com o reinado e aprendendo a força a governar, por outro, Callum e Reyla acabam continuando sua jornada quando um romance começa a surgir entre eles.

A narrativa é bem simplória, mas assim como seu primo de longa data, aborda temas bem importantes e de forma bem madura. Mas devido a seu foco em ser uma produção infantil, ele mantém ela bem superficial. O fato de chegar nos últimos episódios e mesmo sabendo que um clímax iminente de proporções épicas vai acontecer, ela não é tão presente ou sentida pois a série não deixa abertura para construir mais a personalidade dos personagens, criar backgrounds mais complexos, e criar a atmosfera mínima para se ter um final épico.

A quantidade de episódios pode ser um fator que não permitiu sentir esse pseudofinal épico, mas que quando visto mais de perto dos protagonistas, nota-se a profundidade que os personagens atingiram, e isso faz com que sintamos empatia por eles. Mas, por exemplo, a Tia Amaya, que teve um certo destaque na primeira temporada, ficou quase esquecida na segunda, e já aparece na terceira com uma jornada de amizade com elfos do Sol que se desenvolve em apenas cinco episódios; outro ponto é a Deus Ex-Machina que ocorre na batalha final quando a versão em animação de Lyanna Mormont aparece para salvar o dia, quando não havia nenhuma sugestão de chamá-la até então.

A falta de mais episódios, e maior aprofundamento de certos personagens secundários pode ter deixado a desejar. O que se contrapõe pela melhora da animação. Uma grande reclamação de muitos era o estilo de animação da primeira temporada, que foi ouvi da pelos criadores e alterada na segunda, mas que continua em constante mudança, e isso é perceptível nesta temporada.

Em suma, a terceira temporada de O Príncipe Dragão é um reflexo dos poucos episódios produzidos por temporada não darem espaço para um aprofundamento de personagens secundários interessantes, que por algum motivo ganharam destaque. A dificuldade de criar empatia por alguns personagens acaba prejudicando a entrega para a história, que conhecendo o criador, sabe criar histórias tão densas, com inúmeras camadas, e mesmo assim, ter uma linguagem de fácil entrega, sendo destinada a crianças, mas que ficou aquém pela sensação de pressa em entregar agora um final épico, que poderia ser guardado para mais temporadas a frente. Outro ponto é a inexistência de um sentimento que remete ao título da temporada (Sol), elemento característico das produções anteriores que guardava grande ensinamento e significância para a história desenvolvida na temporada.

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O Príncipe Dragão (The Dragon Prince)

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De forma apressada, a narrativa mantém sua metodologia de contar histórias, mas desperdiça tempo em arcos pouco interessantes, e que poderia esperar mais um pouco para desenvolver seu coadjuvantes melhor e compor um pseudo-final épico

  • A animação está melhor acabada
  • Arco político circundando Ezra
  • Evolução dos personagens principais
  • Desenvolvimento melhor de certos personagens secundários
  • Pressa em entregar um clímax épico que perde sua intensidade
  • Personagem secundários pouco desenvolvidos
  • Nenhuma ênfase ao sentido da temporada tomar o nome de um dos elementos base da magia da história
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