Ultraman (1ª Temporada)

Ultraman. Créditos: Netflix

É raro alguém não saber quem é ou o que é o Ultraman. Um dos primeiros sentai de grande sucesso que tem mais de 50 anos de existência e um universo próprio. Não à toa, quando a Netflix anunciou que estava produzindo um novo anime do personagem, junto com Os Cavaleiros do Zodíaco, Ultraman foi aguardado por muitos. E chegando há poucos dias, Ultraman reintroduziu um personagem clássico da cultura nipônica, em uma história de continuação original, mesmo que rasa.

A história começa com o primeiro Ultraman, Shin Hayata em uma visita ao museu de ciências junto com seu filho, onde lá ele tem a confirmação que seu filho não é uma criança comum. Sabendo vagamente que se transformava em Ultraman, o senhor Hayata tem certeza que sua junção com o alien anos atrás provocou com que seu DNA tenha se alterado, e agora, seu filho também possua o DNA do Ultraman. Mas a história realmente se foca na jornada do jovem Shinjiro em desenvolver suas habilidades e se tornar o novo guerreiro de Luz, o Ultraman, e enfrentar os mistérios por trás de um misterioso acidente aéreo, que envolve uma versão do Ultraman desconhecido, além de proteger a Terra das ameaças alienígenas.

Toda a história segue um desenvolvimento básico e raso, mas muito eficiente em apresentar o personagem para novas gerações, além de tentar preencher lacunas deixadas nos animes antigos. O anime já diz que você não precisa ter assistido todos os outros animes anteriores para compreender este, e como estamos falando de uma nova geração de Ultraman, ir com a mente em branco, apenas sabendo que existe um herói como o Ultraman já é o bastante.

Em algumas decisões de roteiro e construção de personagem, o anime acaba decepcionando. O duvidável sentimento que Rena sentia pelo Ultraman, que ora o admirava como um herói que salva inocente, ora sentia raiva por ele ter provocado de forma indireta a morte de sua mãe; o submundo dos alienígenas na terra pouco desenvolvido, e sem um papel mais importante para a trama; uma explicação mais plausível para os motivos para um ser se tornar um Ultraman.

Nosso protagonista trilha uma jornada do herói clássica, desde a proposta pra ser o Ultraman, até ele realmente atingir seu potencial máximo. Ao lado dele temos um personagem que já parecia ser um contraponto em seus métodos, que acaba se revelando um Ultraman, que não é tão aprofundado. E a adição de um terceiro Ultraman totalmente diferente deixa a questão “quem pode ser um Ultraman?” em evidência.

Mas o que realmente conquista os fãs de animes mais fervorosos são as cenas de ação. O design do anime é totalmente em 3D, e pode parecer muito robótico os movimentos mais simples, como um andar, uma corrida, ou os movimentos bem exagerados dos animes. Mas se tratando das cenas de ação, todas com o traje do Ultraman, são impecáveis. São bem feitas, bem finalizadas, não parece artificial ou robótico (o que é irônico), e se fosse apenas cenas de ação, a série subiria uns pontos.

Ultraman não é o melhor anime, mas ele apenas cumpre a função de mostrar a novas gerações o herói gigante, e apresenta novos personagens neste universo de sentai clássicos, que inspiraram outros sentai. Apesar da simplicidade de sua história, as cenas de ação suprem a necessidade de um roteiro mais elaborado, e ainda consegue mostrar que o herói não é apenas terreno, mas há mais mistérios a serem descobertos no espaço, e que devem ser mais explorados em histórias futuras.

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